Greve (1)
Algumas luzes começam a iluminar a nossa população, alvo de muitas conversas e de poucos resultados. Devagar, as pessoas estão aprendendo a filtrar as informações para separar as pitadas de falsidade que temperam os noticiários, principalmente quando envolvem assuntos relacionados ao governo.
Em muitas situações o discurso palaciano não produz nem adesão nem convencimento. Para exemplificar, podemos observar alguns impasses bem próximos. As mensagens negativas a respeito da mobilização dos professores não têm alcançado os efeitos idealizados. A explicação é muito simples: os pais dos alunos estão próximos da realidade escolar e sabem das inúmeras dificuldades que martelam o magistério. Por que iriam desmerecer um movimento que visa a melhoria da educação? Em todos os lugares, a sociedade defende os interesses da escola pública porque observa que as conversas dos gabinetes mascaram a ‘‘situação precária’’ do ensino e do professor – um profissional desrespeitado na sua nobre função de democratizar o saber, aprimorando a formação humana. A quem interessa que o saber seja verdadeiramente difundido?
Ninguém consegue distorcer as imagens de indignação, quando são os reflexos de uma realidade constatada. As solicitações do magistério paranaense (somadas as dos demais Estados) precisam ser atendidas. Os clamores partem da própria sociedade por meio dos grêmios estudantis, das associações de pais e mestres e de outras entidades representativas. Todos sabem das dificuldades pelas quais passam as finanças do Estado. Contudo, isso não pode servir de argumento para sacrificar ainda mais a educação. Se os professores não forem reconhecidos, que lições o país aprenderá?
- PAULO CEZAR BASÍLIO, professor, Pinhão
Greve (2)
Oração dos trabalhadores em educação da escola pública do Paraná em greve: ‘‘Senhor Deus, nosso educador, que nos educa através da tua palavra e dos acontecimentos da vida, ouve nossas preces de trabalhadores em educação, funcionários e professores da escola pública do Paraná, em greve. Em primeiro lugar te pedimos que todos nós nos mantenhamos unidos e solidários neste momento tão importante da nossa vida profissional. Pedimos, também, a compreensão e o apoio dos nossos alunos e pais de alunos e de todos os cidadãos e cidadãs. Que todos compreendam que estamos lutando pela escola pública de qualidade que eles, alunos, pais e toda a sociedade merecem. Temos certeza de que as nossas reivindicações são justas e possíveis de ser atendidas. Queremos, apenas, ser tratados conforme a importância e dignidade da nossa missão de funcionários e professores, que somos, todos juntos, das novas gerações. Tu, Senhor, o Deus justo, abranda o coração do governador do Estado para que tenha sensibilidade humana e senso de justiça, devolva os direitos legais que ele nos subtraiu e atenda o que estamos cobrando em favor da educação. Amém.’’
- JOÃO BATISTA PIRES, Londrina
Greve (3)
Novamente nossos professores estão se manifestando na esperança de adquirir melhores condições de trabalho no ensino público, plano de carreira e aumento salarial. Nós, alunos da rede pública estadual, tendo em vista os problemas que os professores e alunos estão passando, resolvemos apoiá-los nessa busca. Unidos, mudaremos este quadro, no qual os principais prejudicados somos nós, alunos. O maior problema dos governantes é a acomodação e a falta de dedicação pelo ensino público.
- MÁRCIO DE OLIVEIRA, Londrina
Sercomtel
A respeito da reportagem realizada com Rubens Pavan, diretor-presidente da Sercomtel (Folha do dia 31 de maio, página 5), e especificamente sobre a afirmação feita pelo mesmo, de que ação anterior, proposta em Londrina por donos de terminais telefônicos, houvera sido decidida no sentido contrário aos interesses destes mesmos proprietários, cabe-me informar a esse respeitável diário de que, de todas as ações propostas contra a Sercomtel e o município de Londrina, envolvendo cerca de 2 mil pessoas, para obtenção das ações ou indenizações por propaganda enganosa, nenhuma, até a presente data, foi julgada em seu mérito.
Há, sim, uma medida cautelar com outro objetivo, aforada pela Associação dos Proprietários dos Terminais Telefônicos de Londrina (Aprottel), hoje desativada, onde o juiz da 10ª Vara Cível de Londrina julgou matéria que não houvera sido proposta, razão pela qual pende recurso de apelação, também por esse motivo, já que se trata evidentemente, de decisão reprovável.
A competência daquele juízo da 10ª Vara Cível ficou estabelecida pelo conhecimento anterior de ação civil pública proposta pelo Ministério Público Estadual, atacando a legalidade da contratação, sem licitação, da empresa que promoveu a avaliação da Sercomtel, assim como da ação popular proposta por Altair Mocelin e outros, bojo em qual aquela autoridade judiciária revogou a liminar que antes impedia a venda de ações, gerando o mar de lama que enxovalha Londrina.
- RONALDO GOMES NEVES, advogado, Londrina
Anticomunista
Parece ser incurável a ‘‘doença anticomunista’’ de Maria Lucia Victor Barbosa (articulista da Folha). A cantilena dela é como samba de uma nota só: a pregação de direita raivosa. Ela tem que aprender que a verdade está no meio termo e não nos extremos e a humanidade, assim como a natureza, avança por tentativas e erros, daí o perigo do ‘‘pensamento único’’. Não me esqueço de que há cerca de um ano ela fez a apologia de ninguém menos do que Antônio Carlos Magalhães para a presidência da República e elogios rasgados a políticos do tipo Rafael Greca & Cia. Em vez de escrever não só ‘‘MST: inimigo público nº 1’’, ela deveria se engajar nesse fantástico Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina e escrever outro artigo (‘‘Corrupção: inimigo público nº 1 da Democracia’’ e daí aproveitar para fazer um ‘‘mea culpa’’ por apoiar Greca e ACM.
- CARLOS CESAR CUSMANICH, médico, Curitiba
Comércio
É uma pena que o Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e Região (Sincoval) só visa como melhoria para o comércio o seu horário de funcionamento, e não outras coisas. Como a Zona Azul, que cada vez mais afasta o consumidor do centro da cidade para o shopping. Pois, além de segurança, a pessoa encontra uma vaga para estacionar e não é preciso pagar por isso. Além disso, agora teremos que nos apressar nas compras no centro da cidade, ou a cada duas horas correr ao carro para renovar o cartão do estacionamento. Assim não dá. É preferível ir ao shopping, pois lá é tudo mais fácil, seguro e não tem limites de horas.
- MARCIA FAVARETTO, vendedora, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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