O leitor escreve





CPIs
Com os últimos episódios, principalmente o da criação simultânea das cinco CPIs, a Assembléia Legislativa do Paraná demonstra, mais uma vez que continua vergonhosamente nos rastros do seu mestre maior, Aníbal Khury, de infeliz memória, agindo como extensão do Palácio Iguaçu, avalizando as mesmas palhaçadas e tripúdios, num verdadeiro conluio em cima do povo que os elegeu.
Nem mesmo a explosão escandalosa provocada pela passagem da CPI do Narcotráfico, despertou a vergonha na maioria dos deputados aliados ao governo. Sempre que algo de bom acontece em ambos os poderes, os méritos são atribuídos à genialidade e competência dos atuais mandatários, enquanto tudo o que ocorre de errado é atribuído à incompetência ou desmandos de governos anteriores. É inconsistente, incoerente, cínica e cretina essa perene justificativa ‘‘no governo tal também se fazia assim...’’ Primeiro, que um erro não justifica outro. Segundo que, quando a população escolhe um novo governante, o faz exatamente porque não quer ver os mesmos erros repetidos.
Ao admitir que os pratica porque outros o fizeram, o governo e a Assembléia estão por si só admitindo sua própria ineficácia, sua incapacidade e, sobretudo, sua falta de seriedade. Como tal, só lhes resta uma alternativa: admitir que foram artífices de um engodo demagógico e renunciar ao cargo. Porém, como não acreditamos que haja essa dignidade, nem que o caráter seja mais forte que a avidez do poder, resta-nos aguardar o fim do mandato.
Que fazer, agora que foram aprovadas cinco CPIs a um só tempo? Já que aprovaram, que mostrem serviço. A sociedade precisa mobilizar-se no sentido de exigir que essas CPIs sejam levadas a sério e que apontem os resultados desejados, sem desculpas de ‘‘excesso’’ de trabalho, pois quem as aprovou foram eles mesmos, portanto, nada mais coerente que cumpram o que se propuseram a fazer. Esta será uma exigência autêntica e justa, até por uma questão de apoio às brilhantes iniciativas dos nobres representantes do povo. ‘‘Povo que não tem memória não tem identidade’’ e essa identidade deve se alicerçar nas coisas boas e relevantemente positivas do passado, caso contrário, consolidar-se-á numa identidade podre e decadente. Isto não podemos admitir, para bem nosso e dos nossos filhos.
- JOSÉ L. PETRI, professor, Ibiporã
Abuso
Isso não pode continuar. O povo brasileiro tem que acordar. O abuso nos ofende. Onde está o cidadão crítico neste País? E por onde andam os políticos que durante suas campanhas, diziam acabar com esta roubalheira? Pergunta inocente! Acredito que ainda podemos fazer algo por este País. Convido o povo brasileiro a se negar a qualquer eleição, seja ela para vereador, seja ela para presidente.
Somos donos deste País e, no entanto, somos governados por pessoas sem integridade; pessoas que não nos respeitam, uma vez que nela confiamos como representantes de nossas necessidades; pessoas que se tornam insensíveis aos nossos propósitos quando prometidos por eles durante as campanhas. Façamos do nosso País a nossa casa, lugar de respeito. Vamos resgatar o que nos pertence. Sustentamos esta Nação e não recebemos nem sequer o respeito de um cidadão digno, inclusive no que se refere a questões de sobrevivência. Não podemos e não devemos continuar sustentando políticos desonestos. Somos a maioria.
Senhor governador, a partir deste instante eu o chamarei de ‘‘voc꒒ pois assim como eu o elegi, não o considero mais o nosso governador. É meu direito como cidadã neste País. Não posso compactuar com este abuso do pedágio. Também não preciso de dados estatísticos para entender que este aumento concedido seja necessário. Que o povo se lembre de que o pedágio aumentou de R$ 1,80 para R$ 4. É simplesmente um roubo.
- IZILDA TEIXEIRA RIBEIRO RAGAZZI, professora, Londrina
Sindicalismo forte
Muito feliz o editorial da Folha do dia 12, que frisou o sindicalismo como saída para preservar a dignidade e liberdade do trabalhador. O sindicato, legitimado por sua base, realmente é a única forma de defesa do trabalhador em um país marcado por abismos salariais e pelo desrespeito às leis trabalhistas. Tudo pode, desde que seja em benefício do empregador: jornada dupla, horas extras compensadas, salários congelados etc.
Não se pode permitir que em nome de um falso ‘‘liberalismo econômico’’ se coloque em risco as conquistas de anos de lutas e negociações. O sindicato precisa mudar sim! Assim como a visão dos empresários e executivos brasileiros, que ao primeiro sinal de crise demitem trabalhadores para preservarem o lucro. O trabalhador é o diferencial positivo das empresas modernas, que se preocupam e investem cada vez mais na qualidade de vida de seus funcionários. Esperamos que este editorial, que reflete o posicionamento do jornal, esteja também sendo aplicado aos seus quadros funcionais e não sejam apenas palavras jogadas ao vento em busca de simpatia do leitor.
- REGINALDO CESAR DE CAMPOS, diretor-secretário do Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Gráficas e Empresas de Jornais e Revistas de Londrina e Região (Stigjor)
Brasil, 500 anos
No ano de 1500, o navegador Pedro Álvares Cabral descobria o Brasil. Terra nativa, muito verde, muitos índios, muitas riquezas. Atraídos por estes atributos, nossos colonizadores começaram a explorar nossas terras extraindo nossas riquezas de valor inestimável, sendo que o benefício tirado em nada era revertido para ajudar a nova terra descoberta pelo navegador português.
Mas, mesmo diante de todas as dificuldades sociais-econômicas que foram adquiridas ao longo destes 500 anos, o brasileiro não se deixou abalar. Somos com certeza um dos países mais belos do mundo. Nossas belas mulheres, nossas belezas naturais que atraíram Dom João na época do império, ainda continuam a encantar o mundo. Nosso povo possui alegria e carisma incomparáveis, com um sorriso de quem apesar das dificuldades tem o prazer de ser brasileiro. E comemorar a cada dia este fato. Somos o País da alegria, do Carnaval, do boi-bumbá, do sertanejo, da Garota de Ipanema, somos o País da alegria. Pena que nem tudo é perfeito. Ao contrário da alegria e simpatia dos nossos brasileiros, estão os maus administradores e políticos que não incorporam o espírito de ser brasileiro. Exploram o povo como fizeram os nossos colonizadores.
Porém, uma coisa é de se exaltar: como é gostoso dizer que somos brasileiros e que podemos comemorar os nossos 500 anos. O maior presente que podemos oferecer a esta terra é aumentar a cada dia nosso patriotismo, lutando para que o Brasil que tanto amamos se torne cada vez mais uma nação desenvolvida.
- FRANCISCO A. BONI, estudante, Santa Cruz do Monte Castelo
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