O leitor escreve
Justiça (1)
Nos labirintos da minha massa cefálica, passei anos questionando a justiça divina. Cotidianamente me perguntava: havendo Deus, cuja existência nunca foi objeto de dúvida, por que tantas injustiças entre nós, mortais, com tanta dificuldade para produzir, trabalhar e sobreviver com honestidade, por vezes sucumbindo e perdendo o fruto de labor de uma vida inteira, tudo em consequência do desmando, da corrupção e roubalheira que se cravou em todos os níveis político-administrativos incrustado em todo o território nacional, com dinheiro rolando solto, esbanjamento de todo tipo, mordomias afrontosas e com direito a aparecer sempre na tevê por nossa conta, acenando com dias melhores, cheios de bonança, educação, saúde e todo tipo de vantagens futuras?
É uma afronta de alguns que sempre estiveram governando a proposta de consertar o que eles mesmos deterioraram e corromperam no curso dos últimos anos. Há detalhes que a maioria do povo não sabe: os escândalos que estão pipocando aqui e acolá são apenas pequena amostra de monstruosidades verticais e horizontais que precisam ser dilaceradas para que venhamos, no futuro, poder viver com dignidade. Isto se a força do mal não conseguir nos impor silêncio. Haja trabalho para o Ministério público, que está acordando, e todo tipo de imprensa que muito nos tem ajudado nos últimos anos.
Com todo este mar de lama, concluí que estava errado quando duvidei da justiça divina, pelo que peço perdão diante do altar do supremo arquiteto do Universo. Em nenhum texto sagrado e em nenhum templo se encontra a promessa de que Deus faria tudo por nós, tomando nosso lugar e nossa iniciativa. Ele ajuda sim e muito a quem trabalha, luta, produz, lucra, mas, acima de tudo, os que reagem e defendem seus direitos e até de seus semelhantes.
A Justiça, mesmo com muita fé e vontade, terá muitos anos de luta para resgatar a confiança e o respeito do povo que está sob o manto da sua proteção. Em vista da felicidade geral é fundamental que as feras de nossas vidas sejam aniquiladas porque, se elas continuarem soltas, não haverá reconciliação entre nós e Deus, como não haverá paz entre nós e os irmãos e não estaremos de bem com a própria natureza, pois roubar do povo é uma das piores formas de poluir o meio ambiente.
- EDSON HERINGER, Londrina
Justiça (2)
Justiça, o que é isso? Justiça é proteger alguém em detrimento de outros? Para que serve a justiça? O filósofo Platão já fazia estes questionamentos. O que estamos assistindo pela imprensa nos últimos dias, principalmente no caso AMA-Comurb, em Londrina, deixa-nos perplexos e confusos em saber justamente o que é justiça.
Onde está a justiça? A justiça está em Londrina, Curitiba ou em Brasília? Quem quer a justiça? O movimento pela moralização na administração pública ou os advogados de Belinati? Justiça está na aplicação da lei? Que lei? A lei que prevê sua afirmação em jurisprudências em todos os tribunais do País? Será que cada juiz aplica uma sentença diferente para um mesmo crime? No caso de Londrina, foi preciso o movimento pela moralização ir a Curitiba para se ter a justa justiça.
- BRAES ALVES DIAS, Londrina
Agricultura
Senador Osmar Dias: na qualidade de ter sido o empresário que distribuiu as primeiras trilhadeiras e as primeiras sementes de trigo no Norte do Paraná, inclusive tendo sido comprador do produto e também seu industrializador, queremos dizer a Vossa Excelência que o seu pronunciamento no Senado, no dia 8 de maio, foi da maior transcendência para todos os segmentos do trigo, desde o plantio, comercialização e industrialização, e principalmente para o consumidor brasileiro, que necessita de uma política de segurança alimentar.
A propósito disso, este foi o mais contundente discurso em defesa de uma política realista que ouvimos em defesa da produção e consumo do trigo no Brasil, desde o nosso ingresso no setor moageiro do trigo e do milho há mais de quarenta anos, visto que o trigo, sem dúvida, é um assunto de interesse para a própria segurança nacional.
- OSVALDO CHIUCHETTA, Maringá
Televisão
Há algum tempo, a televisão vem fazendo parte da vida de muita gente em todo o mundo. Isso ocorre devido ao grande poder e fascínio que ela exerce sobre o público. Como a magia do cinema, que torna ilusões possíveis, a televisão possui a vantagem de estar próxima às pessoas, geralmente em seus quartos e salas de estar. Seu surgimento e desenvolvimento se devem ao trabalho de físicos e matemáticos que estudaram técnicas até que se chegasse à televisão que conhecemos hoje.
A televisão tornou-se uma atividade diária e importante. Além de informar e entreter, a televisão possui outras funções. Uma delas é a educação. Cursos ministrados via transmissão tornaram-se muito comuns e eficientes. A interatividade presente na televisão também é uma característica da atualidade que a torna cada vez mais atrativa. O telespectator opina, interfere, muda a programação de acordo com seus interesses.
É oportuno lembrar um pouco de nossa parte nessa história. A televisão brasileira passou por diversos acontecimentos marcantes, a partir do início de 18 de setembro de 1950, com a TV Tupi de Assis Chateaubriand, até os dias atuais com as diversas emissoras importantes e a crescente aceitação da TV a cabo. Presenciamos momentos e personagens fantásticos, como novelas, atores, atrizes, telejornais, apresentadores, comunicadores, documentários, coberturas esportivas e, lamentavelmente, também conflitos bélicos que destruíram milhares de vidas. Infelizmente, também sofremos com a censura, que privou o povo de tomar conhecimento de fatos importantes da vida nacional por meio da TV, prejudicando, assim, nosssa formação cultural, política e ideológica.
- FRANCES SCHWARZ BARAS, Curitiba
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