O leitor escreve
O leitor escreve
Exposição
Há um ano, mandei um e-mail para esta coluna reclamando da necessidade do uso da carteira estudantil para podermos ter o direito de pagar meia entrada na Exposição Agropecuária e Industrial de Londrina e também do alto preço (R$ 15 no caso de universitários) que éramos obrigados a pagar, caso quiséssemos tê-la, sendo que tínhamos outros meios mais baratos para comprovar que éramos estudantes. Um ano se passou e pouca coisa mudou, apenas o preço foi para R$ 12. Então resolvi fazer a tal carteirinha de estudante. Só que quando resolvi usá-la, sábado último na exposição, deparei com uma longa fila, creio que mais de 400 pessoas. Já que tinha pago a carteirinha não iria agora perder meu direito de poder usá-la. Fiquei uma hora e 40 minutos na fila.
Será que quem organiza a exposição não poderia ao menos ter bom senso e colocar em todos os guichês e nos postos de vendas a meia-entrada, que está disponível à venda em apenas 30% (não tenho total certeza, talvez seja até menos) dos guichês da exposição. Será que isto ocorre pois quem está vendendo os bilhetes não tem capacidade para diferenciar a meia-entrada da entrada inteira e poderá se confundir? Ou será que os organizadores querem mesmo é que ao depararmos com a enorme fila resolvamos desistir de enfrentá-la e optamos pela entrada inteira? Fica aqui a minha pergunta.
Espero que isto mude, pois realmente é lamentável ficarmos tanto numa fila sendo que os demais guichês estão praticamente vazios. E caso não seja possível resolver este enorme problema, que ao menos os organizadores tenham sensibilidade e coloquem mais seguranças para controlar as filas para meia-entrada, visto que o número de pessoas espertas que as furam ainda é muito grande e isto causa uma maior demora.
- ANDERSON C. SOUZA, Londrina
Hepatite
Como leitor diário da Folha nos dois últimos anos, tenho constatado nas reportagens referentes a doenças erros de conceituação que não podem mais ser perdoados. Este jornal goza de grande prestígio no Paraná pelo seu bom desempenho jornalístico e justo por isso tem obrigação de melhorar a cada dia que passa. Na primeira página da Folha de domingo (dia 9) está estampada a manchete: Paraná passa por endemia de hepatite. O Paraná deve de ser um Estado onde as hepatites B e C são endêmicas, mas se os níveis de infecção estão tão elevados é mais provável que esteja tendo uma epidemia.
Uma doença é considerada endêmica quando sua incidência permanece constante por vários meses ou anos. Contudo, quando a incidência ultrapassa a esperada, tem-se uma epidemia. Às vezes pode-se considerar um único caso de uma doença qualquer uma epidemia. O surgimento de um único caso de varíola no Brasil hoje seria uma epidemia. Sem mais, espero que possa estar dando minha contribuição para que este jornal venha a ser cada vez melhor.
- UESLEI TEODORO, professor universitário, Maringá
N.R.: O médico entrevistado na reportagem, o hepatologista Fernando Vieira de Souza, responde: Os dados publicados são do Hemocentro/HU de Londrina, onde se observam índices elevados em doadores de sangue comparados com outras regiões do País. Concordo que um caso de varíola seria considerado uma epidemia ou um surto epidêmico, dependendo da região onde foi confirmado o primeiro caso, pois é uma doença de alta infectividade e transmissibilidade que se encontra erradicada do Planeta. As hepatites virais B ou C são doenças que podem evoluir para formas crônicas, as quais no primeiro momento não manifestam sintoma algum, porém, com o passar dos anos podem comprometer a arquitetura hepática e os sintomas aparecerão. Até então, indivíduos portadores destes vírus eram considerados saudáveis e provavelmente foram fontes de perpetuação da doença. Desta forma, posso afirmar que o Estado do Paraná é endêmico para os vírus B e C, baseando-me nos dados do Hemocentro que ano após ano identifica doadores soropositivos para estes vírus, mantendo este percentual em níveis elevados. Não só o Hemocentro, mas outros bancos de sangue confirmam estes dados.
Internet
Segundo pesquisa realizada pela Universidade de Stanford (EUA), a Internet está isolando as pessoas, provocando o crescimento da solidão e o enfraquecimento dos laços afetivos. Os meios de comunicação, de uma certa forma, têm contribuído, ao longo do século XX, para um distanciamento dos indivíduos, porque diante da televisão e da Internet, conversa-se menos e não há o calor das trocas de idéias que o contato pessoal pode oferecer.
O que nos difere das máquinas é a nossa capacidade de expressar vontade própria, de sermos criativos e imprevisíveis na manifestação dos nossos pensamentos e sentimentos. É isso que nos torna interessantes e nos dá uma riqueza peculiar. Nada pode substituir a riqueza do contato pessoal. Por isso que a comunicação autêntica é aquela que realmente nos marca, transforma-nos e nos realiza como criaturas humanas.
A crítica a esse fenômeno de isolamento não quer dizer, necessariamente, que a Internet não tenha aspectos positivos. Pelo contrário, ela pode ser um extraordinário instrumento de integração entre as pessoas, se ela não se tornar escrava do comodismo, alienada pelo consumismo e prisioneira do egoísmo. A Internet pode ser um poderoso meio de intercâmbio, se conseguir levar as pessoas a se aproximarem mais, a estarem mais abertas, a se procurarem mais, a terem mais tempo livre uma para as outras, principalmente um tempo mais livre para o lazer.
A sociedade deve estar atenta para isso, se quiser sobreviver e não ser devorada pela patologia da solidão. O homem é um animal social, já dizia Aristóteles. Só se realiza em comunidade, em relação direta uns com os outros, relação esta que deve ser sempre aperfeiçoada, até alcançar a harmonia possível que garanta a paz para todos. A Internet, enfim, para cumprir um papel humanizador, deve estar a serviço da vida.
- VALMOR BOLAN, Santo André (SP)
FGTS
Sobre a notícia Derrota no STF implica rombo de R$ 70 bi à União, publicada ontem: nós trabalhadores brasileiros estamos cansados de más notícias, como o governo alega não ter recursos para o pagamento dessa defasagem sendo que assistimos diariamente notícias de corrupção, desvio de verbas, privatizações irregulares e mesmo salvamento financeiro de bancos falidos. Dinheiro destinado à saúde e à educação quase sempre não chega ao destino correto, e agora quando surge uma oportunidade do trabalhador ter uma compensação de anos trabalhados o governo diz que não tem dinheiro?
Em nome de toda classe trabalhadora peço à Folha uma investigação profunda a respeito desse assunto, pois este jornal tem acesso a informações e pode debater o assunto em defesa do trabalhador, pois somos uma classe desamparada onde nem os sindicatos auxiliados por grandes advogados conseguem algum benefício.
- DORIVAL DE ASSIS, Londrina
Correção - Foto da chamada Jogo duro, na primeira página de ontem, é de César Augusto.
- Programação de TV publicada na página 2 do Caderno Folha2 de segunda-feira repetiu equivocadamente a de sábado.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





