O leitor escreve





Esclarecimento
A respeito das notas ‘‘Glosa’’ e ‘‘Epigrama’’, publicadas na coluna do jornalista Luiz Geraldo Mazza desta terça-feira, 18 de abril de 2000, na Folha de Londrina/Folha do Paraná, a Chefia da Casa Civil tem a esclarecer o que segue:
1. Os adiantamentos de valores para a cobertura de despesas de viagem de trabalho de autoridades e funcionários públicos são práticas legais e regulamentares, assim como a prestação de contas obrigatória é submetida à avaliação criteriosa do chefe imediato e do Tribunal de Contas do Estado.
2. O saldo entre o valor adiantado e o valor das despesas efetivadas é obrigatoriamente devolvido aos cofres públicos, quando da entrega da prestação de contas.
3. A irregularidade constatada pela própria Casa Civil em 27 de outubro de 1999, que ensejou, por determinação desta secretaria, a abertura de processo administrativo e o indiciamento de dois servidores, culminou com a demissão dos envolvidos. O processo foi transparente, garantido aos acusados o direito de ampla defesa. No final, restou comprovada, de forma incontestável, a culpa dos dois servidores, pela falta de recolhimento aos cofres públicos de saldos de prestações de contas em processos pendentes, não encaminhados por eles ao Tribunal de Contas do Estado. O decreto de demissão dos referidos servidores foi assinado pelo governador do Estado no dia 12 de abril de 2000 e publicado no Diário Oficial.
4. Cópias do processo administrativo contra os referidos ex-servidores foram enviadas ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público, para as providências legais cabíveis.
- CHEFIA DA CASA CIVIL do Governo do Estado do Paraná
Nota de Luiz Geraldo Mazza: na coluna de hoje esclareço que o problema mais grave está na sindicância que precedeu o inquérito administrativo, a que refere a nota oficial. A sindicância inclui figuras do primeiro escalão na prática de não devolver os saldos dos adiantamentos recebidos para bancar despesas de viagem.
Caso AMA-Comurb (1)
É lastimável ver o que está acontecendo em Londrina. Até o mais dos confiantes na cidade já está revendo seus credos. O que eu fico imaginando é apenas uma coisa: houve desvio de dinheiro na AMA e na Comurb, isto todos já sabem (e os réus até admitem). Mas o que me espanta é a falta de senso dos nossos políticos ‘‘defensores do povo’’. Não que eu não esteja querendo que verdades sejam escondidas, mas esta verdade precisa aparecer apenas quando ‘‘cutucam’’ a pessoa? O que quero dizer é: por que todas estas acusações não apareceram antes de tudo isso estourar? Não seria para ter em mãos um ‘‘trunfo’’ a favor?
Mas aí eu pergunto mais uma vez: por que a defesa é ataque a outras pessoas? A cidade quer saber quem é honesto, e não quem ‘‘desvia’’ menos. Não se pode se defender com outra acusação. A cidade clama por justiça, para todos os envolvidos, e não apenas àqueles que desviaram mais. Desculpem, mas nesta cidade existe muita gente inteligente. Que os culpados sejam punidos. Todos eles.
- ANTONIO RICARDO Z. NASCIMENTO, Londrina
Caso AMA-Comurb (2)
Realmente ficou muito estranha aquela briga na Câmara de Londrina na primeira votação para apurar as irregularidades no Executivo e na segunda votação todos estarem de acordo por unanimidade. As fitas apresentadas pelo prefeito comprovam a tentativa de extorsão, em que se pagando tudo é possível. Se o prefeito firmar o pé em não dar o seu depoimento nas comissões processantes vai ficar muito difícil para o londrinense saber as verdades sobre os desvios. Parece que quase 80% dos vereadores estão com o rabo preso.
A nossa esperança é que o Ministério Público consiga levar adiante o processo no qual se investiga o desvio do dinheiro público para o patrocínio das campanhas eleitorais. Tenho uma última preocupação: como escolheremos os nossos novos representantes? Que critério o londrinense deve adotar para escolher os melhores? Que sejam honestos, íntegros, sérios, verdadeiros edis. Qual a garantia que depois de eleitos eles não farão a mesma coisa que a maioria desses que aí estão?
Louve-se a iniciativa das entidades que fazem parte do Movimento pela Moralidade na Administração Pública de Londrina, e também a imprensa (não aquela que recebe para não publicar os malefícios praticados pelo Poder Público) que tenta mostrar ao londrinense o mar de lama em que nossa cidade está atolada.
Conclamo toda a imprensa a começar imediatamente uma campanha junto a população londrinense, mostrando que o custo de eleger um político corrupto é muito maior para toda a sociedade do que a eleição de um político honesto.
- JOÃO MASSARUTTI, professor, Londrina
Umuarama (1)
No dia 21 estaremos comemorando o Dia de Tiradentes, Joaquim José da Silva Xavier, um herói verdadeiro de nossa pátria tão carente de verdadeiros heróis. Patrono das Polícias Militares do Brasil, este herói serve indubitavelmente de exemplo de abnegação e coragem, além do espírito de desprendimento. Doou sua própria vida por um ideal em que acreditava, igualmente como o 3º sargento Pedro Paulo de Jesus que morreu no confronto em Umuarama (‘‘Manifestação acaba em tiroteio e morte’’, notícia publicada dia 17). Com certeza era um abnegado servidor que acreditava no que fazia. É mais um mártir anônimo. A sociedade vai apenas colocá-lo no rol de mais um de seus defensores que tomba no cumprimento do seu dever.
Porém nós, seus companheiros de ideal, vamos colocá-lo no mais alto patamar de nossos heróis e podem apostar que, como eu, muitos de nós choraram nesta segunda-feira. Mas em meio à tristeza, podemos detectar uma ponta de orgulho no nosso coração por sua bravura e abnegação. Fique com Deus, companheiro. Você não será o último a tombar nesta nobre missão de proteger a sociedade a qual pertencemos.
- EDWAYNE A. ARDUIN, capitão da PM, Cornélio Procópio
Umuarama (2)
Este fato ocorrido em Umuarama mostra como a Polícia está sendo desacreditada. Direitos humanos em excesso deram à população a impressão que pode tudo. E a polícia tem que agir dentro da lei. A exemplo de Eldorado dos Carajás, em Umuarama se repetiu a cena. Foi só um policial recém-casado que faleceu. Mas e daí? Qual o problema? Isto não têm importância, pois é uma classe marginalizada. Precisamos repensar como agir em um caso como este, se fosse um policial que matasse um manifestante a história seria outra e a manchete também.
- MARLON ALCIONE NAVA, Guarapuava
Caixa Postal
Muito boa a reportagem ‘‘Lendas urbanas invadem nossa caixa postal’’, publicada na última edição do caderno de Informática da Folha. Parabéns ao jornalista André Machado. A reportagem retrata de maneira verídica e bastante divertida o ‘‘problema’’ das lendas urbanas. Quem já não recebeu? E quem não gosta daquelas mensagens de reflexão que atire a primeira pedra.
- CATY MEDEIROS, Recife
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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