Comunicado
Com relação a notas publicadas neste jornal, edição do dia 14 de maio de 2000, sob o título ‘‘Investigação da PIC envolve Khury’’, tem a Promotoria de Investigação Criminal a informar que houve equívoco da repórter que entrevistou o Promotor de Justiça Doutor Vani Antônio Bueno. Obviamente que não estão sendo efetuadas investigações a respeito do Deputado Anibal Khury, recentemente falecido e que, até por isso, não pode ser objeto de investigações criminais. Ademais, não há nenhum indício a demonstrar que o parlamentar mantinha relações com o crime organizado ou com os denominados ‘‘desmanches’’. As investigações da PIC desenvolvem-se em cima das atividades ilícitas em tese praticadas por Paulo Mandelli e Joarez França Costa, tendo sido efetuada recentemente grande apreensão judicial de bens e documentos em poder deles. Nenhum órgão da imprensa teve acesso a esses documentos, através da PIC.
- PROMOTORIA DE INVESTIGAÇÕES CRIMINAIS
N.R. A Folha sustenta o material editado no último domingo. Não houve equívoco da repórter na transcrição de entrevista com o promotor Vani Antônio Bueno. O jornal também questiona a afirmação da nota da PIC de que uma pessoa já falecida não possa ser alvo de investigação criminal. Por último, estranha a informação de que não há nenhum indício da relação de Aníbal Khury com o crime organizado e os denominados ‘‘desmanches’’, tendo em vista as denúncias surgidas a partir da CPI do Narcotráfico e fotos agora reveladas.
Comércio
Lamentavelmente o comércio de Londrina tem perdido grandes empresas, como C&A, Renner, Tecil, Tend Tudo e agora o fechamento das Lojas Zogbi, já em Londrina há aproximadamente 30 anos. Estas empresas trabalham em rede nacional e estão em fase de plena expansão, por alguns motivos que não me cabe julgar deixaram Londrina. Conhecemos, profundamente o peso do Grupo Zogbi, com várias empresas como banco, financeiras, promotoras de venda Promovel, indústrias de tecidos e outras, bem como uma boa rede de lojas em vários Estados. Sem dúvida trata-se de empresas representativas. O consumidor de Londrina e região perdeu e os comerciários deixarão de usufruir dos empregos e benefícios.
É pena que o maior empregador de Londrina (o comércio local), representando no mínimo 70% da mão-de-obra ativa, não seja estimulado e incentivado pelas autoridades e entidades representativas. Está na hora das autoridades municipais, entidades classistas e representativas dos empregados e empregadores, unirem-se na mída divulgando o comércio de Londrina. Lembrem-se que os grandes perdedores são os consumidores e, consequentemente, município, Estado e União, com a baixa de arrecadação, inclusive até os sindicatos patronais e dos empregados perdem com o recolhimento das contribuições. Vamos unir forças e dar um basta nesta invasão.
- ANTONIO SAMPAIO ANDRADE, Londrina
Privatização
Em certa época havia um pai que, de forma tradicional, conduzia os negócios da família. Ele tinha muito tabalho e enfrentava dificuldades mas seu esforço era recompensado ao passar o patrimônio para a próxima geração. E assim passavam os anos e as gerações e, com elas, o patrimônio de pai para filho. Todavia, a mudança dos tempos aumentava a competitividade e atitudes precisavam ser tomadas pela família. Assim, procurou-se o filho estudado, moderno e preparado e com a certeza de que a pessoa ideal para garantir a continuidade do legado foram dados em suas mãos os negócios familiares.
Supostamente tudo estaria seguro e correria muito bem, mas o filho começou a cercar-se de más companhias e logo se desviou de seu verdadeiro objetivo. Deixou-se seduzir pelo lado fácil da vida e muito mais fácil do que administrar o patrimônio era liquidá-lo fazendo festinhas e pagando despesas de amigos. Ao final, como era de se esperar, a família estava condenada à miséria.
Qualquer semelhança deste filho com o atual governador Jaime Lerner é pura realidade. A Sanepar já foi vendida para grupos franceses, o Banestado estaria sendo privatizado, as rodovias já foram entregues e estão pedagiadas e agora é a vez da Copel cair nas mãos de grupos já bem conhecidos. O filho sequer sabe quanto suor foi colocado no patrimônio da família, mesmo sem idéia de seu valor. Afinal, é muita festa, muita viagem (Europa, Estados Unidos...). Esta família vai ficar na miséria. Pobre Paraná.
- JOÃO MENDONÇA DA SILVA, Londrina
Advogados criminalistas
‘‘Prendo, processo, condeno e executo. Danem-se as regras e as razões de defesa.’’ Comunicação não é o que se diz e sim o que se interpreta. Muitas autoridades nacionais estão dando isso a entender. Não bastasse o alto valor das custas judiciais a ponto de inviabilizar o acesso à Justiça para grande parcela da população, a demora nas decisões definitivas pelo grande número de processos, incompatível com o número de Varas, as fracassadas tentativas de soluções alternativas como implantação de Juizados Especiais, dispensando a figura do advogado, como se este fosse o causador de todos os problemas e crises do sistema judiciário, na esfera criminal percebe-se uma grande campanha para desmoralizar a figura do advogado de defesa e com ela o próprio instituto da ampla defesa e do devido processo legal, avanços da humanidade obtidos em lenta evolução. A prisão como regra, e pior, imediatamente após denúncias procedentes ou não, quando o correto seria investigar e processar para depois aprisionar, jamais aprisionar para investigar.
O sério instituto das CPIs, desvirtuado em palanques eleitorais com seus ‘‘altares macabros’’ iluminados pelas chamas das vaidades pessoais em verdadeiro festival pirotécnico, onde se ouve ao longe os sons das explosões de imagens de pessoas, culpadas ou não e, ainda, os atores e repercutores desses dantescos espetáculos se apresentam como se estivessem prestando relevantes serviços à Nação, pretensamente escudados na ‘‘ética’’.
Pessoas acusadas merecem respeito. A culpa somente é estabelecida com o julgamento final da causa e isto está na nossa já ‘‘mitológica’’ Constituição Federal. O advogado criminalista não pode ser confundido com o acusado nem estigmatizado por esgotar em favor destes todos os recursos legais, já que o que interessa para a sociedade é que apenas o verdadeiro culpado seja punido, e ainda assim nos limites do seu grau de culpa. Que ética apressada é esta onde não se tem paciência para ouvir a defesa das pessoas nem dar a elas oportunidades de livremente conduzir suas provas?
- ELIAS MATTAR ASSAD, presidente da Associação Paranaense dos Advogados Criminalistas, Curitiba
Constrangimento
A Federação Paranaense de Futebol, os clubes e a rede de televisão que patrocina o Campeonato Estadual precisam definir a questão dos ingressos de crianças. Ou as crianças pagam ou não pagam acesso aos estádios de futebol nos jogos da Primeira Divisão. Passei constrangimento nas bilheterias do Estádio do Café no domingo, quando o Londrina recebeu o Paraná Clube. Imaginando que as crianças até 12 anos não pagassem entrada, levei filhos, sobrinhos e vizinhos para assistir ao jogo no Dia das Mães. Ledo engano. Estavam cobrando R$ 3,00 das crianças. A mudança de critérios a cada partida acaba provocando esse tipo de constrangimento. Aliás, naquele momento não fui o único torcedor a enfrentar o desagradável problema. Para evitar esse tipo de situação é necessário definir de uma vez por todas: crianças pagam ou não pagam e, também, o limite de idade.
- OSMAR POYER, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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