Caso AMA-Comurb (1)
A Associação dos Advogados de Londrina, pela presente, manifesta seu repúdio aos ataques proferidos pelo advogado ClSmerson ClSve ao Judiciário e ao Ministério Público de Londrina. É fundamental lembrar o mencionado advogado que, em nossa profissão, o dia-a-dia de embates judiciais traz-nos vitórias e derrotas – e a isso temos de nos acostumar. Não é admissível que se ataque a figura do juiz quando se deveria atacar, processualmente, as provas, os documentos ou até mesmo a decisão proferida, nunca o julgador.
Podemos garantir, Dr. ClemSrson, que não há qualquer sinal de fraqueza na comarca a não ser daqueles que não conseguiram resistir diante de tanto dinheiro ingressando nos cofres públicos de uma só vez. Infundada e maliciosa também a crítica de que o Judiciário local estaria desrespeitando a autoridade do Tribunal de Justiça pelo novo afastamento liminar do prefeito. Somente os leigos em Direito ignoram que a decisão do tribunal não tem força vinculante em outros processos. A decisão do TJ tem ascendência somente sobre o despacho prolatado na 6ªVara Cível, não sobre qualquer outra. Improcedente ainda a afirmação de que haveria na cidade um ‘‘esquema montado para destituir o prefeito sem respeitar os trâmites legais’’.
Quem está se furtando aos processos, a defender-se nos autos e na forma da lei é justamente o réu-prefeito, talvez por vislumbrar que juridicamente sua defesa será inglória. Por fim, queremos dizer ao nobre colega que esta associação estará sempre ao lado dos advogados, amparando-os em suas dificuldades e prerrogativas. Mas jamais poderá concordar com críticas generalizadas a um poder e a uma instituição que são alicerces do regime democrático, devendo ter sua independência preservada a qualquer custo, ainda que após se diga que tais ataques foram ‘‘mal interpretados’’.
- JOÃO MANELLA CORDEIRO, presidente, Londrina
Caso AMA-Comurb (2)
As estratégias de marketing político do prefeito Antonio Belinati estão tentando manipular a opinião pública, conturbando, desviando a atenção. Ele se faz de vítima, omite informações, está sendo demagogo. Enfim, poderia citar aqui inúmeras formas que se usam para ludibriar o eleitor e cidadão brasileiro respeitável. São táticas e estratégias de marketing ultrapassadas. O cidadão londrinense merece um pouco mais que isso que o senhor tem dado a ele. Merece transparência de seus governantes, merece que tudo que seja dito em depoimentos seja também de seu conhecimento imediato, merece acima de tudo respeito.
Deixemos bem claro que não se trata aqui de uma briga de classes sociais como o prefeito quer e insiste em incitar. Não se trata de desavenças políticas ou partidárias como o senhor quer fazer crer toda uma população inteligente. Uma população em sua maioria formada de pessoas simples. Trata-se sim de um movimento geral de moralização não só pública como também social. São cidadãos do centro, da zona norte, zona sul, zona oeste, zona leste, zona rural, enfim, é uma cidade inteira clamando por moralidade.
- WAGNER MORENA, consultor de marketing, Londrina
Caso AMA-Comurb (3)
É lamentável que a mais alta autoridade do município, Antonio Casemiro Belinati, venha se furtando em receber notificação judicial, justamente para que não se forme o devido processo legal onde se lhe garantiria amplo direito de defesa. Toda e qualquer ‘‘fuga’’ significa covardia, ou culpa – e não estratégia, como se pretende fazer entender. Por favor, senhor prefeito, tenha compostura e aproveite também para mudar seu discurso populista se dizendo vítima, enquanto o cidadão londrinense, seja da situação ou da oposição – posa de palhaço ou de bobo da corte e o Ministério Público é acusado de ‘‘abusar’’ de suas atribuições e medidas judiciais, procrastinar um resultado mais do que previsível e esperado: a sua derrocada.
- INGRID C. TOZATO, estudante, Londrina
Paraguai
Diante da situação política no Paraguai, com tentativa de golpe de estado acompanhado de prisão de jornalistas e ataques a prédios de emissoras de rádio, o presidente da Associação Nacional de Jornais (ANJ), Paulo Cabral, e o vice-presidente Renato Simões, responsável pelo Comitê de Liberdade de Expressão, enviaram carta ao presidente do Paraguai, Luis Gonzalez Macchi, na última segunda-feira.
Em nome da ANJ, entidade que reúne 120 diários de todo o Brasil, Paulo Cabral e Renato Simões transmitiram ao presidente Luis Gonzalez Macchi manifestação no sentido de que o Paraguai ‘‘possa superar, com urgência, o momento político que enfrenta, trilhando, dentro da democracia, o melhor caminho para o seu povo’’. Ao mesmo tempo, os dirigentes da ANJ transmitiram ao presidente do Paraguai preocupação com a ocorrência de prisões de jornalistas e ataques a meios de comunicação. Por fim, disseram esperar que Gonzales Macchi ‘‘tudo fará para que não ocorram fatos à margem da lei, capazes de comprometer a liberdade de imprensa e afastar do estado democrático nosso país-irmão, o Paraguai’’.
- VERA PINHEIRO, assessora de imprensa da ANJ, Brasília
Meio ambiente
A discussão sobre desenvolvimento e meio ambiente está em alta. A recente proposta de exploração da Região Amazônica repercutiu no mundo todo. De um lado os defensores na natureza e do outro time chamado ‘‘bancada ruralista’’. É mania nossa a imagem do bem contra o mal, o demônio contra deus, a motossera contra a natureza – assim temos a quem combater.
Alguns anos atrás, até os dias atuais, no Brasil, fonte de riquezas era necessário limpar a terra, usar o machado e o fogo, para fazer a nossa agricultura que foi o início do que hoje aí está. Não aprendemos dos índios como conviver com essa natureza. Houve um desenvolvimento irreversível que em pouco tempo modificou o meio ambiente. Estamos na fase do conflito desse passado recente e a realidade que ainda não é percebida o suficiente. O resultado é esse grande mal-entendido – muita ignorância, briga, oportunismo e destruição.
Uma fase seguinte, em formação, deverá ser o entendimento, uma obrigação de ter bom senso. A fase da ‘‘antecipação’’, antes que seja tarde. Da ‘‘Arca de No钒, do vamos salvar o que resta antes do dilúvio chegar. Até lá, em terreno mais ou menos estéril por enquanto, a idéia e a prática em moda, da sustentabilidade, do manejo ecológico, orgânico... maneira de desacelerar a nossa pressa de chegar ao ‘‘fim do mundo’’.
Paralelo a tudo isso, sufocados na dependência do sistema, revoltadas, renascem as utopias, os sonhos, a vontade de fugir da realidade, ainda que a realidade não deixa. Utopias, resistindo de serem estudadas, dissecadas, domesticadas e presas. Utopias, que além das florestas e dos rios, são nosso maior patrimônio e esperança. Serão as utopias a base para a ciência e a política que darão rumo novo à realidade? Meio ambiente, como o amor, o sexo e a educação, deixando de ser artigo comercial para assumir seu lugar incalculável. Nem heróis nem vilões, os capitalistas, ruralistas, políticos, cientistas, ambientalistas, excluídos, burgueses, o poeta... resumidos a seres vivos, humanos, em harmonia com seu meio.
- DANIEL STEIDLE, Rolândia
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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