Natal de Jesus

Cabe-me, e com satisfação, parabenizar o Walmor Macarini pelo seu escrito de sexta-feira passada. Explanou, e bem, a dicotomia, isto é, o Natal em dois conceitos contrários: Papai Noel e Menino Jesus. Apelou ele, e com inteira razão, pela prevalência do segundo, quero dizer, pelo Natal daquele que nasceu, no 25 de dezembro, o meigo Filhinho da Virgem Maria. ‘‘Dar uma chance ao Menino Jesus’’. Todos gostaram, Walmor. Urge, realmente, dá-la, pois Ele é o aniversariante. E faz mister, igualmente, dar maior chance ao Brasil. Somos eternos e tenazes copiadores. De outros climas, de outros chãos, de outras gentes. Verdade é que eles têm suas maravilhas. E nós, brasileiros, também. E como. No Natal de 97 - chega logo, não? Iremos traçar a escrita noutro diapasão. Walmor abriu o desfile, e terá muitíssimos seguidores. Colocaremos na frente, e bem no alto, luminosamente, o grande e inefável ‘culpado’ da mais bela festa da humanidade. E por que outro e outras, se Ele é tão rico e encantador? Quer feitiço mais poderoso do que o sorriso do Menino de Belém? Faz 2000 anos que Ele continua sorrindo - sorriso divino - e por isso mesmo eficaz, derramando conforto e atiçando ânimo. Neve, trenós e renas, e o bom Papai Noel ficam bem e têm sentido noutras paragens. No Brasil sobram encantos e atrações para a beleza artística e a riqueza espiritual do Natal de Jesus. Desde já o nosso empenho: vale tudo, contando que, no centro elevado, luminoso, domine Ele, o Emanuel, Deus conosco, o Menino de Belém.
- EDUARDO AFONSO, professor em Londrina

Juventude sem rumo

Oportuno o alerta expresso pelo leitor Oscar Oriebir, sob o título ‘Pais pedem socorro’, divulgado semana passada pela Folha de Londrina. Preocupados estão todos os pais de jovens com relação aos barzinhos que proliferam principalmente nas imediações da Av. Higienópolis, onde, de maneira escancarada, os colocam no caminho do álcool e outros males. Onde estão os defensores dos jovens? Cadê a justiça, os representantes do Legislativo, Executivo e Judiciário, para criar leis e minimizar essa situação caótica e gritante? Os estabelecimentos noturnos, bares e motéis não estão respeitando as leis, pois vendem álcool e destroem os jovens. Será que todos os cidadãos estão surdos? Estamos indo para o terceiro milênio, o mundo evolui, estampando o progresso. Será que regrediremos milênios de bom senso, moralidade e decência?
Eles não sabem o que fazem. Temos que fazer alguma coisa para mudar a situação. Os jovens caminham sem rumo. Partem não sabem para onde. Cabe-nos fazer alguma coisa concreta. Ergamos a voz, façamos movimento, se preciso for, grupos amparados pela lei, vistoriemos esses estabelecimentos ou ajudemos os responsáveis legais. Que nos ajudem as autoridades, o juiz, o Conselho Tutelar, o bispo, o padre, o pastor evangélico, prefeito, vereadores, meios de comunicação. Ninguém pode ficar calado.
A hora é de ação e reflexão. Se o leitor fizer um pouquinho de esforço, escrevendo para o rádio, jornal ou televisão, denunciando o estabelecimento que vende álcool a menor estará entre milhares de pais neste protesto em defesa de uma juventude sadia. Se quisermos, novos horizontes e novas perspectivas surgirão e não teremos jovens se destruindo na agitada vida noturna madrugada afora. Esses meios sociais provocam um mar de tristeza e de irresponsabilidade. Nessa época, segundo o professor Agostinho Baldin, da Universidade de Maringá, ‘‘o futuro da humanidade é cabuloso e atordoante. Deus tenha dó de nós, porque muitos responsáveis pela condução dos destinos humanos não têm responsabilidade.’’ Salvem os nossos jovens. Eles estão sem rumo. Vamos colocá-los no caminho do bem e do amor.
- OSVALDO CARDOSO RIBEIRO, Londrina

Festa antecipada

O terceiro milênio ainda nem apitou na curva, mas os festejos para recebê-lo já estão planejados: pirotecnia invejável, festas memoráveis, promessas tantas de melhores dias para todos, desde a Segurança à Cultura, passando pela Saúde e Educação. Enfim, o Milênio da Esperança. Ao que tudo indica, porém, a chegada do terceiro milênio vai ser comemorada a zero hora do ano 2000. Isto é, um ano antes do seu início. É que a pressa de muitos em se ver livres do século 20 ocasiona confusão com os números.
É importante relembrar que qualquer era, milênio, século ou década começa em ano 1, já que não existiu o ano zero. Assim, o século 20 começou em 1º de janeiro de 1901 e só vai terminar à meia-noite de 31 de dezembro de 2000. O século 21 (e com ele o terceiro milênio) vai começar em 1º de janeiro de 2001. É preciso esperar um pouco mais para cantar adeus ao velho século e saudar o novo. Não se chega ao terceiro milênio sem que termine o segundo.
- REINALDO MATHIAS FERREIRA, Londrina

Confraternização

Em alusão à festa de confraternização dos funcionários da Gerência Regional de Londrina, do Banestado, externamos agradecimento pela reportagem publicada em tão renomado jornal.
- GILMAR LONGO DA ROCHA, gerente regional.

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