O leitor escreve
Índios
Com todo o respeito aos índios e à sua cultura, discordo completamente da idéia de que o índio não possa ou não deva se misturar com as demais raças (Comunidade luta contra a miscigenação, reportagem publicada ontem). A miscigenação e a absorção de cultura de qualquer povo faz parte da sobrevivência da espécie pois possibilita uma equalização das condições de concorrência entre os indivíduos.
Não tendo este caminho restaria aos índios somente a eterna tutela da Funai (do branco) que, ao meu parecer tende a se reduzir com o tempo. Por ser uma cultura antiquada e sem condições de sobrevivência, a cultura puramente indígena vai permanecer intacta somente em museus. Isto é uma questão de tempo, doa em quem doer. Para que a parte aproveitável dela permaneça, esta deve ser introduzida na cultura brasileira e passar a influenciar a cultura do nosso povo, que é um povo historicamente receptivo e rico em miscigenação e diversidade cultural.
- SILAS BARROSO SCHIMITH, Londrina
Protesto
A respeito da notícia Moradores protestam em rodovia, publicada dia 18: para variar, tudo neste Brasil tem que ser feito desse jeito, protestando, senão nada vai para a frente. Essas passarelas já tinham que estar prontas faz muito tempo. A mesma coisa acontece com as rotatórias que colocaram nas avenidas de Londrina, uma pior que a outra, só congestiona mais o trânsito. O correto seria construir viadutos, que aliás, nas últimas eleições as obras começaram ser feitas. Só que depois das eleições pararam tudo.
- RODRIGO CAMACHO, Londrina
Descaso
No dia 15, eu estava fazendo uma obra em casa, por volta das 14 horas. Um senhor que passava em frente a minha casa sofreu um ataque e caiu na rua batendo com a cabeça no chão. Imediatamente pedi para o pedreiro que estava comigo ligar para o 193 e fui socorrer o cidadão. Minha casa fica a aproximadamente 200 metros do quartel do Corpo de Bombeiros da Zona Norte de Londrina. O pedreiro ligou para o Siate e eles disseram que não poderiam vir devido ao caso ser clínico e não de trauma. Então ele ligou para o Transporte Emergencial Centralizado (TEC) e disseram que também não poderiam vir.
O vizinho que estava comigo prestando atendimento foi até o quartel do Corpo de Bombeiros e lá disseram que era epilepsia e que era para aguardar que logo passava. Deram o diagnóstico sem ao menos alguém ver o que estava acontecendo. Passou quase meia hora, o homem começou a recobrar a consciência e disse que estava com dor. Consegui o seu endereço e o levei para casa.
Esse já é o segundo caso que acontece comigo. A primeira vez houve uma vítima fatal. Aconteceu há uns três anos, quando uma pessoa teve um ataque no edifício onde trabalho. Foi telefonado para o Siate e para o TEC e ninguém pôde vir. No final o homem acabou morrendo. O que aconteceria se o cidadão que caiu em frente a minha casa em vez de um ataque epilético tivesse sofrido um ataque cardíaco. A responsabiliade seria de quem? Decerto, seria minha pois falariam que não prestei o devido atendimento por ficar esperando o Siate ou a TEC em vez de levá-lo a um hospital, pois meu carro estava em frente de casa. Agora pergunto: e se este senhor ao bater a cabeça no asfalto tivesse sofrido algum tipo de lesão mais grave? Eu o mataria pois não sou habilitado a fazer esse tipo de atendimento, pois para isso existe o Siate e o TEC.
- EDUARDO MENDES, Londrina
Prejuízo
Sobre a notícia Prejuízo leva Tend Tudo a fechar loja em Londrina, publicada ontem: a Prefeitura Municipal de Londrina, ao invés de ficar se preocupando com problemas internos, deveria sim se preocupar com problemas externos, e não deixar que as nossas indústrias e lojas de comércio saiam desta cidade, pois quem perde somos nós que dependemos deles.
- GIANCARLO ZECHIN, Londrina
Sindicatos
Extremamente pertinente o editorial publicado no último dia 12 em relação a valorização dos sindicatos. Após décadas em que o sindicalismo oscilou entre a ausência de uma política e a adoção contumaz de políticas desastrosas e equivocadas, que acabaram por fomentar a degradação do movimento em todo nosso País, finalmente, atualmente algumas lideranças de classe começam a agir de modo consistente e responsável.
O que propõe o editorial, ao meu entender, chama-se sindicalismo moderno; no entanto, é necessário que se responda a pergunta que me faço a cada ano, durante as campanhas salariais e dissídios de que participo, se as questões relativas às melhorias de condições sociais estão bem esclarecidas entre patrões e empregados.
Na prática, as cláusulas sociais, ou seja, aquelas que ampliam o que já está na lei acabam relegadas a segundo plano nos encontros negociais já que se entende que discutir a cláusula econômica, ou seja, salário, é mais importante. Meu entendimento é que reposição salarial nem precisaria ser discutida, no entanto, o sindicato patronal insiste em gastar tempo precioso de todos abordando essas questões de cunho econômico-financeiro, quando o verdadeiro desafio estaria em mudar o ordenamento social do empregado.
Nós, do Sindicato dos Professores das Escolas Particulares de Londrina, estamos dando início a uma série de cursos visando garantir a seus associados uma atualização mínima, em face do crescente desemprego que estamos observando, e considerando ainda as estatísticas que prevêem para esse século que se inicia, aumento de 100% do conhecimento humano a cada período de três anos. Assim sendo, entendemos que um dos papéis do sindicalismo moderno está em preparar a classe para esses dias que estão batendo as nossas portas.
- RICARDO PROCHET, Londrina
Saúde pública
Gostaria de parabenizá-los, principalmente o jornalista das reportagens sobre saúde pública, que com coragem e firmeza trouxe aos leitores desse excelente jornal, as atitutes inescrupulosas de pessoas envolvidas com o setor, principalmente carente. Venho acompanhando com bastante atenção as reportagens que foram feitas a respeito dos desmandos na Santa Casa de Curitiba. Infelizmente, todas aquelas denúncias trazidas a tona pela reportagem da Folha, levantadas pelo vice-provedor José N. R. Romeiro não foram, a que tudo indica, levadas a sério. Agora, com a posse da nova provedoria, caberá demonstrar a toda população o que realmente foi feito com os recursos denunciados.
- PAULO NAGEL, funcionário público, Curitiba
Correção O condutor da caminhonete D-20 envolvida num acidente na terça-feira, na BR-369, próximo de Corbélia, era Francisco Cosme de Oliveira e não Cleverson Tenório, como foi publicado ontem na Folha Cidades.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





