O leitor escreve
O leitor escreve
500 anos (1)
Quero que nesses 500 anos todas as crianças tenham oportunidade de estudar, de aprender o verdadeiro valor da cultura. Com estudo se aprende a viver com dignidade e não sobra espaço para a marginalidade e roubo. Precisamos também dar mais atenção aos velhinhos, que um dia foram crianças como nós. Pois neles está o retrato do Brasil.
- LAYANA CRISTINA DE OLIVEIRA, 8 anos, estudante, Londrina
500 anos (2)
Que um lar, um teto para morar seja direito de todo o cidadão. Que todos vivam com dignidade em um país tão cheio de pessoas. Que a saúde seja vista como prioridade e que tenha mais médicos para atender as pessoas. Que o sofrimento da fome não faça os jovens que foram crianças virarem ladrões e roubarem os nossos lares. Que seja investido o melhor para o estudo e as idéias novas cheguem às nossas escolas, fazendo delas melhores.
- LEONARDO FERNANDO DE OLIVEIRA, 8 anos, estudante, Londrina
500 anos (3)
Vamos fazer uma campanha para acabar com a violência do nosso País, porque o Brasil faz 500 anos e ainda existe muita violência. Num país com essa idade já era tempo da população se conscientizar que a violência não leva a nada. Se todos se unirem, podemos deixar o Brasil como modelo para os outros países.
- FÁBIO FOGAÇA, 8 anos, estudante, Londrina
500 anos (4)
Quero que os políticos sejam honestos e tenham muita disposição para mudar o nosso Brasil. Nossos jovens e o povo em geral precisam trabalhar e as crianças precisam de escola. Por isso, é preciso acabar com o desemprego, dar mais atenção aos agricultores e incentivar a educação.
- THAIS ROSE RIBEIRO, 8 anos, estudante, Londrina
500 anos (5)
São 500 anos de saque, corrupção e nepotismo: dá para comemorar?
- PAOLO MARANCA, São Paulo
500 anos (6)
Comemoramos hoje 500 anos de descobertos. Será que temos muito a comemorar? Que cidadãos somos nós que assistimos apáticos a essa gana interminável de golpes e falcatruas aplicadas ao povo brasileiro pelos políticos que nós mesmos escolhemos como nossos legítimos representantes? Que tipo de soberania possuímos se aceitamos passivos e calados aos mandos e desmandos daqueles que teoricamente deveriam defender os nossos interesses?
Nós, o povo brasileiro, parecemos estar profundamente dopados, simplesmente dizemos amém a todas estas arbitrariedades e, pior, nos acovardamos diante de tais situações. Um exemplo do nosso comportamento foi o caso dos reajustes dos pedágios, quando os caminhoneiros que formam uma classe poderosíssima, mas desunida e mal representada, simplesmente enfiaram o rabo entre as pernas na primeira reação violenta do governo.
Diariamente, vemos políticos acusados de roubo e corrupção olharem para as câmeras de TV com ar de desdém e superioridade dizendo que nada têm a ver com as denúncias e esbravejarem que vão processar quem os denuncia. Fazem isto porque sabem que jamais serão punidos, pois o comprometimento e o corporativismo de sua classe imperam acima de tudo e de todos. Como se estivessem acima da própria lei. Até quando iremos aceitar a idéia de que a única arma que o povo possui é o voto?
- LUIZ SILVIO BAPTISTA, comerciante, Cornélio Procópio
Corrupção
Recentemente, lendo a coluna semanal do Arnaldo Jabor na Folha, deparei com um artigo interessante e sem sombra de dúvida muito atual em relação à cidade de Londrina. O artigo aborda como um grande corrupto se constrói com fé e disciplina. E, lamentavelmente, temos visto cenas parecidas em nossa cidade.
Nossos políticos precisam ser acusados, pressionados e muitas vezes trapaceados, para que possam contar a verdade à população. É inadmissível que essas pessoas que trabalham para o povo e o crescimento da cidade apresentarem tal comportamento. Fica claro que a cada momento novas fraudes serão descobertas, e muitos outros ainda serão citados. Novas decepções ocorrerão.
Várias provas de corrupção já foram levantadas, e muitos de nossos representantes já deveriam estar afastados de suas funções. Mas o processo é moroso e permite tais permanências. O bom de tudo isso é que fixaremos todos estes nomes que não fazem falta nenhuma para Londrina, sejam eles políticos, empresários ou simplesmente moradores. Vamos acreditar na Justiça e nos homens de boa fé.
- ARTHUR E. PEREIRA DE SOUZA, Londrina
Advogados
A notícia Taborda quer solução para Defensoria em até 90 dias, publicada dia 17, refere-se ao rompimento do convênio da OAB/PR com o Estado para a prestação de atendimento jurídico a carentes. A reportagem menciona a paralisação dos serviços no mês de outubro de 1998. É exatamente o dia 6 de outubro, ou seja logo após a contagem dos votos da reeleição do governador Jaime Lerner. Esta importância oferecida de R$ 100 mil mensais para todo o Paraná é irrisória e absurda. Basta dividi-la pelos 400 municípios do Estado que tocará R$ 250 mensais para que todos os advogados de cada um deles preste assistência para o povo. Partindo-se deste raciocínio e que o Estado conta com aproximadamente 20 mil advogados, se todos aceitarem teremos a importância de R$ 5 para cada um por mês. É isto mesmo, apenas R$ 5. Afinal, R$ 100 mil é muito menos que ganham Marcelinho Carioca, Rincón e tantos outros por mês.
Será que a Justiça para todo um povo de um Estado não vale muito mais que isso? Já não bastam os aumentos sucessivos e absurdos das custas judiciais, serenamente contemplados pelo Judiciário, aprovados pela Assembléia e sancionados pelo governador que se curva ao lobby dos cartorários? É hora de tomar vergonha e respeitar mais a classe dos advogados. A solução é o restabelecimento do convênio nos moldes anteriores, o que custava ao Estado em torno de R$ 2 milhões por ano. Arrecadação de alguns dias do pedágio nas estradas ou de seus gastos com a mídia para promoção pessoal.
- ALFREDO LEÔNCIO DIAS NETO, advogado, Barbosa Ferraz
Correção A Secretaria de Estado da Cultura lançou um álbum de fotos e textos sobre o fandango paranaense em embalagem de CD. E não um CD de fandango como foi publicado na edição de ontem da Folha2.
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