O Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina declara total apoio à Promotoria Pública, em especial ao trabalho dos promotores Cláudio Esteves, Solange Vicentin e Bruno Galatti, que têm desempenhado com bastante dignidade, competência e seriedade a função de investigar a dilapidação do patrimônio público, ocorrida em Londrina. Se tais fatos ocorreram há pessoas que devem responder por isso. Após um ano e três meses de investigação, a Promotoria já tem documentos que comprovam quem são essas pessoas que desempenharam mal as funções para as quais foram eleitas. Julgando-se acima do bem e do mal, esses acusados agora fazem críticas levianas ao trabalho dos promotores, na tentativa de continuar impunes, usando o dinheiro público como propriedade particular. A sociedade organizada de Londrina continuará vigilante, mobilizada e confiante para que a Justiça prevaleça em nossa cidade.
- CARLOS ROBERTO SCALASSARA, Movimento pela Moralização na Administração Pública de Londrina
Decálogo Eleitoral
Fatos deploráveis, espalhados pelo Brasil afora, estão vindo à tona através dos meios de comunicação. Por certo deveriam ser motivos de tristeza para todos nós mas, tornam-se, de certa forma, notícias alvissareiras. Percebemos que afinal o Brasil está tentando tomar um novo rumo, ou seja, o rumo da moralidade. Em breve teremos eleições municipais e mais tarde a níveis superiores. Para darmos continuidade à moralidade tão sonhada e apoiada por todos nós, vamos dar um pequeno crédito ao decálogo abaixo:
1) Nunca deixar de votar. O voto é nossa melhor arma e os políticos sabem disto. 2) Votar com a cabeça e não com o coração. Procure se informar ‘‘Quem é Quem’’, verdadeiramente. 3) Repartição Pública não é agência de emprego. Analise o candidato a fim de saber se ele é apto para o cargo ou se o mesmo está querendo um emprego rendoso. 4) Votar no candidato e não no partido. Os partidos são importantes dentro do nosso sistema de governo, mas o que nós precisamos é de candidatos que representem em primeiro lugar o povo, como bem é apregoado nos palanques. 5) Cuidado com o diploma de honesto. O político honesto não precisa alardear esta virtude pois, sua conduta comprovará a honestidade que prega. 6) O voto não pode valer somente por um dia. Depois da eleição, acompanhe o mandato do seu candidato durante os quatro ou cinco anos para verificar se ele está correspondendo às suas expectativas ou não. 7) - Não se desiludir com todos os políticos. Há bons e maus políticos em todos os partidos, assim como em qualquer outra profissão. É necessário e importante separar o joio do trigo. O trabalho é penoso, mas vale a pena. 8) Não confundir alho com bugalho. Se o seu amigo é um grande jogador de futebol, eleja-o para o ‘‘Bola de Ouro’’; se é um grande cantor, eleja-o como ‘‘O Rei da Voz’’, no entanto, quando se trata de cargos administrativos relacionados à política do País, seja sensato. 9) Cuidado com os ‘‘fala fácil’’. Nem todos aqueles que falam bem são bons governantes. Podem possuir as duas virtudes, mas tenha cuidado. 10) Não é somente o eleito que vai governar. Você também pode e deve estar presente nos destinos da Prefeitura, do Estado e do País. Participe !
- WELLINGTON AMARAL SAMPAIO, Londrina
Professores
Há muito o magistério vem sendo desvalorizado. Os salários foram achatados, empurrando os professores num abismo que parece não ter fim. Em queda livre, a profissão já não desperta muito entusiasmo. Muitos estão em sala de aula temporariamente, até encontrarem ‘‘algo’’ melhor. Outros ainda fazem da educação um bico, uma atividade secundária em meio a outros afazeres profissionais.
Infelizmente, essa é a realidade de uma profissão de extrema relevância social. É comum ouvirmos chavões que confirmam o estado depreciativo do professorado: ‘‘Não me sequestre. Sou professor’’ ou ‘‘Ele é professor, mas é feliz’’. Como explicar a decadência de um ofício milenar cuja função principal é ser o sustentáculo das demais atividades profissionais? É uma longa história de falácias e de inversão de valores. No princípio, o mestre detinha todo o respeito de seus alunos-seguidores e de toda a sociedade. Tornou-se assim num dos elementos fundamentais na organização e na edificação das nações civilizadas. Os momentos mais importantes na melhoria da qualidade de vida no planeta tiveram a participação, necessária inclusive, dos educadores.
Pode-se comprovar essa afirmação, voltando-se aos países industrializados, onde o padrão de vida está anos-luz à frente das nações subdesenvolvidas ou em desenvolvimento. Em todos os casos a diferença está no fator educacional: nenhum país conseguiu crescer economicamente sem ter passado pelos caminhos de uma Educação transformadora, cativante e reflexiva, conduzida e idealizada por profissionais valorizados, com remuneração condizente com a responsabilidade de suas funções e equivalente ao preparo técnico exigido. Basta verificar os salários dos professores nos EUA, na Inglaterra, na França e no Brasil para se verificar que a valorização profissional é um dos elementos essenciais do êxito na Educação.
Nesse sentido, as manifestações dos professores paranaenses são mais do que necessárias. O baixo nível salarial, além das condições pedagógicas desfavoráveis em que os docentes estão inseridos, desestabiliza e desmotiva até mesmo o profissional mais idealista. Aliás, o idealismo tem sido uma das características marcantes do magistério. Do contrário, nas atuais circunstâncias, as escolas estariam vazias e os alunos, completamente desassistidos.
A luta dos professores precisa ser apoiada por toda a sociedade. A questão não é meramente política. Trata-se, acima de tudo, de uma justa reivindicação profissional. Urge resgatar a dignidade dessa classe que tem como principal meta a promoção humana. Esse resgate pressupõe a compensação (mínima que seja) das constantes perdas salariais, o que representaria maior respeito ao professor, educador por excelência.
- PAULO CEZAR BASÍLIO, professor, Pinhão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

mockup