O leitor escreve
O leitor escreve
Pedágio (1)
Senhores deputados aliados ao governo: o povo paranaense está cansado de tanto pagar imposto. Nós só queremos exercer o nosso direito de protestar, por algo que achamos errado! Vocês foram eleitos para defender nossos direitos e não para nos prejudicar. Se for para vir para o Interior defender o pedágio, podem ficar aí mesmo. Não queremos ouvir mais falar em aumento de impostos, enquanto temos uma aumento de R$ 15,00 no salário. Vocês defendem um aumento de mais de 100% para o pedágio e ainda acham justo? E o IPVA que vocês anteciparam, nós não esquecemos! Se o governo defende tanto o aumento do pedágio, por que reduziu os valores nas vésperas da eleição?
- AGNALDO BATISTA NUNES, Cornélio Procópio
Pedágio (2)
Governador Jaime Lerner: há anos vi o desenho do Anel de Integração. Votei no sr. por causa daquele desenho. Por que não nos contou que o seu projeto era cobrar para trafegar em uma estrada de pista única? Já que o senhor resolveu drenar recursos de todo o Estado para o feudo curitibano, por que ainda vem a público dizer que o pedágio do Paraná é o mais barato do País? Governador, por favor atenda os pedidos deste seu eleitor: desfaça a concessão das estradas paranaenses. Devolva todo o dinheiro do pedágio (guardo todos os recibos). Duplique a estrada antes de cobrar (se o sr. não sabe como fazer isto, cruze a divisa com São Paulo e veja o que está sendo feito logo ali em Ourinhos).
Fazendo isto, a gente ficaria pelo menos igual ao resto do País. Se o sr. quisesse, realmente, ser justo, lembraria que o IPVA nada mais é do que o TRU (Taxa Rodoviária Única) com outro nome e portanto pedágio significa taxação dupla. Ou seja, pedágio é roubo, como se vê frequentemente nos carros do nosso Estado. Sabe governador, não sei como são as coisas aí no feudo, mas aqui no Norte a gente paga o leite e leva na hora. Ninguém aqui paga o leite hoje para levar um dia talvez.
- EFRAIM RODRIGUES, Londrina
Pedágio (3)
Concordo inteiramente com a cobrança do pedágio, desde que fosse de uma forma justa. Como exemplo: deveria ser cobrado um litro de óleo por eixo e nada mais. Os caminhoneiros já arriscam suas vidas nas estradas com essa violência absurda. Trabalham hoje para pagar o que comeram ontem.
- ROBSON LUIZ DAVINI, Campo Mourão
Pedágio (4)
Até quando vamos viver num país onde a voz do grande capital fala mais alto? Para os ladrões que campeiam nesse humilde e humilhado país, aplica-se a mais escandalosa impunidade. Também, quem tem a legítima lisura de ações para punir alguém? São todos gatos do mesmo balaio. Quando uma parcela de um segmento tenta cobrar justiça pelo que é tirado diariamente do bolso de centenas de brasileiros, por grupos que nem sabemos mais que origem têm, aí só resta uma solução: a polícia. O valor do pedágio continua o mesmo, as estradas não sei!
- ANTONIO VIEIRA, Campo Grande (MS)
Walmor Macarini
Em relação ao artigo Caminhoneiros em legítima defesa, do sr. Walmor Macarini: quero parabenizá-lo pela aula de cidadania que dá em nosso governador. Viaje muito, mas faça o que o povão de lá faz, ou seja, use os meios de transporte, veja como funciona o pedágio: não quer usar o que construímos, use a estrada velha construída com o dinheiro do povo, e por aí vai. Com a falta de cultura dos nossos governantes, e nisto incluo não somente o governador, mas a lista é grande, eles deveriam copiar o que se cria lá fora, onde as pessoas são mais exigentes e não se deixam enganar dando de mão beijada o que foi construído com nosso trabalho.
Tolos são eles em pensar em imediatismo: aumentam nossos impostos, oferecem serviços públicos cada vez piores, dão nossas propriedades aos outros, e não pensam que seus filhos, netos, ou eles mesmos. Ao deixar o poder, também sofrerão consequências do que fizeram no passado. Que o bom senso e a justiça prevaleçam!
- JAIME C. SILVEIRA, Maringá
Peregrinação
O papa João Paulo II realizou a sua 91ª viagem apostólica, considerada a mais difícil de todo o seu pontificado. A viagem à Terra Santa foi preparada há muito tempo pelo papa, que a considera talvez a mais importante de todas as que já fez pelo mundo inteiro. O papa caracterizou a viagem como peregrinação espiritual, e muito significado possui estar correndo no Grande Jubileu no ano 2000.
João Paulo II reforça o sentido espiritual de sua viagem para não deixar que os aspectos políticos encubram e apequenem o valor de sua peregrinação pelos locais onde nasceu, viveu, morreu e ressuscitou Jesus Cristo. O papa sabe das dificuldades que teve para realizar esse grande sonho, não só pelo contexto político local a aparente insolúvel questão da paz no Oriente Médio mas também pela sua debilitadíssima saúde.
O processo de paz em Jerusalém tem sido construído com imensa dificuldade não apenas por uma ou mais lideranças, mas por um conjunto de pessoas e instituições que desejam ardentemente que não haja mais diferenças e discórdias entre os povos e que possamos assistir ao convívio pacífico de culturas diversas, tendo como referencial a paz como valor supremo. O papa sonha com uma civilização do amor que tenha um rosto humano, aberto ao diálogo, à compreensão, à esperança.
O papa quer mostrar que a Igreja Católica, purificada de seus erros cometidos no passado, quer afirmar seu lado santo e oferecer a ponte com o divino, a partir de uma experiência concreta de amor e solidariedade. A civilização do amor, defende o papa, será construída não apenas por uma ou outra religião, mas por todos os credos efetivamente comprometidos em garantir uma vida digna para todos.
- VALMOR BOLAN, Santo André (SP)
Correção O nome do comerciante condenado a seis anos de prisão pelo júri popular de Cornélio Procópio, por ter assassinado a modelo londrinense Loanda Marly Milani, foi grafado incorretamente no último parágrafo da reportagem publicada na edição de ontem (página 4, caderno Folha Cidades). Conforme escrito em todos os demais trechos da reportagem, o nome do condenado é Antonio Marcos Mantovani.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





