O LEITOR ESCREVE
Espiritismo
Com relação à matéria ‘Curso desvenda os mistérios da mente’, do dia 15, fazemos algumas observações, segundo a visão do Espiritismo, codificado por Allan Kardec. A mente não é fruto da química cerebral, como o quer a ciência materialista, representada neste artigo pelo entrevistado Fauze Kfouri. Não é produto do cérebro, mas elemento independente deste e que está para o cérebro como um programa de computador está para o equipamento de computação, numa comparação grosseira.
A mente é parte do espírito que ao corpo se liga no momento da fecundação e deste se serve e ao mesmo tempo o comanda. Quanto a importância do espírito para o corpo, alguém já disse: ‘Vede um corpo sem ele’. Em relação às lembranças oriundas desde os dois meses da vida fetal, são provas de que o espírito já existe em toda sua plenitude desde o início da formação do feto: pensa, sente, reflete, enfim, já é um ser ‘adulto’ no sentido espiritual, pois já existe mesmo antes da fecundação, trazendo de outras encarnações o resultado de suas experiências inumeráveis. Quanto à consanguinidade genética, ao invés da reencarnação é uma bela teoria, porém errônea, mas necessária para justificar a posição do entrevistado.
Quanto aos demônios, o Espiritismo é claro: são almas de pessoas que viveram na Terra e que, ao deixar o corpo imbuído de sentimentos de ódio e vingança, buscam aqueles que lhes fizeram mal em vida, talvez mesmo em encarnações passadas, e os perseguem, infringindo-lhes os maiores tormentos. Sujeitos, porém, às leis divinas tornarão a encarnar e se depurarão nas provas da vida. A angelitude é o destino de todos e as palavras de Jesus o expressam muito bem: ‘Nenhuma de minhas ovelhas se perderá.’
- NAUDEMAR NASCIMENTO, Londrina
Trânsito louco
Loucura. Quem sabe assim possa ser melhor definido o trânsito em Londrina. Um emaranhado de carros ultrapassados ultrapassando a barreira do som dos escapamentos, da ética e do respeito pela audição alheia. ‘‘Motocicletas querendo atenção’’, como diria nosso saudoso Renato, carteiras de motorista por fax, figurões endossando barbáries homicidas, sinais vermelhos vermelhos de vergonha, amarelos de anemia e verdes por falta de ar nos cruzamentos. A coisa é mais preta que o asfalto supostamente negro, playground da inconsequência dos homicídios supostamente culposos, onde ainda é outorgado o habeas-corpus ao réu primata que matou ‘‘sem querer querendo’’. No ano de 1996 morreram N mil pessoas no trânsito em Londrina, mas os números não assustam quando sabemos das estatísticas por algum canal da mídia. E quando for você? E quando for alguém que amamos? Continuará dado estatístico, número frio e impessoal? Cemitérios também são números: número da sepultura e da quadra, números também no bolso, na conta bancária, números na leitura do livro, predição, vaticínio, quem sabe o apocalipse.
Enquanto continuarmos a criticar o trânsito em Londrina, dizendo que é o pior do mundo e que é mais fácil dirigir em São Paulo ou Nova York, mas continuarmos a estacionar em fila dupla em frente a escolas e colégios na hora do rush, como certas madames, vazar sinais vermelhos, desrespeitar as faixas de segurança, abrirmos escapamentos (coisa de beócios encardidos), empinarmos motos (coisa de motoqueiro maloqueiro e não de motociclista educado), dirigirmos a 20 por hora em vias expressas e a 120 em ruas de bairro, não conseguiremos ter um trânsito seguro e calmo em Londrina.
Não adianta somente criticar o sistema viário, que é defasado, que é primitivo e jogar a culpa nos ingleses. Metade dos problemas no trânsito vem de quem participa dele e transforma um habitat natural numa selva inóspita e depois sai dizendo que a culpa é do governo.
- JOSÉ RICARDO DORTH CAVALHEIRO, (Rick Dorth), de Londrina
Heresia
Não pude ficar calado diante da heresia cometida pelo Nilson Monteiro em sua coluna do dia 18. Disse ele que na grande final do campeonato paulista de 1954 Waldemar Fiume marcou o gol corintiano. Só se fosse gol contra, porque aquele grande jogador era palmeirense. Tão palmeirense que, conforme o Estélio Feldmann, deve ter até uma estátua no Parque Antártica. Na verdade, quem marcou o gol do Corinthians foi Luizinho, o ‘Pequeno Polegar’, artilheiro corintiano. Vale lembrar a escalação da grande equipe campeã do 4º Centenário de São Paulo: Gilmar, Homero e Alan; Idário, Goiano e Roberto; Cláudio, Luizinho, Baltazar, Rafael e Simão.
- ANTONIO FERREIRA DOS SANTOS, Londrina

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