O leitor escreve
Solidariedade (1)
Senhor José Eduardo de Andrade Vieira: em nome da administração e equipes de trabalho do Diário do Povo e do Diário de Guarapuava, apresentamos a V. Sa. e aos funcionários da Folha a nossa solidariedade pelo desastre sofrido por essa empresa. Acreditamos que, superadas as dificuldades circunstanciais, continuarão a chegar aos seus milhares de leitores com a mesma qualidade que a distingue nos meios da comunicação social, empreendendo a cada dia a importância das informações e levar formação e conhecimento aos paranaenses. Cumprir desafios é a nossa missão!
- DELISE G. ALMEIDA, diretora geral do Diário do Povo, Pato Branco
Solidariedade (2)
Lamentamos o incidente ocorrido nesse importante e respeitável meio de comunicação, onde um incêndio destruiu o Centro de Processamento de Dados. Apresentamos nossa solidariedade e a certeza do rápido restabelecimento nas atividades desse jornal.
- VALMOR WEISS, presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná
Lei chinesa
É lamentável, mas milhões de brasileiros sentem vergonha de seu País. Fomos enganados, massacrados e roubados por falsos políticos que defendem não o interesse de seus eleitores, mas sim interesses próprios ou de terceiros (geralmente empresários). Falar que R$ 151 dá para viver e ainda sobram R$ 20 é, no mínimo, uma falta de bom senso. Deixem esses safados viverem com tal quantia para saberem das reais necessidades por que atravessa a população.
E Londrina? Desvios astronômicos de dinheiro público, falcatruas e acordos obscuros entre o Executivo e o Legislativo, isso sem falar no competente e imparcial senhor presidente do Legislativo, Renato Araújo. Ele gosta de aparecer, arranja brigas com pessoas que acompanham as votações, inventa desculpas médicas para protelar suas decisões e, o que é pior, desrespeita de forma acintosa ordens judiciais, visto que estas decisões são contrárias aos interesses do prefeito.
Somente para comparação: enquanto na China um governador de província é condenado à morte em praça pública por desvios de US$ 10 mil, aqui no Brasil tem-se que pedir licença ao Legislativo para que se possa abrir um processo. E os desvios são infinitamente superiores, milhões e milhões de reais.
Seria bom que a lei chinesa fosse aplicada aqui, nem que fosse por apenas uma semana. Seria um sonho. E se o problema fosse a falta de carrascos, eu me proponho a sê-lo, sem problemas. E não precisaria nem do uso da máscara. Faria de cara limpa.
- RÔMULO FABRÍCIO ANTUNES, acadêmico de Direito, Londrina
Transporte coletivo
Desde 1992 venho batendo na tecla dessas malfadadas planilhas de custos das empresas de transporte coletivo que operam em Londrina. Somente nesse ano escrevi uns cinco artigos sobre o assunto. Fui até alvo de ironia de um diretor de uma das empresas que me encontrou em um jogo do Pré-Olímpico logo após eu ter escrito sobre o eterno problema das empresas sempre pedirem mais do que a prefeitura concede, dando a entender que já apresentam uma planilha superfaturada para o prefeito poder bancar o bom moço para a população. E agora? Depois dessa reportagem nacinal que denuncia inclusive participação do prefeito nos lucros das duas empresas? Vão continuar a ironizar as pessoas que procuram uma solução?
Mais uma vez volto no assunto. Por quilômetro rodado, cada ônibus custaria aproximadamente R$ 400 aos cofres municipais. Determinados ônibus arrecadam isso em apenas três ou quatro viagens (o resto é lucro). Quantas vezes também já sugeri que a planilha fosse simplificada e anexada nos ônibus para se tornarem domínio público? Mas ninguém se manifesta nem para dizer por que é contra. O senhor Gustavo Santos, da Comurb, poderia dar essa contribuição à sociedade londrinense e mostrar que realmente não é farinha do mesmo saco nessa lama toda, de forma a não se ofender quando alguém gritar em uma manifestação: Cambada de corruptos!
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
Combustível
Há alguns anos, quando o governo federal liberou os preços dos combustíveis, Londrina ficou conhecida como a cidade em que os preços praticados eram mais baixos, apesar de gerar preocupação com relação à qualidade. Isso era muito bom para nós motoristas londrinenses, já que os custos com transporte subiram excessivamente e pagar menos é o que interessa. Há alguns meses, o promotor de Defesa do Consumidor Leonir Batisti, preocupado com a qualidade dos combustíveis, convocou os proprietários de postos de gasolina a fim de definir uma política de preços e qualidade. Apesar da boa intenção, o resultado foi contrário aos interesses dos consumidores. Os preços praticados desde aquela data foram os maiores da região, chegando inclusive a ser mais barato abastecer em postos de estradas. Em Maringá, é comum encontrar preços que variam de R$ 1,11 a R$ 1,19, enquanto aqui os preços praticados são quase idênticos, independentemente do fornecedor, variando de R$ 1,27 a 1,29. Isso configura a prática de cartel lesivo aos consumidores, o que sem dúvida merece a atenção do promotor que, além da garantia da qualidade dos combustíveis, deve combater tal prática.
- ANDRÉ VARGAS, comerciante, Londrina
Os desafios de Cuba
A professora Anita Helena Schlesener, em artigo publicado em 30 de abril, afirma que há em nossas mentes três Cubas: a turística, a real e a da nossa imaginação. Infelizmente, ela se utiliza das duas que mais lhe convêm a turística e a imaginária para fundamentar suas teses, negligenciando a Cuba real propositadamente. Esquece (ou omite) a autora que Fidel, para chegar ao poder, eliminou 25 mil pessoas a tiros e torturas, obrigando outros 2 milhões a viverem como refugiados. Ela afirma que o povo cubano enfrenta as dificuldades com altivez, alegria e ironia. Mas o que dizer dos milhares de cubanos (os balseros) que fogem do castrismo? Serão loucos fugindo do paraíso ou prova inconteste de que a ilha não está tão cheia de pessoas alegres e altivas como ela relata?
Mas a pior parte é aquela em que a douta professora afirma existir intelectuais cubanos em Cuba. Ora, como em toda ditadura, ou você reafirma o discurso oficial, ou foge do país para poder falar o que quiser, ou o regime trata de matá-lo. Todos os intelectuais cubanos ou já foram mortos pelo castrismo ou são exilados. Sobraram somente os responsáveis por tentar maquiar a estupidez do governo de Fidel, seja através de demagogia e da propaganda enganosa. E por fim vale lembrar que José Martí, citado no texto, deve dar cabeçadas em seu túmulo ao verificar que o regime castrista faz exatamente o contrário de tudo aquilo por ele defendido. Escreveu Martí: Todo aquele que ofender o sagrado direito de liberdade de nossos adversários deve ser repreendido, e mais ainda se esta ofensa não for feita em nome da liberdade. Quem desejar saber quais os reais problemas de Cuba, visite os sites www.nocastro.com e www.fiu.edu. Em poucos minutos se convencerão que o texto da professora Anita não passa de uma brincadeira de péssimo gosto.
- MARCOS HIDEMITSU IKEDA, acadêmico de Direito em Londrina
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