Religiosos na política
Tal como a OAB, os sindicatos, as associações de classes, os clubes de serviços, Maçonaria, profissionais liberais, os religiosos também não poderiam deixar de participar do movimento pela moralidade. A onda de corrupção e escândalos que permeia as várias esferas do poder público brasileiro, vem despertando em todos os segmentos um sentimento de revolta, de busca de punidade e caminhos à virtude.
Neste particular, tanto igrejas evangélicas como católicas, estão preparando cartilhas para ajudar o eleitor a se orientar na hora do voto. A diferença é que algumas igrejas evangélicas, além de orientar, vão participar ostensivamente na disputa de cargos eletivos. Já os católicos se dividem quando a determinados pontos fundamentais. A princípio, são unânimes em afirmar que os fiéis devem participar ativamente da campanha de conscientização da comunidade com relação à escolha política. Alguns são céticos a acreditam que a Igreja não deve se envolver. Como se ela já não estivesse envolvida há muito tempo, antes mesmo da Santa Inquisição.
Apesar da polêmica gerada em torno do assunto, em diversas cidades brasileiras, movimentos de moralização tomam corpo. Invariavelmente, líderes religiosos se colocam na vanguarda na defesa dos interesses da sociedade. Em Londrina, diversos religiosos aparecem como lideranças exponenciais com decisivas participações no processo de moralização da prefeitura e da Câmara de Vereadores. Seus desafetos, no entanto, torcem para que eles fiquem apenas nos movimentos, pois sabem que seriam como ‘‘pedras nos sapatos’’ de muita gente e, numa disputa eleitoral, poderia se tornar imprevisíveis.
- FÉLIX RIBEIRO, Londrina
Curitiba
Depois de consolidar posição de uma das melhores cidades do mundo para se viver, oferecento aos seus cidadãos qualidade de vida que é destaque internacional, Curitiba agora é apontada como a melhor cidade do Brasil para se fazer negócios. O novo título não é fruto de marketing, como insistem os críticos de carteirinha. Mas é resultado de pesquisa realizada pela Simonsen & Associados, empresa de consultoria de São Paulo. A pesquisa foi realizada em todos as capitais brasileiras durante o ano de 1999.
Curitiba se destacou em todos os itens da pesquisa, como potencial de consumo, nível de escolaridade, renda per capita, concentração de domicílios nas classes A e B, infra-estrutura para negócios, investimentos recebidos, distância geográfica dos mercados consumidores, crescimento registrado na década de 90 e facilidades que oferece aos seus moradores. Tem gente que insiste em achar que isso é discurso de governo, que é maquiagem ou purpurina. Mas a pesquisa mostra que esse diferencial existe e tem sido usado em nosso favor. O reconhecimento nacional de que a qualidade de vida dos curitibanos é um atrativo de investimentos é um ‘‘cala boca’’ na oposição.
Temos qualidade de vida que é desejada por muitos e muitos que a tem não valorizam. Sabemos que temos problemas, principalmente na área social, que dificilmente serão totalmente vencidos, apesar dos contínuos esforços, tanto no poder público, quanto do setor privado. Mas esses problemas não podem e não devem servir de argumento para ocultar as coisas boas que possuímos. É hora de abrirmos nossos olhos e trabalharmos para manter o título de melhor cidade do Brasil para se fazer negócios e para se viver. A oposição que nos perdoe, mas orgulho é essencial.
- MARCOS ISFER, deputado estadual, Curitiba
Vencer desafios
Uma das questões que mais têm provocado debates, inclusive por intermédio da mídia, é relativa a um eventual processo de alienação da juventude, em razão de sua imersão na realidade virtual no universo on-line. Nos jornais, revistas, rádios e televisões, especialistas anunciam o apocalíptico isolamento social e solidão daqueles que trocaram o mundo físico pela Internet. Sem menosprezar o problema, que de fato deve estar ocorrendo em alguns casos, não se pode generalizar esse diagnóstico, pois a juventude mostra estar consciente sobre a realidade desta era da informação e da globalização. Para não correr o risco de avaliar essa questão comportamental na base do ‘‘achômetro’’, é importante recorrer a dados concretos.
Exemplo para avaliar a questão com base mensurável é uma pesquisa que acaba de ser realizada pelo Senai-SP. Num universo de 300 estudantes que cursam o último ano de 16 universidades da capital e Grande São Paulo, 97,7% querem a instituição ofereça pós-graduação em mecatrônica, gráfica, meio ambiente e vestuário, em que já mantém cursos de nível superior. No âmbito dessas quatro áreas, os jovens demonstraram interesse em especialização em Marketing e Administração. Outro dado importante mostra que os jovens têm total clareza quanto à necessidade de conquistar cultura, formação e informação: este ano, houve um recorde de candidatos nos vestibulares, desde que esse processo seletivo foi implantado no País. Foram cerca de 3,5 milhões de vestibulando, dos quais 820 mil foram aprovados.
É, por outro lado, lamentável constatar, por meio de uma simples conta de subtração, que 2,68 milhões de candidatos não obtiveram vagas. Isso leva a uma reflexão crucial: mais do que buscar explicações para os efeitos da realidade virtual no comportamento dos jovens, sociedade e governo têm a responsabilidade concreta e instransferível de garantir à juventude o direito à educação, para que ela possa, de fato, enfrentar o maior desafio de todos os fatores de alienação – a ignorância – e vencer os desafios que a espreitam na nova era.
- MAX SCHARAPPE, São Paulo (SP)
Políticos
Para ser engenheiro, advogado, médico etc., há que se estudar muito. Só assim se obtém competência para ser profissional. Não se pode exercer essas profissões sem o diploma legal. Assim também deveria ser adotado para os políticos. No Brasil – como no resto do mundo, presumo – não há exigência legal de escolaridade ao candidato a cargos, mandatos, do Legislativo e do Executivo. Qualquer um, mesmo analfabeto – vota – pode ser candidato a um cargo público. Se não têm escolaridade não têm conhecimentos suficientes (e o que é pior, pensam que têm), sem conhecimentos cometem as maiores bobagens administrativas, em detrimento do progresso, da racionalidade, prejudicando a todos. São os principais responsáveis pela má distribuição de renda e a consequente miséria humana.
O problema da falta de escolaridade dos nossos políticos, é fácil, muito fácil, poder ser resolvido: basta vontade política. Basta que um legislador patriota, competente, estadista, apresente um projeto de lei, e que seja transformado em lei, exigindo-se que doravante somente aqueles que concluíram, no mínimo, o 3º grau de escolaridade (como no Poder Judiciário). Ou será que no Brasil não temos pessoas com esse perfil, para nos representar e governar? Política partidária é uma ‘‘profissão’’ das mais importantes, não deve ser encarada como uma brincadeira de bobos e exercida por incompetentes.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
CORREÇÃO Decisão da Organização Internacional de Epizootias a respeito da liberação do Circuito Pecuário Centro-Oeste será anunciada quarta-feira em Paris, como informa a Folha Rural, e não em Londres, como foi publicado na primeira página da edição de ontem da Folha.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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