O leitor escreve





Protesto
Na verdade, a secretária da Educação é oportunista. Ela usa o fato de que este é um ano eleitoral para justificar a insatisfação dos professores e funcionários, mas esquece que os rendimentos dos servidores não são reajustados há anos (‘‘Professores fazem dia de protesto no PR’’, notícia publicada ontem). O protesto não tem propósito político como afirma a secretária, e sim uma questão de educação. Além do mais, vemos claramente que os nossos belos políticos só fazem alguma coisa nos seus últimos 12 meses de gestão, por isso, esse é realmente um bom momento para reivindicar melhorias na qualidade da educação do nosso povo.
- COSMO D. SANTIAGO, Curitiba
Salário mínimo
Em seu artigo ‘‘Mínimo só interessa ao governo’’, publicado ontem, o sr. Miguel Ignatios incorre num erro normalmente praticado por nossas lideranças políticas: confunde estoque com fluxo de recursos. Dívida junto ao INSS se recebe uma vez, e pronto. O pagamento de salário mínimo é permanente. Os políticos também costumam propor cortes no orçamento de um determinado ano para financiarem suas propostas de aumento de despesas permanentes ou que duram vários anos. Ao afirmar que o governo quer ‘‘arrecadar mais e consolidar o superávit’’ e o setor privado ‘‘retomar o crescimento, mantendo a estabilidade’’, o nobre articulista contribui para o discurso demagógico que tomou conta de nosso País: ‘‘FHC e Pedro Malan devem ter feito algum pacto com o diabo e somente desejam o mal para o País e a desgraça dos pobres brasileiros’’ é a opinião de um leitor sobre o salário mínimo.
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo (SP)
Receita Federal
A respeito da notícia ‘‘Fiscais da RF ameaçam iniciar greve no dia 25’’, publicada dia 6/4: é necessário dizer ao público que o salário dos auditores fiscais da Receita Federal está em R$ 425,00, isto para quem está no topo da carreira, e que a reivindicação é para o aumento do salário-base. Além de levar as notícias ao público, é preciso levar também a verdade dos fatos.
- MARIA LÚCIA PINHEIRO, Curitiba
AMA
Tenho acompanhado com apreensão o desenrolar dos acontecimentos envolvendo a Autarquia Municipal do Ambiente (AMA), cuja imagem vem sofrendo desgaste, motivado pelas denúncias de corrupção praticadas por alguns diretores da autarquia. Embora tenha sido o estopim que detonou as denúncias de corrupção na atual administração municipal, o rombo nos cofres públicos perpetrado por diretores da Comurb foi muito maior do que o ocorrido na AMA. Mesmo assim, inexplicavelmente, algumas das atribuições da AMA foram transferidas, equivocada ou propositadamente para a Comurb. Dias atrás lendo a Folha de Londrina de 25/3, de apreensivo, fiquei estarrecido com a notícia de que o vereador Célio Guergoletto protocolou projeto de Lei propondo a extinção da AMA.
Há, nessa atitude, no mínimo um equívoco do vereador, já que a situação em que foi colocada a autarquia é fruto da má administração ou da má-fé da diretoria afastada e não da totalidade de seus funcionários e de seu quadro técnico. Convém lembrar que a criação da AMA foi fruto de uma intensa luta nessa mesma Câmara, em gestões passadas, luta que dotou a cidade de Londrina de um conjunto de Leis que atenderam às diretrizes da Política Nacional do Meio Ambiente, instituída pela Lei Federal 6938/81 e aos pressupostos da Constituição Federal de 1988.
Em sua breve história de existência a AMA, através de suas primeiras diretorias e de seu quadro técnico, do qual me orgulho de ter feito parte, junto com os colegas concursados em 1995 e demais funcionários, criou uma cultura de política ambiental municipal, adequada à realidade de nossa cidade, e a partir daí passou a desenvolver um trabalho correto que vinha direcionando as ações de caráter ambiental, em conjunto com outros órgãos da administração como o IPPUL, por exemplo.
Propor a extinção da AMA, significa um retrocesso lamentável para o município, significa caminhar na contramão do que preconiza a Política Nacional do Meio Ambiente. É o caso de se propor exatamente o contrário, isto é, restituir as funções retiradas da autarquia devolvendo todas as suas atribuições originais, sob pena de condenarmos o município a um atraso de no mínimo cinco anos até se conseguir novamente constituir um corpo técnico com uma cultura consolidada do que seja a política ambiental municipal. Essa sim deveria ser a bandeira empunhada pela Câmara Municipal através da Comissão de Meio Ambiente daquela casa.
- WLADIMIR CESAR FUSCALDO, professor universitário, Londrina
Pedágio
Estou me juntando ao coro dos descontentes com as novas tarifas dos ‘‘pedágios’’ no Paraná. Viajei a São Paulo no último final de semana e pude comparar ‘‘nossas’’ novas tarifas com as praticadas naquele Estado. O pedágio mais caro da rodovia Castelo Branco custa 4,80 reais, ao passo que no Paraná o valor é de 4,00 reais. Acontece que na Castelo só pagamos no sentido São Paulo–Londrina, ou seja, o custo de ida e volta é 4,80 ao passo que no Paraná o custo é 8,00 reais porque é cobrado nos dois sentidos.
Não bastasse isso, as diferenças se tornam mais absurdas quando comparamos a qualidade dos serviços prestados. Na rodovia Castelo Branco é pista dupla em toda sua extensão e em muitos trechos são três pistas e dois acostamentos em cada sentido. No Paraná é uma pista única que só se amplia perto dos pedágios. Em muitos trechos não tem nem acostamento e há problemas até com a pintura das faixas. Precisamos rever com urgência os contratos de concessão praticados pelo governo do Paraná. Não faz sentido este último aumento sendo que o serviço prestado continua precário.
- PAULO WESLEY, produtor musical, Londrina
Embratel
Gostei muito da reportagem ‘‘Usuários acusam Embratel de cobrar ligações já pagas’’, publicada dia 31/3. Na minha conta telefônica deste mês vieram cobranças desde o mês de outubro. Liguei muitas vezes para tentar resolver, mas como não sou uma pessoa importante falaram que não podiam fazer nada. Espero que o jornal continue prestando esse tipo de serviço.
- KARLA ONISHI, Londrina
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