Dia 15 de maio é Dia do Assistente Social. A assistência social é direito do cidadão e dever do Estado, é política de seguridade social, que provê os mínimos sociais... (LOAS – Lei Federal nº 8.742/93 ). Cabe ao assistente social, portanto, atender a todas as pessoas e famílias que se encontrem em ‘‘situação de risco pessoal e social’’, a fim de garantir sua inserção nas políticas sociais.
Situação de risco pessoal e social é a situação em que se encontram as pessoas, famílias e coletividades excluídas das políticas sociais básicas ou de primeira linha: trabalho, educação, saúde, habitação, abastecimento, transporte, esporte, meio ambiente, lazer, etc., políticas que configuram a qualidade de vida de um povo e, portanto, merecem e devem ser ampliadas ao conjunto da população, ou seja, universalizadas.
Sobre o profissional de serviço social, hoje identificado como administrador de políticas públicas, recai a atribuição de buscar as articulações necessárias e indispensáveis para o êxito das ações assistenciais. Ele vê sua base de sustentação na participação da sociedade civil, sendo que tal convicção leva-o a trabalhar em direção à ampliação dos espaços de participação da sociedade. Esse trabalho é desgastante, pois muitas vezes a realidade mostra que os espaços ditos existentes nos discursos são limitados, ou inexistem. Mas esse trabalho não é frustrante, pois para o assistente social, a qualidade da participação é o que importa, a quantidade é uma questão de tempo, e nada é imutável.
- Assistentes Sociais da Secretaria Municipal de Ação Social de Londrina
Pedágio
A Folha Cidades do dia 25 diz que a duplicação da BR-369 no trecho Ibiporã/Jataizinho está adiantada após o aumento da tarifa de pedágio. Pergunto: e a Rodovia do Café, como está? Ou não está? O trecho de Ponta Grossa a Mauá da Serra é de pista simples e tem três postos de pedágio. Há diversos pontos da rodovia onde deveria ter sido construída a chamada terceira pista há muito tempo. E o que foi feito? Pelo visto as únicas obras da Rodovia do Café que estão sendo executadas e muito bem são as cobranças de pedágio. Propagandas daquelas que o governador fez na TV há dois anos não interessam, queremos a duplicação para ontem.
- EDUARDO FIALKOWSKI, Curitiba
Amazônia
Esta semana os bons brasileiros ficaram horrorizados com a notícia de que será liberado o desmatamento de 50% das matas da Amazônia. Enquanto, com altos custos, os proprietários de imóveis rurais da região são obrigados por lei a plantar matas ciliares e averbá-las às escrituras, nossos ‘‘queridos’’ políticos estão liberando através de interesses próprios a destruição do que resta do pulmão do mundo. O que nos deixa envergonhados é a naturalidade de que um certo indivíduo do alto escalão em Brasília, disse que isto se faz necessário, pois, ‘‘precisamos plantar para aumentar a produção de alimentos no País’’, sem saber que técnicos do próprio governo emitiram laudos atestando que mais de 22% dos solos que serão dizimados, são impróprios para agricultura.
Se esquece ele e todos os governantes do Brasil, que existem milhares de hectares com solos altamente produtivos abandonados por falta de uma política agrícola séria que só é lembrada durante as campanhas eleitorais. Estes solos se fossem cultivados, tornariam o Brasil auto-suficiente na produção de alimentos, inclusive exportando seu excedente. De uma coisa nós temos certeza: se a agricultura não for produtiva, o turismo será, pois os estrangeiros irão nos visitar trazendo divisas com turismo onde irão ver grandes dunas de areia do futuro e maior deserto do Brasil, localizando na Amazônia, por culpa da ignorância de nós brasileiros que não sabemos votar.
- EDELCIO DEL QUIQUI, técnico agrícola, Tapejara
Terminologia
A mídia brasileira não manifesta o menor interesse em estabelecer diferença entre aumento e reajuste nem entre pobreza e miséria, falando, pois, indiferente e displicentemente, num ou noutro, como se sinônimos fossem. Numa mesma notícia, ora aludem à miséria, ora à pobreza, de modo que o leitor e o ouvinte fica sem saber, ao certo, quantos são os pobres, quanto são os miseráveis. Comparável a isso, só o mau costume, que cultivam, de afirmar, a toda hora, que a ação judicial foi impetrada, que o recurso foi impetrado, que o pedido foi impetrado (impetrado = pedir). Isto é uma vergonha!
- ALCINDO NOLETO RODRIGUES, Brasília (DF)
Espetáculo
Nicolau Maquiavel alertou ‘‘o homem é mau’’ e provado está. Basta verificar que, segundo estudos da ONU, mais da metade da população humana – três bilhões e alguns milhões de pessoas – amargamente sobrevivem com menos de dois dólares por dia. Culpa dessa miséria é a incompetência dos dirigentes mundiais, das autoridades que (des)governam as nações, os estados, os municípios e lugarejos. Não há racionalização na produção e distribuição de alimentos, de serviços, de bens e falta de controle de natalidade...
Como se não bastasse esse tipo de miséria, aqui no Brasil somos obrigados a 24 horas por dia sofrermos o bombardeio de programas de rádio e televisão, na grande maioria medíocres. Principalmente a TV que é a grande fonte de lazer e (des)informação das massas mais carentes da população, estimula a violência. Não se pode assistir à telinha junto a nossos familiares porque é constrangedor.
Compete aos legisladores, às autoridades ligadas ao Ministério da Justiça e ao Ministério da Educação e Cultura tomarem providências, proibindo (a liberdade de imprensa deve ser vigiada) todas as programações perniciosas à família. Não é utopia, basta vontade das autoridades brasileiras para que impere nos ‘‘horários nobres’’, principalmente, programação que eduque o povo, mostrando as realizações do povo brasileiro que atuam nas áreas tecnológicas, científicas, artísticas... As belezas naturais e curiosidades de todos os estados e cidades brasileiras, fatos históricos e regiões do nosso planeta e do universo. Com talento e menos dinheiro pode-se conseguir bem-estar para toda a humanidade e realizar fanstásticos espetáculos.
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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