O leitor escreve
Diretor de colégio
Li, na Coluna do Professor, que a Folha publicou dia 21, matéria sobre a qual cabe uma reflexão que afeta toda a comunidade: a escolha de diretores para as escolas públicas. A comunidade, com sua luta por conquistas, conseguiiu pequeno avanço rumo à democracia na escolha de diretores das escolas públicas. Num gesto de boa vontade da Secretaria da Educação, alunos, professores, funcionários das escolas e pais de alunos escolhem no voto o diretor da escola. Pena que há chefes de Núcleo Regional de Ensino que, segundo noticiado, têm tentado manobras para prorrogar o mandato de diretores, afastando-se do rumo lógico, que é a participação da comunidade em questões que lhes dizem respeito. O professor, inclusive o diretor, tem que ser um referencial de cidadania para seus alunos e nunca um ativista do atraso, da tutela arcaica.
Se essa manobra antidemocrática estiver efetivamente ocorrendo, que os apegados ao cargo e ao poder exercido de cima para baixo, de forma opressora, botem a mão na consciência e dêem licença para a democracia passar. Nossos jovens precisam de bons exemplos, mormente dos seus mestres. Por que nossos deputados estaduais não transformam em lei esse direito da comunidade eleger os diretores dos colégios públicos? Há projeto de lei nesse sentido na Assembléia Legislativa. Se o assunto virar lei nosso direito não dependerá da boa vontade ou bom humor de um gaiato de plantão que acha que é iluminado e que escolhe melhor que toda a comunidade.
- ORLANDO LISBOA DE ALMEIDA, Apucarana
Irresponsabilidade
Li indignado a reportagem publicada na Folha, dia 17, sobre a morte de um macaco próximo ao Parque Arthur Thomas. Não bastasse a irresponsabilidade de motoristas, que poderiam perfeitamente atropelar uma criança, ainda vemos órgãos públicos se desculpar ao invés de buscar uma solução em conjunto. Quebra-molas ali não teriam custo tão alto aos cofres municipais e também seriam prioridade, já que evitariam tais acidentes, proporcionando maior segurança. Numa época em que estamos preocupados com a preservação da natureza, medidas visando resolver o problema seriam bem vistas pela comunidade.
- MARCIO HENRIQUE PEDRACCI, Londrina
Coletivos
Usuários do transporte coletivo de Londrina, particularmente da linha 302 - Jardim Edy, carecemos de, no mínimo, mais dois ônibus no horário de maior movimento. Filas enormes têm sido mal formadas por falta de ética da população. A quantidade de usuários que atualmente lota os ônibus caberia em três coletivos. Passageiros viajam desconfortavelmente, uns sobre os outros. E nas portas há outros literalmente pendurados. Essa situação nos agride e nos humilha como seres humanos. E temos que pagar R$ 1,50 por isso diariamente. Solicitamos providência da Comurb e da empresa.
- BEATRIZ MARTINS, Londrina
Meio ambiente
Sou natural de Curitiba e parte da minha família reside em Bela Vista do Paraíso. Sou engenheiro químico e estou fazendo mestrado em Ciência e Tecnologia Ambiental na Holanda, de onde envio esta mensagem. Tenho visto notícias no site da Folha relacionadas à questão ambiental no Paraná, como a sobre poluição no lago Jaboti, em Apucarana, e a de hoje, sobre o lixo tóxico em Tamarana. Um Estado com as belezas naturais como o nosso (Cataratas e Parque do Iguaçu, Vila Velha, Ilha do Mel, Guaraqueçaba e o próprio Lago Igapó) merece mais atenção a este respeito. Se puder ajudar de algum modo, coloco-me à disposição.
- LUIZ CARLOS BUSATO, da Holanda, via Internet
Contato imediato
Primeiro, gostaria de elogiar o trabalho de vocês, pois a leitura de informações sobre as pessoas em Londrina é de primeira categoria. Segundo, vocês estão matando a sede que nós, londrinenses residentes no exterior, temos, dando-nos a possibilidade, através da Internet, de estar em contato com a vida que deixamos em Londrina. Agradecemos do coração. Qualquer coisa que precisarem é só nos escrever.
- LUIS PATTARELLI, Trump International Hotel & Tower, New York, USA (Via Internet)
Balão ecológico
Com as festas de junho abre-se a temporada de balões no céu. Só que balões podem causar desastres ambientais, quando caem e provocam incêndio. Por isso, há mais de dez anos, o ecologista Ernesto Zwarg criou a receita de um balão ecológico, que vale a pena copiar. Ela foi publicada na Rede Aipa - Informações Ambientais. O segredo do balão ecológico está no uso do gás hélio, em vez de fogo, para fazê-lo subir. Esse gás é vendido em botijões de cinco litros, o que dá para mais de cem balões.
O passo seguinte é comprar algumas bexigas, que serão enchidas com gás hélio. É preciso pegar uma a uma, segurar já dentro do balão e encher com o gás. Aí fecha-se a bexiga que ficará solta no balão. Repete-se a operação até que o balão fique cheio delas. Para obter o efeito luminoso basta usar uma pequena lanterna a pilha ou várias lâmpadas movidas a pilhas pequenas. Na hora de soltar o balão instala-se a lanterninha na boca dele, na parte de dentro, ou as outras, fora do balão. Ele está pronto para subir. É só acender as lâmpadas e soltá-lo.
- LUIZ EDGARD BUENO FILHO, Londrina
Globalização
Globalização não é um conceito novo. Surge como condição objetiva e fundamental das transformações estruturais em direção a um mundo solidário, pacífico e de cooperação de todos os povos para superar os antagonismos e conflitos decorrentes da competição entre economias nacionais. É uma força motriz que tenciona as empresas a serem mais eficientes/competitivas. No Brasil este advento, não podemos negar, é recente. Adquirimos, ou ficamos expostos a esta condição, por nos encontrarmos em uma estabilidade macroeconômica, termos credibilidade política e havermos revisado as barreiras tarifárias tanto para importação como para exportação.
Sem dúvida que estas mudanças perturbam os oligopólios e monopólios. Forçam as empresas a se reestruturar para enfrentar aquelas que apresentam eficiência e que se instalam avassaladoramente em nosso País. Isto não implica dizer que também teríamos que exportar/importar mas que devemos produzir (adquirir performance) nos padrões internacionais para que tenhamos um produto/serviço competitivo.
- ANTONIO CARLOS NOGUEIRA, Londrina.





