O leitor escreve
O leitor escreve
Pedágio
É triste e desanimador ver a situação em que se encontra o nosso País. As denúncias de roubo, corrupção, desvios de dinheiro público e abusos contra cidadãos comuns são divulgados pelos meios de comunicação com uma frequência e intensidade nunca vistos e nem imaginada por qualquer cidadão comum. E nós cidadãos paranaenses, além de tudo o que vemos no cenário nacional ainda fomos brindados com este triste episódio de reajuste dos pedágios, onde o nosso governador em atitudes arbitrárias, demonstrou sua total falta de sensibilidade, respeito e consideração para com o povo que o elegeu, atiçando seus cães treinados e policiais despreparados em cima de trabalhadores que simplesmente defendiam seus direitos mais elementares.
Custa-me acreditar que diante de tudo o que está acontecendo os nossos políticos ainda consigam dormir à noite, encarar seus familiares sem corar a face ou transitar por lugares públicos de cabeça erguida. Que democracia é esta em que o nosso papel é simplesmente eleger a quadrilha da vez?
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, comerciante, Cornélio Procópio
Polícia Militar
A respeito da notícia Homicídios vai ouvir policiais acusados da morte do travesti, publicada ontem: chega a ser irritante o tamanho do corporativismo na Polícia Militar paranaense. Na segunda-feira li na imprensa que policiais militares de Curitiba agrediram dois advogados antes de uma partida de futebol, realizada no domingo, e lá vinha o relações-públicas da PM que nem presenciou os fatos, defender com unhas e dentes os membros da corporação. Pois bem, no mesmo dia só que desta vez de madrugada foi morto por espancamento um travesti. E lá vem o oficial da comunicação social da PM precocemente defender os membros da corporação, que claramente, agiram de forma totalmente errada.
Um absurdo, policiais que deveriam estar cuidando da segurança da população, que está assustada diante de assaltos e tantos outros crimes, estarem na calada da noite extorquindo travestis. Policiais como esses deveriam ser punidos, para servir de exemplo aos demais membros da corporação. Gostaria muito de ver a Folha de Londrina/Folha do Paraná defender e valorizar os bons policiais. Aqueles que realmente agem em defesa da comunidade, mas em casos como esse onde a polícia agiu de forma covarde, totalmente errada que vocês cobrassem das autoridades competentes uma punição exemplar.
- EMERSON JOSÉ DE SIQUEIRA, Cuiabá (MT)
Horário do comércio
Esse novo horário sugerido pelo sindicato patronal faz com que os estudantes tenham que abandonar suas aulas para trabalhar. O mesmo é sugerido por lojas de departamentos, que nem mesmo deixam seu lucro no município (Loja é autuada por abrir no sábado, notícia publicada ontem). O absurdo da situação é achar que estendendo o horário do comércio irá se vender mais. O que falta é salário justo para que isso aconteça, e não horário.
- ANGELA CRISTINA DA SILVA, Londrina
Mínimo
Num país de miseráveis como o nosso, em que a superconcentração de rendas nas mãos de uma minoria, cada vez menor, é das maiores do planeta. Discutir o valor do salário mínimo, não apenas vergonhoso, mas, sobretudo, eticamente inaceitável. Estudos recentes provam que um salário decente traria enormes benefícios ao país, desmente a equipe de burocratas deste desgoverno, entreguista, mentiroso, insensível e irresponsável que aí está. O povo é o maior patrimônio de um país. Afinal, é ele que gera, que produz a riqueza que, no caso do Brasil, nos torna a oitava economia do mundo, mesmo sendo um dos países mais desumanos na distribuição de renda. Discutir o valor do salário mínimo num país de miseráveis, é, no mínimo, imoral.
- ELIO BATISTA SALÇA, São Paulo (SP)
Primeira missa
No dia 26 de abril, na semana da Páscoa, a Igreja soleniza, em Porto Seguro, Bahia, o aniversário de 500 anos da Primeira Missa no Brasil, que foi presidida por Frei Henrique de Coimbra. A celebração marca também o início da Assembléia Geral dos Bispos, que no final publicará uma Carta Pastoral coletiva levando em conta o Jubileu de 2000 anos do nascimento de Jesus e os 500 anos de Brasil.
A igreja apresenta também seu pedido de perdão por tantas falhas, erros, pecados cometidos nestes 500 anos. A colonização foi muito cruel para com os indígenas, espoliados de suas terras, desrespeitados em sua cultura, quase exterminados. E foi absurdo o trágico crime contra os negros tanto pela escravidão, como pela discriminação. Mas hoje não é menos dramática a injusta distribuição de renda, que ano a ano favorece uns poucos e deixa na pobreza e na miséria cada vez mais gente, com terríveis consequências, sobretudo para as crianças, os jovens, as mulheres e os idosos. E é grande, também, a irresponsabilidade dos que, ao longo do tempo, exploram as terras brasileiras, visando somente o lucro, não lhes importando a poluição de tudo, a desertificação e a morte de nossa rica e variada natureza.
Olhar o passado é preciso sim, desde que seja com honestidade e verdade e para tirar lições de vida para o hoje e o amanhã. Pouco adianta comemorar os 500 anos de Brasil se não tomamos sérias e práticas decisões em vista de significativas mudanças em nossa estrutura social, econômica, política, que mantém nosso país sob o domínio da injustiça, da corrupção, da violência, da discriminação, da exclusão social de milhões de pessoas e dos crimes contra o meio ambiente.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Agradecimento
Queremos enaltecer a atitude dos estudantes do 1º e 2º ano de Direito (matutino) da Universidade Estadual de Londrina, pela idéia pioneira, voltada para o social, que marcou o trote acadêmico deste ano. Numa postura inovadora, optaram pelo trote social e efetuaram um trabalho junto a comunidade, arrecadando alimentos destinados a cinco entidades filantrópicas.
Como presidente de uma entidade beneficiada por essa iniciativa, não poderia deixar de registrar publicamente os agradecimentos pela grande ajuda recebida desses jovens maravilhosos. Como também deixar nosso apelo a toda a comunidade universitária para que acompanhem esse exemplo, estendendo a mão a tantos que possuem tão pouco. Ficamos a imaginar que magnífico seria se todas as 109 entidades sociais de nosso município pudessem ser alcançadas por essa atitude tão louvável.
- CLEUSA MARLEI F. DE GODOY, presidente da Sociedade Mantenedora de Assistência (SOMA)/Creche Renascer, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





