Febre aftosa
O deputado Antonio Anibelli, no uso de suas atribuições regimentais, requer, após ouvir o plenário, seja consignado na ata dos trabalhos da sessão de hoje (29 de maio), voto de congratulações e aplausos ao Dr. José Eduardo de Andrade Vieira, pelo final feliz com a erradicação da febre aftosa no Estado do Paraná, e consequente obtenção do certificado de área livre, título esse concedido, em Paris, pela Organização Internacional de Epizootias.
Temos plena consciência que o grande avanço no controle da febra aftosa, com a preocupação de ganhar mais espaço no mercado mundial, iniciou-se em 1993 com o ministro da Indústria e Comércio, Dr. José Eduardo de Andrade Vieira, que tinha conhecimento que o aumento das exportações em que estava empenhado, teria que fatalmente passar pela erradicação da febra aftosa, bem como outras medidas de sanidade animal.
Em 1994, o Dr. José Eduardo de Andrade Vieira asssumiu o Ministério da Agricultura, verificando que o Banco Mundial estava rompendo o contrato com o Brasil, que, em consequência, perderia uma grande oportunidade.
O paranaense Dr. José Eduardo de Andrade Vieira, na condição de ministro da Agricultura, retormou as negociações com o BID, reunindo todos os Estados para o relançamento do programa. Os Estados perceberam, então, que a erradicação da febre aftosa era muito mais que uma medida profilática relacionada com a saúde animal e humana. Mas se tratava da pré-condição básica para aumentar as exportações.
O certificado de área livre foi concedido por unanimidade pelos países signatários. Com isso, o Paraná volta a exportar depois de 29 anos distante do mercado europeu de carne bovina. As entidades ligadas ao setor agropecuário, iniciam agora um trabalho para viabilizar o comércio internacional. Por esta, e outras razões, a Assembléia Legislativa, por intermédio deste deputado, cumprimenta efusivamente o Dr. José Eduardo de Andrade Vieira.
- ANTONIO ANIBELLI, Curitiba
Desrespeito
A Associação dos Magistrados do Paraná, por seu presidente juiz Jorge Waglh Massad, considera inaceitável e leviana a manifestação do advogado Antonio Carlos Viana contra o doutor juiz de Direito José Roberto Pinto Junior, da Comarca de Londrina, prolator da liminar que decretou o afastamento do prefeito municipal daquela cidade.
Insinua o advogado que o despacho da liminar teria sido elaborado nos computadores dos promotores de Justiça que investigam o caso. Nada mais despropositado e inaceitável. O desrespeito ao Poder Judiciário e a instituição do Ministério Público e próprio de quem não tem o preparo moral e intelectual suficiente e não conhece o nível de dignidade de seus integrantes.
Acusação iníqua, sem qualquer idoneidade, bem evidencia a personalidade de seu autor, e só se presta a confundir ainda mais a opinião pública, tentando comprometer a apuração da verdade sobre os fatos que enxovalham a administração da bela cidade de Londrina.
- JORGE WAGLH MASSAD, Curitiba
Professores
É com indignação e tristeza que li a carta de José Carlos Simioni, advogado em Ribeirão Claro. A análise do referido profissional é muito simplista. O professor não é o único profissional responsável pelo fracasso de uma sociedade e de uma nação. O fardo fica muito pesado para uma classe que luta pelos seus direitos, tenta incansavelmente mostrar aos seus alunos e à comunidade a complexidade de um sistema com tantas desigualdades. É com estranheza que o referido advogado generaliza a classe como ‘‘apolítica’’ esquecendo que o exercício da cidadania é um ato político; somos profissionais formadores de cidadãos e não de partidos políticos.
Os escândalos estão estampados na imprensa e chegam até nossas casas. A nossa sociedade presencia penalizada os desmandos. Nós, educadores, estamos exercendo o nosso direito de cidadão, denunciando os descasos e reivindicando os nossos direitos e convidando a comunidade a engrossar as filas das denúncias. Estamos fazendo a nossa parte. Estamos mostrando aos nossos alunos que podemos conquistar os nossos direitos pensando na qualidade de nossas aulas pela hora-atividade. Além da reposição salarial a categoria reivindica a hora atividade prevista na Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) não é cumprida pelo Poder Executivo do Paraná. Seriam os professores culpados pelo fato de exigirem o cumprimento das leis?
- DENISES BUENO ARAMBUL, Londrina
Aposentados
O recente pacotaço na Argentina foi ventilado nos jornais do mundo inteiro. No Brasil teve repercussão diversificada. O governo argentino reduziu o salário dos servidores. Na faixa de US$ 6,5 mil a redução foi de 15%. US$ 6,5 mil vezes US$ 1,94, são iguais a R$ 12.610. Menos 15% restam R$ 10.718,50, que continuam, sem dúvida, um ótimo salário para os níveis brasileiros.
No Brasil, o desastre foi bem maior. O governo brasileiro retirou dos fiscais federais aposentados o equivalente a 50% dos seus vencimentos, desrespeitando o artigo 40 da Constituição, que prevê a paridade entre ativos e inativos, e nada foi noticiado por nenhum jornal, nem mesmo dentro do País. Pelo menos na Argentina a parcela de sacrifício foi dividida entre todos os servidores públicos, ativos e inativos. No Brasil, a cota de sacrifício é imposta apenas aos aposentados. Aposentados, velhos e cansados, pela longa jornada de trabalho prestada à Nação, fragilizados pela idade avançada, sem condição de mobilização, recebem em troca o desprezo, a discriminação da autoridade competente, nessas horas mais difíceis de sua vida, que é na velhice. Essa é a nossa realidade que a imprensa não publica e a sociedade não toma conhecimento. A imprensa se choca com a realidade alheia e ignora as própria.
- JOÃO AMBRÓSIO DE OLIVEIRA, Londrina
Basquete
A inesperada derrota de sábado para o Vasco não pode tirar o brilhantismo que foi a campanha do Grêmio Londrina neste Campeonato Brasileiro de Basquete. Parabéns a todos os atletas e à Comissão Técnica, que souberam representar muito bem a equipe e a nossa cidade, sempre com muita dignidade e grandeza, além da disposição e garra com que disputavam ponto a ponto todos os jogos, contra as principais equipes do Brasil. Equipe modesta em comparação às grandes equipes brasileiras, vocês, jogadores e Comissão Técnica, são motivo de orgulho para todos os londrinenses, pés-vermelhos e paranaenses, tanto que, a cidade soube reconhecer o trabalho efetuado, lotando o Moringão em memoráveis e inesquecíveis espetáculos da torcida, batendo todos os recordes de público, e obtendo a melhor média de público entre as 14 equipes, de 6 estados, que disputaram o Campeonato Nacional.
- FÁBIO CHAGAS THEOPHILO, Londrina
CorreçãoA notícia ‘‘Leitores aprovam campanha da Folha’’, publicada na edição de ontem, teve as legendas trocadas. Onde se lê ‘‘o vigilante Murilo dos Santos: preencher as cartelas todo dia’’, deve se ler: ‘‘O proprietário Lindolfo de Andrade: saímos ganhando com isso’’. E vice-versa.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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