O leitor escreve
O leitor escreve
Aposentadoria
Nós, os aposentados que recebemos um pouco mais que um salário mínimo, continuamos a sofrer a perseguição dos nossos governantes. Nas vésperas de mais um reajuste de salário, temos lido e visto nos noticiários, que mais uma vez vamos ver nossos vencimentos diminuir. Segundo os noticiários, vamos receber este reajuste somente no mês de julho, e não é sobre os R$ 51,00 não, é sobre a inflação do período! Não é de hoje que estamos sofrendo esta discriminação. Há vários anos estamos sendo roubados.
Não precisa nem ser muito inteligente para deduzir que dentro de alguns anos estaremos recebendo apenas um salário daqueles dos quais pagávamos antes de nos aposentar. Por um dever de justiça devemos aqui fazer uma ressalva ao ex-ministro Reinhold Stephanes, que na sua época deu um aumento pouco a mais do valor concedido a quem recebe um salário. Já se sucederam quatro ou cinco ministros, todos sem um pingo de sensibilidade. Se já não bastasse que no ano de 1989, termos sido injustificadamente roubados em mais de 1/2 salário; e de lá para cá, a cada ano diminuindo cada vez mais. Isto é uma vergonha nacional.
Mas nós queremos cientificá-los que de dois em dois anos temos eleições e que nós aposentados temos uma grande força eleitoral, por nós e a condição de convencimento junto aos nossos familiares e amigos.
- MANOEL FRANCISCO, Londrina
Pedágio
Os governos anteriores fizeram excelentes estradas, como por exemplo a duplicação de Ponta Grossa/Curitiba, e de Londrina/Maringá, cobrando do povo apenas os devidos impostos menos arrochados, naqueles tempos. Pergunto ao sr. Governador, ao seu secretariado e aos srs. deputados aliados representantes do povo: quantas rodovias iguais a estas os srs. fizeram e entregaram ao povo que os colocou em seus gabinetes, para terem o direito, agora, de encherem de porteiras e de concreto armado as estradas que pertencem ao povo do Paraná, espoliando à mão armada a frágil economia deste povo dócil e trabalhador? Conclamamos aos nossos verdadeiros representantes, aos deputados que estão do lado da justiça e hombridade, que se unam a nós para acabarmos com esta vergonha!
- MARIO CESAR CORDEIRO, Londrina
CPMF
Quero ter o direito, como cidadã brasileira, de não pagar o fatídico imposto CPMF. Que eu saiba, esse imposto foi criado para ser investido e melhorar a saúde do nosso País. Mas pelo que vejo e vivo no dia-a-dia, nada disso foi feito. É só mais um imposto desviado para outros fins. São filas imensas de pessoas necessitadas; hospitais abarrotados ou fechando; faltando medicamentos importantes para a sobrevivência em todas as repartições devidas; mau atendimento por falta de profissionais adequados e acúmulo de doentes nos setores a cada dia.
Onde está esse dinheiro que arrecadam dos milhares ou milhões de contas? Para onde estão levando? É mais um imposto desaparecido? Quero saber. Será que é para o mesmo lugar do 1/3 da loteria esportiva, que também era para a saúde. Nunca ninguém explicou e ninguém perguntou para onde está indo essa quantia astronômica. Quero e tenho o direito de saber e que prestem contas a mim e a milhões de outros contribuintes. Quero o meu dinheiro de volta ou o serviço de acordo.
- MARIA DAS NEVES VEIGA SILVA, professora, Londrina
Salário mínimo
O Art. 7º da Constituição garante como direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social: no inciso IV do referido artigo encontramos o seguinte: salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de atender as suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com reajustes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação para qualquer fim. Pergunto: com 151 reais é possível ter esses benefícios? A fixação desse valor não fere à Constituição, já que só a cesta básica está em torno disso?
- LUÍS GONÇALO SILVÉRIO, Londrina
Qualidade de ensino
A formação universitária é etapa de capacitação do indivíduo, não apenas para o exercício de uma profissão, mas para o desenvolvimento do saber, da capacidade de discussão e de preparação para a vida. É meio de desenvolvimento social. A universidade pública está em crise, assim como tudo o que é público neste País. O que temos presenciado é a implantação de uma política de sucateamento das universidades públicas. A cada dia são criadas e cobradas novas taxas, pois o dinheiro repassado pelo governo é insuficiente. Faltam professores, faltam livros na biblioteca, falta vontade de lutar, falta respeito com os alunos.
O Centro Acadêmico Sete de Março (CASM), do curso de Direito da UEL, está investido de todos os meios administrativos para lutar pelos interesses dos discentes do curso de Direito. Temos representatividade nos departamentos de Direito Público e de Direito Privado, e o órgão colegiado do CESA. Desde o começo do ano, alunos dos primeiros, terceiros, quartos e quintos anos estão sem professores em algumas matérias fundamentais para sua formação. Essa situação, além de estar à vista da administração, já foi denunciada pelo CASM em reunião do colegiado. Nestes pormenores, onde a administração, alunos e professores deveriam unir-se. Isso não acontece. Ressaltamos ainda que esse problema não é exclusivo do curso de Direito.
Enquando isso, a imagem que é vendida da nossa universidade é a de Universidade Triplo A, a 4ª melhor do Brasil e a melhor do Sul do Brasil. O nosso grito é pela qualidade de ensino. O fato de faltarem professores é apenas um reflexo da política de sucateamento de tudo o que é público e que pertence ao cidadão. O estudante e a sociedade não podem mais ficar alheios ao descaso com que o ensino público vem sendo tratado. Afinal, a universidade pública, e em particular, a Universidade Estadual de Londrina, não está reduzida ao espaço físico que ocupa. Ela vai ao encontro da sociedade, para servi-la. Sociedade, não feche os olhos! Estudantes, lutem! Administração una-se a nós! A hora é essa. Universidade pública, gratuita e de qualidade é uma necessidade de todos.
- ERIKA JULIANA DMITRUK, presidente do CASM, Londrina
CorreçãoA carta do presidente da Sociedade Rural do Paraná, Francisco L. Prando Galli, publicada no último domingo faz referência ao artigo Taxa de fiscalização ambiental, na verdade o autor do artigo é o advogado Bruno Sacani Sobrinho.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





