Anjos existem
Todos podem acreditar, anjos existem. Eles usam roupas brancas, tão brancas e tão limpas que até brilham. Estão sempre com um sorriso nos lábios e um olhar carinhoso. Suas palavras são de força e esperança. Eles têm um toque tão suave que tiram qualquer dor e estão atentos ao menor sinal nosso. Não pensem vocês que eles estão no céu! Não, eles estão aqui na terra, pois foi aqui que decidiram fazer o seu trabalho. Ah! E também não é no meio dos sadios, ricos e felizes que ficam, mas ao lado dos doentes e necessitados.
Os anjos não têm nomes complicados escritos em hebraico; ao contrário, são nomes simples e comuns como Andréa, Ronaldo, Silvano, e alguns têm até nomes de santos como João, Antônio, Elias, Maria, Luiz... Existe uma hierarquia entre eles, que todos respeitam e o fazem com muito amor: amor ao próximo. Aliás, respeito é uma característica muito forte entre eles, respeito por todos, desde os superiores aos mais humildes, e até por nós, pobres mortais. É bem nesse limite da vida e da morte, nessa parte mais delicada e dolorosa de nossa passagem, que mais eles se mostram e ficam tão próximos de nós que até podemos tocá-los. Dizem eles que, muitas vezes, também cuidam de outros anjos e é muito difícil fazê-lo. Outras vezes, não entendem direito a mensagem e o desejo de Deus, o que os aflige muito.
Vocês todos podem encontrar esses anjos e, quem sabe, até ajudá-los. Basta ir ao Hospital do Câncer de Londrina e falar com qualquer um deles, os auxiliares de enfermagem, os da limpeza, os enfermeiros, os médicos, os da radiologia, enfim, todos são anjos e foram enviados por Deus para nos ajudar. Durante 50 dias, esses anjos cuidaram de outro anjo chamado Júlio. Acho que ele era um anjo-mor, ou arcanjo, pois sabia cada um de seus nomes, seus horários, suas características e gostava profundamente de todos. Segundo me disse, antes de partir para o céu, todos eles são bem-aventurados, pois todos têm Deus no coração.
P.S: Esta carta foi lida e aprovada pelo anjo Júlio Pongelupe Júnior, meu pai.
- ANA PAULA PONGELUPE LEITE DE CASTRO, Londrina
Apoio
Tendo tomado conhecimento do ocorrido na sede da Folha, venho manifestar minha solidariedade nesse momento de infortúnio e minha confiança de que esse fato não afetará a grandeza do trabalho que vem sendo desenvolvido por essa empresa jornalística, a qual sempre conduziu, ao longo de tantos anos, com a coragem e competência que lhe são peculiares.
- REINHOLD STHEPHANES, Curitiba
Pedágio
Nesta semana foi entregue aos usuários da rodovia BR-369 mais uma obra. São dois quebra-molas que vão complicar ainda mais o fluxo de veículos entre Londrina e Ibiporã. É visível que as nossas rodovias carecem de melhorias para se transformarem em estradas de primeiro mundo, como pregou o governador no início da cobrança do pedágio. Após o recente aumento das tarifas os resultados são mais propagandas e obras de fachada, e muitos já esqueceram dos protestos. Infelizmente os usuários de rodovias, fora os caminhoneiros profissionais, não possuem entidade organizada que lute pelos seus direitos.
Em recente viagem pela Rodovia Raposo Tavares em São Paulo, fiquei abismado com o preço cobrado para trafegar no trecho: apenas R$ 1,40. Em um percurso semelhante pelo pedágio de Jataizinho paga-se R$ 8,00. São R$ 240 por mês, uma mensalidade para compra de carro popular. Mas na grande disparidade neste comparativo com São Paulo surge uma questão. Naquela rodovia, podemos ver obras incessantes para duplicação e construção de viadutos, mesmo com a tarifa irrisória. Qual será o segredo da concessão, onde São Paulo pode realizar grandes obras e o nosso Paraná precisa cobrar este absurdo para fazer pouco? Algo está errado, e os nossos representantes delegados pelo voto precisam investigar e esclarecer, ou esperamos pelo MST protestar por nós?
- DANIEL KIITI TAKAHASHI, engenheiro agrônomo, Londrina
Dinheiro de volta
Inacreditável o preço pago pela Sercomtel para um advogado de Curitiba defender a empresa em um processo três anos atrás, conforme divulgado pela imprensa nos últimos dias. R$ 1 milhão é uma fábula que o trabalhador brasileiro que ganha o novo salário mínimo levaria mais de 500 anos para ganhar. Isso mesmo, mais do que a idade do próprio Brasil. E o mais incrível é que agora o mesmo homem de R$ 1 milhão, talvez por uma destas coincidências da vida, aparece como o novo advogado do prefeito e de toda sua família no processo de desvio do dinheiro público. Até quando Londrina vai suportar toda esta sangria do nosso dinheiro? Será que a cidade não tinha bons advogados a um preço mais decente? A população honesta de Londrina quer de volta o dinheiro de seus telefones, que chegaram a valer R$ 2 mil, e de uma hora para outra, como num passe de mágica, disseram que não valiam mais nada.
- RICARDO LIMA BRITO, administrador de empresas, Londrina
Imprensa sensacionalista
Urubus. Esta seria e melhor determinação para certo tipo de repórteres, que sem escrúpulos rondam por nossa cidade. Como no dia 4, em um acidente próximo a Universidade Estadual de Londrina, uma equipe de TV filmou com detalhes o atendimento às vítimas, uma delas fatais. Tal reportagem foi apresentada no dia seguinte, no horário do almoço, sem nenhuma consulta aos parentes da vítima. Estes repórteres insensíveis não se importaram se algum membro da família, talvez uma criança, tomasse conhecimento destas cenas chocantes.
Durante a transmissão o repórter disse: ‘‘A família que me desculpe, mas temos que mostrar’’. Será que a audiência significa tudo? Qual o objetivo de explorar tais imagens? E a família não deveria ser ao menos consultada? E se o acidentado fosse parente do repórter, será que ele consideraria o fato como de interesse público, com detalhes? Vejo neste fato uma tremenda falta de respeito com o ser humano. A vítima não tendo como se defender passou a alvo de filmagens mórbidas. Desculpem-me os bons profissionais do jornalismo, que são a maioria. Mas existem vários jornalistas que faltaram à aula sobre ética profissional.
- MARIA REGINA GASTALDI, enfermeira, Londrina
Correção A matéria sobre o deputado Anibal Khury, no último dia 14, traz três fotografias que foram encontradas nos pertences de Joarez França Costa, o ‘‘Caboclinho’’. A primeira, ele aparece ao lado do ‘‘Zóio’’. A terceira, seria a frota que ele teria recebido como doação do Mandelli para a campanha de 98. A segunda, que ele apareceria ao lado do Caboclinho, foi identificado como sendo Tranquilino Viana Guimarães, presidente do PFL de Telêmaco Borba e ex-prefeito da cidade; Terezinha Coelho, mulher do vereador Leopércio Coelho; e Leopércio Coelho, presidente da Câmara Municipal de Telêmaco Borba. A notícia foi dada pelo próprio vereador, confundido por investigadores da PIC com o Caboclinho. ‘‘Não sei o que esta foto fazia na casa do Caboclinho. Pode ser que ele fosse amigo do Anibal e a foto tirada pela assessoria do Anibal acabou parando na casa dele. Mas sou eu’’, garantiu Coelho. A foto teria sido tirada no dia 3 de agosto de 98, durante a campanha de Khury na cidade.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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