O leitor escreve





Deficientes físicos
Mais uma vez os organizadores da Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina não se preocuparam com os deficientes físicos. Ao procurar uma vaga no estacionamento, exclusiva para nós deficientes, a vaga não existia. Estas vagas deveriam estar perto do portão de entrada do parque de exposições. Assim, se houvesse uma chuva todos poderiam correr, mas o deficiente precisa de tempo para entrar no carro e desmontar sua cadeira de rodas.
Através do deputado Samir Uchoa (São Paulo) conseguimos que fosse aprovada uma lei para estacionamento de carros dos deficientes no Brasil inteiro. E, na minha cidade não consigo fazer com que eventos importantes possuam estacionamento com vaga para deficientes. No Catuaí Shopping e no Carrefour esta lei é respeitada, facilitando a nossa difícil vida, cheia de barreiras. Quem sabe brevemente em outros eventos teremos o nosso espaço respeitado. Viveremos esperançosos para ver.
- LICIA CAMARGO FERRAZ, Londrina
Animais
Esta não é a primeira vez que alguém aborda este assunto, mas se torna necessário voltar a ele, em razão de sua não resolução. Trata-se do fato que vem se generalizando em Londrina, de encontrarmos, soltos pelos bairros, inúmeros animais. Na maior parte das vezes, eles são abandonados por moradores que se mudam e deixam para trás seus ‘‘fiéis amigos’’. Em outros casos, pertencem aos ainda moradores, mas que, ou não têm condições ou paciência para cuidá-los e preferem abrir os portões e mandá-los buscar a sobrevivência na rua.
O agravante da situação fica por conta de que não existe em Londrina um único órgão que se responsabilize pelo recolhimento destes animais e, quando se tenta um contato qualquer deles (Comurb, AMA etc.) a resposta é sempre evasiva e de encaminhamento de um para o outro, não resultando em nenhuma ação concreta.
E a quem se pede providências? A quem se recorre? É inadmissível que, numa cidade do porte de Londrina, ainda não exista um órgão público cuja ação seja o recolhimento dos animais abandonados em vias públicas. E que nós, moradores, tenhamos que regredir no tempo e munir-nos de varas e porretes para podermos garantir o nosso direito de ir e vir, com integridade física.
- NINA GRAÇA DE OLIVEIRA CARDOSO, psicóloga, Londrina
Atentado à liberdade de imprensa
O Sindicato dos Jornalistas de Londrina manifesta indignação e repúdio diante das atitudes agressivas do advogado Mauro Viotto ocorridas nos últimos dias em Londrina, num claro atentado à liberdade de imprensa. No dia 19, o advogado Mauro Viotto xingou e tentou agredir fisicamente o repórter fotográfico César Augusto, da Folha, que trabalhava na cobertura do depoimento do empresário Carlos Zavierucha (‘‘Carlos Júnior’’) ao Ministério Público. ‘‘Carlos Júnior’’, cliente de Mauro Viotto, está sendo investigado no escândalo de desvio de dinheiro público.
Esta é a segunda tentativa do advogado Mauro Viotto de impedir o trabalho da imprensa. No dia em que foram apreendidos documentos na casa de Zavierucha, dia 6 de abril, o repórter Rodrigo Parra e o repórter-fotográfico Rovilson Manieri, do ‘‘Jornal de Londrina’’, também foram ameaçados por Mauro Viotto, que queria impedir que ‘‘Carlos Júnior’’ fosse fotografado na saída do 6º Distrito Policial, para onde foi levada a documentação apreendida.
No dia 7, a foto do mesmo jornal mostrou o advogado Mauro Viotto – dedo em riste – no momento em que ameaçava os profissionais da imprensa londrinense. E edição da Folha em página interna no dia 20 – mostra mais uma vez o gesto autoritário do advogado, que tenta com agressões e xingamentos obstruir a cobertura dos fatos que envergonham a cidade de Londrina. É direito da sociedade londrinense ser informada sobre o destino do dinheiro público.
A truculência do advogado Mauro Viotto não vai intimidar nem prejudicar o trabalho dos profissionais da imprensa. Os jornalistas apenas cumprem o dever de lançar luz sobre o escândalo da Prefeitura de Londrina, esse mar de lama que envergonha a população.
- CARINA PACCOLA, presidente, Londrina
Perplexidade
Gostaria de cumprimentar o procurador Samways Neto, pelo ligeiro esboço sobre as adoráveis travessuras do Ministério Público local, bem como da CPI cabocla (‘‘A sociedade perplexa’’, artigo publicado dia 17). É certo que cinco anos de faculdade não resolvem para quem não aprendeu a tratar juridicamente das provas materiais, desconsiderando a prova testemunhal; afinal, alguém já viu um crimonoso, inclusive condenado, dizer algo que não o incrimine, já que os denunciados teriam sido seus comparsas? Prova testemunhal, no máximo pode apontar indício ou vestígios.
Acareação nunca será processualmente algo válido, pois é o que digo contra o que outrem diz, ou melhor é um diz-que-diz. Está faltando capacitação intelectual (jurídico-processual) ao Ministério Público, pois como escreve o procurador, estamos vendo dia-a-dia cada um dos acusados serem libertos pelo Judiciário paranaense.
Depois disso, só sobrou espaço para o marketing barato do governo estadual, cuja população está cansada de viver uma realidade mítica, que é do tamanho da Rua XV, em Curitiba, ou quem sabe de alguns quarteirões de bairros. Lembrem-se que depois de Requião, que deixou em seu rastro, US$ 1 bilhão, chamados Ferroeste, que ligou o quase nada ao pouco transportad, agora, como menciona o procurador, o rombo no déficit será bem mais elevado, tudo por causa de uma patolada inquisitória. Afinal, o Haiti é aqui.
- MARCOS PEDRON, Curitiba
Coluna social
Parabéns à colunista da Folha Carmen Ribeiro, de Maringá. As notícias são alegres e de alto astral. Gosto muito de ler tudo que ela escreve, pois morando longe do Norte do Paraná, gosto de saber o que acontece por aí. Continue assim, mostrando-se simpática em seus textos
- MARIZA MANESCO CARDOSO, Toledo
Correção Por um erro da reportagem, o nome do empresário e advogado Marcos Formiguieri, de Cascavel, não constou da lista de candidatos à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas publicada ontem na página 4. O empresário é candidato à vaga.
Na página 5, foi publicada incorretamente a lista das agências que cuidaram da publicidade do governo do Paraná nos últimos quatro anos. Os nomes corretos são: Master Comunicação e Marketing; Mercer Comunicação Publicitária; Opus & Múltipla Propaganda e Fischer America-Headds.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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