O leitor escreve
Caso AMA-Comurb (1)
Com que petulância o advogado do prefeito Antonio Belinati, o curitibano ClSmerson ClSve, emite conceitos tentando desqualificar o Judiciário e o Ministério Público londrinense? Será que ele acha que tem reputação que lhe dá esta prerrogativa? Este homem cai de pára-quedas em meio a processos que são resultados de investigações de mais de um ano, e agora vem insultar as nossas instituições? As palavras tão despropositadas deste ilustre advogado fez cair, pelo menos para nós londrinenses, todo o renome que os jornais divulgaram sobre sua pessoa quando assumiu a causa do prefeito.
Aliás, este já ficou com a credibilidade questionada quando, no início, tentou assumir a causa da família Belinati paralelamente à função de procurador do Estado. De defensor do Estado passou não somente a protetor da família Belinati, mas a ofensor da cidade de Londrina. ClSmerson perdeu a oportunidade de fazer um bom trabalho ficando no limite de suas atribuições e sendo um pouco mais humilde e respeitoso no trato com a comunidade londrinense e com os promotores públicos, que têm o total e irrestrito apoio de toda gente de bem desta cidade. O nome deste cidadão está soando muito mal e chegando a ser repugnante para os bons ouvidos londrinenses.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
Caso AMA-Comurb (2)
O misto de procurador do Estado e advogado da família Belinati, professor Dr. ClSmerson Merlin ClSve perdeu a linha ao criticar os membros da magistratura e do Ministério Público que atuam na Comarca de Londrina, numa atitude reprovável e lamentável, partindo de quem parte. Talvez, neste momento, ele não esteja conseguindo manter a fleugma que aparenta ter. Isto deve ter uma explicação que se compreende, pois afinal de contas os seus clientes passaram a ter uma bi-indisponibilidade dos seus bens talvez tais bens sejam tri-indisponíveis, tal qual o que se alcunha triprefeito deste sofrido município que tomaram da sociedade de Londrina, que é uma coisa que passa a preocupar o causídico da capital: como ele haverá de receber os honorários contratados? Aí, quem sabe, o seu destempero, que não se coaduna com a sua figura de, até agora, circunspecto doutrinador constitucionalista.
Outro ponto que o referido professor deve ensinar aos seus alunos, mas que não pratica no dia-a-dia, é aquele que diz respeito a sua atividade profissional. Quando lhe interessa, atende a atividade pública; quando não, atende os interesses de particulares, como é o caso das causas a que se dedica presentemente. E isto o faz, desrespeitando a sua posição de agente público, pois afinal de contas é servidor público; pior, é um dos responsáveis pela cura da coisa pública estadual, e que não deve se restringir só a ela, pois o erário municipal também merece ter o seu atendimento funcional. Basta que respeite a Constituição do Paraná, no seu artigo 124, V, que ele bem deve conhecer. Afinal, ele, como todos os componentes da administração pública, em quaisquer dos seus níveis, tem o dever de obedecer ao princípio da moralidade em todas as dimensões dela decorrentes, não sendo possível compreender-se o fato de, quando quer, ao seu arbítrio, transmudar-se em defensor da coisa pública para cuidar da privada, com todos os dejetos que nela estão depositados.
- RUY DE JESUS MARÇAL CARNEIRO, advogado, Londrina
Caso AMA-Comurb (3)
Os ataques verbais feitos recentemente pelo prefeito Antonio Belinati a integrantes do Movimento pela Moralização da Administração Pública não poderiam ser mais infelizes, infundados e evasivos. O principal adjetivo, por ele utilizado em entrevista que concedeu a uma emissora de rádio local, mostrou a fragilidade dos argumentos do então prefeito afastado diante da solidez absoluta das irregularidades cometidas na administração municipal. Belinati chamou de grã-finos os integrantes do movimento. O termo, conforme Aurélio Buarque de Holanda, é usado de forma depreciativa para se referir a indivíduo rico, de hábitos requintados ou elegante.
De onde teria o prefeito tirado tal ilação para se referir aos representantes do Movimento? Da fortuna pessoal de cada um não poderia ser, com certeza. Belinati conta com luxuoso apartamento em Londrina, outro em Curitiba e outros imóveis. Uma combinação de privações para grã-fino nenhum botar defeito e que nada tem a ver com o discurso de apelo populista reafirmado por Belinati. Quem diz ser dos pobres vive como o mais rico dos ricos.
Outro adjetivo usado por ele, poderosos, não deveria merecer sequer consideração. Mas vale ser igualmente questionado. Quem, dentro do Movimento, tem ou teve algum dia os poderes depositados nas mãos do prefeito pelos eleitores de Londrina? Certamente ninguém. E o que fez ele com esses poderes? Só ele, seus assessores diretos e agora o Ministério Público e a Justiça podem dizer.
Belinati teve todo o poder de administrar corretamente o dinheiro depositado nos cofres da Prefeitura por conta da venda de parte das ações da Sercomtel à Copel. O resultado começamos a conhecer melhor agora. O único poder dos integrantes do Movimento é o da união, que transforma as forças dispersas em massa crítica e cidadã. Antes dos adjetivos, infelizes, Belinati deveria vir a público para apresentar argumentos e provas para todas as operações que são investigadas pela Promotoria Pública e Câmara Municipal.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina e integrante do Movimento pela Moralização da Administração Pública de Londrina
Profissionais da educação
Governador: nós, profissionais da educação, professores e funcionários das escolas públicas, não trabalhamos como voluntários como sugere o projeto Amigos da Escola. Não estamos fazendo bico e, por isso, exigimos os nossos direitos como qualquer outro profissional, que são: hora-atividade, vale-transporte, Promoções e Plano de Carreira (PCCS). Sobretudo, estamos sem reajuste salarial há cinco anos, sem assistência médico-hospitalar, e, por incrível que pareça, o governo está segurando as aposentadorias, obrigando-nos a trabalhar mais que o tempo de serviço determinado por lei.
Diante desses fatos, estamos lutando para reverter este quadro de desrespeito com a categoria com greve parcial e, dependendo da resposta de V. Excia., greve total por tempo indeterminado. Conclamamos a todos a somar conosco nesta luta em defesa da escola pública de qualidade.
- EDNA TEREZA PIVETTA, professora, Londrina
Correção O nome correto do presidente do Sindicato dos Eletricitários, em Londrina, é Renê Mortari e não Morati como foi grafado na notícia Plano de demissão leva terror à Copel, publicada na edição de domingo.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]





