O leitor escreve
Batata frita
Ouvi e vi o governador Christovam Buarque, de Brasília, contar ao jornalista Roberto DAvila uma estória deprimente, verdadeiro ultraje ao ser humano. Não disse onde tem acontecido nem se ocorre com frequência. Pela gravidade do fato, merece ser contado aqui para que o notável Ruy Fabiano, lá de Brasília, nos diga como é, na amplitude e no descalabro ético, essa brincadeira de jovens riquinhos jogarem batatinhas fritas para meninos e jovens pobres.
Disse Buarque que, em certos lugares, jovens ricos, quando comem hamburgueres e batatas fritas, brincam de jogá-las no chão, em punhados, para que crianças e jovens pobres as apanhem para comer. Pelo visto essa brincadeira, de descomunal falta de ética e de sentido do humano, tem sido feita em bares chiques de Brasília. O governador Buarque, do alto da sua importância, contou esse fato sem especificar locais e frequência.
Fiquei perplexo ao ouvir isso porque, à maneira dos que atearam fogo no índio Galdino, esses riquinhos demonstram a mais absoluta insensibilidade diante de crianças e jovens que, com fome, são capazes desse ato de humilhação ao se lançar como cães famintos aos pés desses jovens mais abastados, que vivem verdadeira apartação social, como disse Buarque de Holanda. Certamente essa não é a Brasília com que Niemayer sonhou, nem com que JK imaginou resolver o problema do Brasil pela integração nacional. A estória contada pelo governador envergonha o Brasil e, de maneira maior, os jovens afluentes de Brasília.
- JORGE BALEEIRO DE LACERDA, Francisco Beltrão
Educação à distância
Estamos diante do caos educacional. As escolas não conseguem mais cumprir com suas finalidades. Professores mal remunerados, sem condições de trabalho. Alunos desmotivados, conteúdo curricular desvinculado da vivência real dos alunos e da sociedade que os aguarda. O índice de evasão escolar é extremamente alto. Os governos tentam mascarar números, mas a verdade é uma só: a escola pública está caindo de podre. Em meio a esta negra perspectiva surgem sugestões interessantes e eficazes. A Educação à Distância (EAD) é uma delas.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), nº 9.394, de 1996, sancionada em 20/12/96 EAD artigo 80, contempla uma série de perspectivas e demonstra a função social da EAD. É preciso qualificar melhor a população para o trabalho em virtude dos avanços tecnológicos. O perfil que se espera do trabalhador do século 21 é a criatividade, indivíduos questionadores e competentes. A revolução tecnológica veio para ficar e trouxe no seu bojo alterações profundas nos comportamentos sociais. A lástima é que tais alterações não chegaram ainda aos burocratas educacionais, que não conseguem visualizar um novo ensino aos nossos alunos.
A EAD busca nessas alterações sociais sua auto-afirmação e procura de forma incisiva a democratização e socialização do saber, atingindo um público maior e possibilitando sua capacitação contínua. Não basta elaborar projetos de curto alcance para a EAD. Em primeiro lugar é preciso acreditar na EAD e, a partir daí, estabelecer um projeto de abrangência nacional, onde se envolva a estrutura educacional já existente e a sociedade de modo geral.
- PAULO NEGRI, professor em Londrina
Preconceito
Sensibilizado com a atenção carinhosa de Elisiê Peixoto, em nome da
Folha,no lançamento da campanha A convivência afasta o preconceito, em prol da integração total do deficiennte mental na comunidade, agradecemos a demonstração de cidadania e preocupação com o bem-estar do próximo, exemplo para nossos jovens e fator multiplicador do ideal da nossa campanha.
- ALCEU LOURES MACUCO, diretor do Colégio Maxi, Londrina
A nova Folha
Com muita satisfação e alegria parabenizo a diretoria e redação da Folha pelo novo visual gráfico e editorial do jornal. Mais uma vez a Folha mostra grande ousadia e confirma que é o grande jornal do Paraná. Os mais sinceros votos de sucesso à diretoria e Redação pelo empreendimento.
- ROMEO JOSÉ WIEDERKEHR, Londrina





