O leitor escreve





Turismo
A instalação da Central de Informações Turísticas de Londrina e do Escritório Regional do Paraná Turismo na Casa do Papai Noel, construída pela Associação Comercial e Industrial de Londrina, às margens do Lago Igapó, representa importante conquista para o município. O estímulo e o trabalho profissional competente na área de turismo são um investimento estratégico cujo retorno é seguro e duradouro.
Londrina vem se fortalecendo como centro de turismo empresarial e de eventos ao longo dos últimos anos e, agora, ganha as condições necessárias para fazer crescer o turismo rural e de contemplação. Para a ACIL, que ousou construir a Casa do Papai Noel, com recursos de seus filiados ainda na administração do presidente Abílio Medeiros Júnior, a destinação final do imóvel não poderia ser mais feliz.
Desde que a Casa do Papai Noel foi inaugurada, no Natal de 1996, como a maior atração da campanha Londrinatal, a grande meta da associação era transformar Londrina numa referência em festa e decoração natalinas. O número de visitantes de outras cidades surpreendeu a todos e orgulhou os londrinenses. Foi um marketing inédito na história do município, reconhecido até em outros países.
A ACIL, como entidade e representante da classe empresarial, cumpriu o seu papel de dar início a um atrativo especial para Londrina. E também honrou o compromisso de repassar ao poder público municipal a administração da Casa do Papai Noel, conforme havia anunciado em sua inauguração. A cerimônia realizada pela Companhia de Desenvolvimento de Londrina (Codel), na última terça-feira, foi uma espécie de desfecho da missão assumida pela ACIL em 1996. Mesmo que a entidade não tenha sido sequer citada durante o evento – contrariando a mais elementar regra do bom senso e a presença de três de seus diretores – a ACIL parabeniza a Codel e o município pela instalação, na Casa do Papai, dos dois órgãos de turismo.
- VALTER LUIZ ORSI, presidente da Associação Comercial e Industrial de Londrina
Esqueceram de mim
Conforme matéria da Folha de 30/3 o governo do Estado afirma que os professores universitários tiveram desde 1995 um aumento de 140% além de ter implementado o plano de carreira em 1997. Acho que se esqueceram de mim. Em março de 1995 o meu salário básico era de R$ 493,33, e em março de 2000 o salário básico é de R$ 726,66. Ou houve informação errônea ou desaprendi a ‘‘fazer continhas’’.
Quanto ao implemento no plano de carreira em 1997 houve o chamado ‘‘inventivo de mérito’’ que dava um aumento percentual de acordo com a titulação do docente. Possuo o título de ‘‘especialista’’ concedido pelo órgão máximo de ondontologia – Conselho Federal de Odontologia juntamente com o Ministério do Trabalho desde 13/2/86. Acontece que o governo do Estado não reconhece esse título. Pode?!
- MARIA HELENA KLEY VAZZI, professora universitária, Londrina
Eleitores
Temos a grata satisfação de comunicar que, nesta data (dia 22), ao término do expediente do Cartório Eleitoral desta comarca, foi cadastrado o eleitor de número 22.104. O número de eleitores, em outubro de 1996, na comarca de Ortigueira, era 17.810. Houve, pois, um aumento considerável do nosso colégio eleitoral, que chega quase a 25%. O esforço da nossa administração em evitar o êxodo rural e urbano para outros centros, dando melhores condições de trabalho aos munícipes, deve ter sido o fator preponderante para alcançarmos o atual quadro de eleitores, que consideramos um êxito diante das atuais circunstâncias dos demais municípios brasileiros.
- GERALDO MAGELA DO NASCIMENTO, prefeito municipal de Ortigueira
História
Hoje existe uma grande preparação para os festejos dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil pelos portugueses. Num futuro próximo a história será contada de modo diferente. Antes da conquista dos portugueses aqui já viviam povos há pelo menos 12 mil anos. Os outros anos, além dos 500 anos, são uma longa história que deve ser redescoberta ainda. Podemos dizer que hoje se festeja a partir dos 1.500 anos depois de Cristo. Os indígenas olham por exemplo para as culturas de Tlatico no México, 1.000 a.C, ou para as pirâmides do povo Maia no México há 2.500 a.C, para as culturas de San Augustin na Colômbia.
Haja vista, a cultura inca do Peru na vizinhança do Brasil. Havia intercâmbio com certeza com os indígenas do Brasil. Olhemos para as civilizações de Marajó, de Santarém, dos Tapajós da Amazônia brasileira. A urna funerária marajoara nos conta da fé desses povos numa vida além da morte.
Temos civilizações antigas como os sítios de Pedra Pintada, na Amazônia entre 10.000 e 11.000 anos, Pedra Furada, no Piauí entre 14.300 e 15 mil anos, ou Lagoa Santa em Minas Gerais, há 12 mil anos, onde se encontram os vestígios dos primeiros habitantes deste continente. A história dos indígenas não faz parte da história do Brasil, apenas como folclore e que havia índios antes da vinda dos portugueses.
Mesmo a história dos bandeirantes, assassinos de índios é mal contada, como vemos na minissérie da TV Globo. Os livros de história consideram apenas desde a vinda de Colombo e Cabral para as Américas, chamam o antes como ‘‘pré-história’’ sem muito valor. Porém, o que significam os 500 Anos desde Cabral contra os 12 mil anos de Lagoa Santa? Muito se fez nestes 500 anos, mas muito resta ainda a fazer em favor do povo brasileiro. É descobrir o ‘‘antes’’ dos últimos 500 anos de colonização.
- Pe. NATALÍCIO JOSÉ WESCHENFELDER, paróco da catedral de Palmas (PR)
Desrespeito
Parabenizamos o advogado Romeu Sacani Sobrinho pelo excelente artigo publicado dia 24 de março e também à Folha de Londrina/Folha do Paraná por abrir espaço à denúncia e mais um ato de desrespeito com os contribuintes. O sentimento que moveu o advogado a manifestar publicamente sua opinião deve nos servir de exemplo. Não podemos nos calar diante de abusos como a criação de mais uma taxa.
- FRANCISCO LUIZ PRANDO GALLI, presidente da Sociedade Rural do Paraná
Ufa, que susto!
Na sexta-feira (24) tomei conhecimento de que no Fantástico de domingo passado seria levada ao ar reportagem sobre uma cidade do interior do Brasil que era a campeã da corrupção. Pensei com meus botões: só pode ser Londrina. Que tipo de repercussão essa reportagem traria? No domingo tive conhecimento de que se tratava da cidade pernambucana de Oricuri, ou semelhante. Que susto! Londrina teria tudo, ou o pior, para expor aos telespectadores, além da pequena Oricuri. Devemos patentear nossa preocupação com os destinos da cidade, pois seria muito difícil manter a posição de uma das maiores índices de corrupção e seus governantes permanecerem impunes. Tenho que concordar com Arnaldo Jabor, que ironicamente afirmou que corruptos suspeitos encontram-se protegidos pelo manto do Poder Judiciário.
- CARLOS HENRIQUE SCHIEFER, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

mockup