Suspeição
É o presente para informar a V.S. que exercem a judiciatura, perante este juizado, os magistrados a seguir nomeados: no Juizado Especial Cível, os juízes de Direito: Toshiharu Yokomizo, Hayton Lee Swain Filho e Ruy Francisco Thomaz. No Juizado Especial Criminal, os juízes de Direito: João Antônio Demarchi e Wellington Emanuel Coimbra de Moura. A presente informação é prestada a fim de evitarem equívocos como o noticiado na reportagem ‘‘Advogado coloca juiz sob suspeição’’, publicado nesse órgão de imprensa, no primeiro caderno, página 4, no dia 11. É oportuno apresentar a V.S. meus protestos de elevada consideração e apreço.
- RUY FRANCISCO THOMAZ, juiz de Direito e diretor do Fórum, Londrina
NR. A informação, que havia sido prestada pelo advogado Omar Salle, foi retificada na edição de ontem.
Defesa
Respeito mas discordo totalmente da opinião de Jorge Antonio Macri que, em carta publicada neste espaço, no dia 11, afirma não haver ‘‘nenhum espaço aberto para o prefeito se defender e dar sua versão dos fatos. Todas as entrevistas e matérias publicadas são contra o prefeito (Antonio Belinati, de Londrina)’’. Ora, mas qual meio de comunicação negou espaço para o prefeito se pronunciar? Parece que o digníssimo leitor não percebeu que o prefeito só fala quando e para quem quer. Tenho certeza de que a imprensa de Londrina, salvo alguma exceção, deseja avidamente uma entrevista com o prefeito.
A propósito, defesa é que não falta ao prefeito. Se Londrina tem tomado conhecimento das falcatruas na administração municipal, isto se deve ao empenho da sociedade civil organizada e à imprensa séria da cidade. Houve meio de comunicação que mal e mal tomou conhecimento e nem ao menos se deu o trabalho de divulgar o maior escândalo de roubalheira dos cofres municipais, ou, quando muito, divulgou uma pequena nota. Isto numa atitude de preservação a quem?
Se as investigações já ultrapassam um ano e só agora é tomada alguma medida, é porque o prefeito teve e tem muita defesa e cobertura, sim senhor! Dentre os ‘‘conceituados’’ protetores do prefeito destacam-se, entre alguns da imprensa, boa parte da nossa Câmara de Vereadores, liderada por Renato Araújo, fiel companheiro e intercessor do alcaide, cuja competência tem se evidenciado em protelar decisões importantes e se eximir do que é sua obrigação. Pergunto novamente: o arquivamento do pedido de uma segunda Comissão Processante contra fraudes na administração municipal é uma defesa do presidente da Câmara a quem? Portanto, Jorge, se pensar bem encontrará muitos defensores do prefeito, alguns um tanto camuflados e outros mais descarados.
- ROMÃO ANTONIO MARTINI MARTINS, Londrina
Pedágio
Manifesto minha indignação quanto ao pedágio e as empresas que dele se beneficiam (no Paraná). No último final de abril, a banda musical que integro foi de Cornélio Procópio a Cascavel para uma apresentação, em ônibus próprio. Seis pedágios pagos entre ida e volta. Ao retornar, o veículo apresentou problemas após a praça de Jataizinho, e tivemos de encostar num restaurante cerca de 300 metros depois da praça. Solicitamos ajuda ao ‘‘serviço ao usuário’’ e eles nos disseram que poderiam apenas tirar o veículo da pista e levá-lo até Jataizinho, para pernoitar num posto de gasolina. Totalmente inútil para nós. Resultado: o ônibus ficou no estacionamento do restaurante (nossos agradecimentos ao proprietário).
Pensamos que a empresa rebocaria o ônibus até Cornélio Procópio (45 quilômetros), resolvendo o problema do ônibus, não tendo de contratar um reboque particular, e também dos passageiros. Mas estes tiveram de pagar um ônibus de linha para chegar em casa. Para que se presta o ‘‘serviço ao usuário’’, se numa emergência o que eles podem fazer é tirar o seu veículo da pista? Não sei os termos dos contratos das concessionárias, mas acredito que a empresa poderia fazer mais do que isso. Realmente há situações únicas em nosso País. Depois de haver deixado em torno de R$ 80 nos pedágios do PR, em valor mais alto que nos EUA e na Europa, onde a situação da população é incomparável com a realidade brasileira, eu me convenço que estamos mesmo sozinhos. Até quando temos de suportar tudo que nos é imposto, como ovelhinhas, esperando para sermos tosqueados?
- EDSON LUIZ SALVES, professor, Cornélio Procópio
Dívidas sociais
Com a consolidação do projeto neoliberal em nosso País e na maioria dos países latino-americanos, aumentam, de maneira criminosa, as desigualdades sociais em nossas sociedades. O conjunto de forças alternativas a este projeto de morte encontra-se na defensiva, sem conseguir consolidar uma proposta que conquiste ampla adesão da população. Por outro lado, as reações por parte dos grupos populares são, muitas vezes, desarticuladas e com iniciativas que acabam reforçando o caráter excludente do projeto neoliberal.
Daí a necessidade de reflexões, mobilizações e compromissos que retomem a questão básica de nossa sociedade, que é a dívida de 500 anos para com os negros, os índios, as mulheres e demais trabalhadores do campo e da cidade. No momento atual, este tema quer ser um basta à política desenvolvida pelos setores hegemônicos de nossa sociedade que, a pretexto de‘‘arrumar a economia’’, insistem em levar à miséria milhões de brasileiros, aumentando, de forma assustadora, as dívidas sociais. As dívidas sociais dizem respeito a diferentes dimensões da vida em sociedade. Há dívidas econômicas, políticas, culturais, ambientais, religiosas, de valores etc.
Toda privação aos diferentes bens (econômicos, sociais, políticos, ambientais etc) socialmente produzidos gera uma dívida social. Os maiores credores são os trabalhadores da cidade e do campo. Os grupos dominantes (banqueiros, latifundiários, multinacionais etc.), que concentram em suas mãos parcelas cada vez maiores da riqueza social, devem à maioria da população: trabalho, salários dignos, proteção social, respeito e valorização humana, para que seja possível o acesso aos bens culturais, lazer, nutrição, saúde, educação, transporte, moradia etc. É preciso reavivar a utopia, não deixar de sonhar. E acima de tudo, é preciso ousar, criando juntos condições para que o sonho se realize.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Sem-terra
Deixo meu total apoio às palavras da socióloga Maria Lúcia Vitor Barbosa, publicadas sábado passado na Folha, quando ela diz que o MST é o inimigo atual da democracia brasileira ela tem razão. Utilizar-se de ações terroristas e intimidatórias para obter proveito e atender aos interesses de uma facção política fere os princípios democráticos. O direito de expressar o pensamento é permitido, mas quando se utiliza qualquer tipo de arma para obrigar a sua aceitação, deve ser repugnado e rejeitado.
Tomar o poder pela força me faz relembrar momentos cinzentos da nossa história, com a instalação da ditadura. Mais uma vez quem perde com tudo isso é a população em geral, pois enquanto alguns chefes baderneiros se autopromovem e recebm os holofotes da mídia, o povo carrega o ônus de pagar impostos e reconstruir os estragos praticados pelo MST.
- JAIR CARLOS DA SILVA, contabilista, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de indentidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail da Folha de Londrina/Folha do Paraná: [email protected]

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