O leitor escreve
O leitor escreve
Salário mínimo
Nos Estados Unidos o trabalhador recebe à vista, por hora ou no máximo semanal. Mensal, nem pensar. O regime é capitalista, as pessoas buscam o capital. Aqui no Brasil, os trabalhadores são acomodados em salário mínimo. Recebem somente ao final de mês. Por isto não circula a economia, a indústria e o comércio ficam estagnados na dependência de final de mês e de ano.
Segundo o presidente Fernando Henrique Cardoso, 70% do salário mínimo são para uma cesta básica. E as demais despesas? Sem recursos financeiros é forçado, o trabalhador, a morar em favelas. O governo pauta-se pela Previdência Social: alega que aumentando o valor do salário mínimo quebra-se a Previdência. Então, esse modo previdenciário não está correto e não há perspectiva de melhora de vida ao povo brasileiro... Assim como está nosso sistema salarial, podemos dizer, é comunista: recebe-se uma pequena ração, apenas para sobreviver. E, pense bem, leitor, o Brasil, dizem, é a 8ª economia do mundo. Para tentar melhorar a renda, há que se procurar alternativas, inovando: piso e teto salarial somente para servidores públicos; os demais trabalhadores da iniciativa privada não devem bitolar-se por valores salariais. O verdadeiro capitalismo requer livre negociação, como nos Estados Unidos. Mexam-se economistas e legisladores brasileiros!
- FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão
Tragédia (1)
Provavelmente, os pais da criança estavam achando bonito o filho chegar perto dos leões (Domador é indiciado por morte de menino, notícia publicada dia 11). Se eu fosse culpar alguém por esta tragédia seriam os pais da criança. Pois a criança é de inteira responsabilidade deles. Como deixar um menino de 6 anos chegar tão perto de leões?
- RODRIGO CAMACHO, Londrina
Tragédia (2)
Leões comerem uma criança de apenas 6 anos! Alguém deixaria um filho pequeno chegar perto de uma jaula de leões? Eu não deixaria nunca! Onde estava o pai neste momento, que se descuidou? Que mancada José Miguel deixar o filho sozinho ao alcance destas feras. Não defendo totalmente o circo, pois a jaula dos leões possuía fácil acesso a todos, isso é inconcebível. Mas a questão é esta: onde estava o responsável por este anjo inocente?
- RONIVAL DUTRA GOMES, Londrina
Prefeito
O sistema eleitoral e administrativo que vivemos é ultrapassado e falido, pois o Executivo encampou com poderes (legais ou materiais) o Legislativo e a oposição através da distribuição de vantagens, em que a figura do prefeito é espelhada como um rei, a autoridade máxima, intocável, conseguindo uma posição de onde ri dos simples mortais que o rodeiam. Nesta cidade, pessoas honestas, competentes e capazes não se inscrevem como possíveis candidatos porque dizem que política é coisa suja, onde quem entra, mesmo sendo honesto se corrompe.
Portanto, gostaria de sugerir um novo modelo público de ocupação do cargo de prefeito. O chefe do Executivo seria admitido em concurso público, por período igual ao atual; deveria ter formação em administração pública, economia ou cursos afins. Seria fiscalizado de perto pelos vereadores, que também não seriam eleitos e sim inscritos (qualquer do povo com condições sociais e eleitorais), sem remuneração. As contas públicas seriam transparentes, e qualquer pessoa poderia saber onde, como e quanto se está gastando de dinheiro público. Incorrendo em falta, o prefeito seria destituído do cargo e julgado pela Justiça comum. O leitor deve estar perguntando: Mas isto não daria certo, isto é inviável. E o modelo atual é viável? Neste modelo onde se desvia dinheiro público e por entraves e conchavos jurídicos não se responde pelo ato, é viável, é suportável, até quando?
- OSVALDO CORREIA ROCHA, CAMBÉ
Juros
Achei um absurdo a notícia Governo legaliza a cobrança de juro sobre juro, publicada ontem. A única matéria que o consumidor poderia reivindicar em juízo era a capitalização de juros cobrada ilegalmente pelas instituições financeiras e isso só vem a comprovar mais uma vez a vitória dos bancos sobre os clientes, o poder do economicamente mais forte sobre o mais fraco.
- LUCIANA SAUER SARTOR, advogada, Botucatu
Grandes empresas
Com a certeza de que nos próximos 90 anos os americanos dominarão a economia mundial, a revista francesa Sources, da Unesco (de janeiro) coloca uma artigo atual e importante. O artigo começa afirmando que só haverá desenvolvimento durável na participação do setor privado. A mundialização da economia favorece o crescimento das multinacionais dotadas de um grande poder de união. Hoje as 500 maiores empresas detêm 3/4 do comércio internacional. Elas exercem um controle sobre milhões de operários espalhados pela terra.
Estas 500 maiores empresas mundiais são também a origem dos mais graves problemas sociais registrados. Deve haver uma preocupação para três aspectos importantes: respeito pela justiça social, prosperidade econômica e desenvolvimento durável. Deve-se zelar pelos direitos humanos, pelo direito do trabalho, contra a corrupção, e a injustiça social.
Hoje a vida e a formação de uma geração de engenheiros jovens poderá mudar as formas como as grandes empresas transnacionais vão encarar os países onde as firmas e empresas estão se instalando. Se um país não der as garantias necessárias, as empresas se deslocam rapidamente até de continente. O que desejam é apenas lucratividade e facilidade nos incentivos fiscais e impostos. Há necessidade da preservação do meio ambiente e salários dignos para operários. Deve haver um intercâmbio entre as universidades e a indústria, para que possa haver nova mentalidade nos jovens, para que o patrimônio seja respeitados culturalmente e o desenvolvimento do ecoturismo seja possível. É claro que não merecem apoio as empresas que apenas vendem tabaco, drogas, peças e armamento bélico, álcool, narcóticos. Há necessidade favorecer empresas que olham integralmente a pessoa humana e favorecem o meio ambiente.
- NATALÍCIO JOSÉ WESCHENFELDER, padre, Palmas (PR)
Correção A notícia Promotor admite erro em estouro de galpão de veículos, que saiu anteontem, foi publicada equivocadamente de novo na edição de ontem, na página 4.
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