O leitor escreve





Desvio de função
A nossa situação, enquanto representantes legais dos trabalhadores em empresas de segurança e de transporte de valores do Paraná, na qualidade de presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Segurança e Vigilância em Curitiba e Região Metropolitana e a Fetravispp, federação que representa os sindicatos de segurança e vigilantes do Paraná, não temos medido esforços no sentido de levar à opinião pública tudo aquilo que diz respeito ao desvio de função de alguns policiais civis e militares que, acobertadas pelo manto de alguns ‘‘donos’’ de empresas particulares, realizam serviços durante o expediente normal de trabalho.
Estas denúncias têm conseguido o importante respaldo deste veículo de imprensa, o que nos faz acreditar que todas as denúncias estejam chegando aos ouvidos de autoridades competentes. Mas apesar desta certeza, essas mesmas autoridades até agora não tomaram nenhuma providência para coibir a continuidade desses fatos, tanto na Polícia Civil como na Militar. Essa omissão das autoridades paranaenses vem dando respaldo para que algumas pessoas covardes se achem no direito de ficar nos ameaçando e a nossos familiares diuturnamente.
Assim, apelo à Folha de Londrina/Folha do Paraná para que continue no excelente trabalho investigativo, através de um jornalismo sério e competente, levantando provas contra aqueles maus policiais. Nossa preocupação é que as denúncias por nós formuladas também caiam no esquecimento e fiquemos à mercê daqueles marginais, que se intitulam defensores do povo. Dessa forma solicito o empenho desse veículo nesta nossa luta contra o uso indevido da função para se locupletar, como vem acontecendo no Paraná.
- JOÃO SOARES, presidente da Federação dos Trabalhadores em Empresas Enquadradas no Terceiro Grupo do Comércio e Empregados em Empresas Prestadoras de Serviço no Paraná (Fetravispp), Curitiba
Advocacia dativa
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Humberto Gomes de Barros, esteve recentemente em Londrina e ficou pasmo pelo fato de não contarmos com uma Defensoria Pública. Ele acentuou que o direito ao acesso à Justiça está cada dia mais restrito às pessoas que podem pagar pelos serviços. No estado de direito e social cabe ao Poder Executivo manter os instrumentos necessários ao acesso do cidadão à Justiça. Os poderes Executivo e Legislativo são responsáveis pela garantia de que esse direito básico seja ofertado à população. A solução ideal para uma cidade do porte de Londrina seria a implantação de uma Defensoria Pública, que é constitucional.
Para esse mister rogo aos senhores presidente da OAB/PR, Subseção de Londrina, Paulo César Tavares, promotor de Justiça das Garantias dos Direitos Constitucionais; e Nilton Morato, presidente do Conselho de Segurança de Londrina, que a contratação dos profissionais para esse atendimento se desse preferência a advogados que pertencem à terceira idade, advogados que tenham mais de 60 anos de idade e que estão alijados do mercado formal de trabalho.
Estamos no Ano Internacional do Idoso. Os advogados jovens têm muitos concursos públicos que eles podem participar, e nós, da terceira idade, estamos com as portas fechadas para os concursos e até para trabalharmos com vínculo empregatício em empresas privadas. Por ser de justiça esse é meu pleito para as autoridades e especialmente para a nossa querida OAB.
- VICTOR PEREIRA DA SILVA, Londrina
O sonho acabou
Foi-se o tempo de ufanismo e brados em torno da criação de novas indústrias. A falência paranaense e a guerra fiscal entre os Estados reduziram, sensivelmente, o anúncio em torno da instalação de novas unidades industriais no Estado. Aqui mesmo, em Londrina, o ímpeto em torno disso acabou. Graças, talvez, à crise que passa o poder político local. Há quase um ano a prefeitura, Codel e o PDI não anunciam, infelizmente, nada de novo para confortar as classes trabalhadoras. Pelo contrário: a gente é obrigada a ouvir, e ler, que a Elevadores Atlas está demitindo 40 funcionários e que a Dixie Toga está vendendo sucata.
Na falta do que fazer – ou de trazer –, as autoridades e os executivos daquela companhia lançam expectativas ao anunciar que ‘‘estamos negociando’’ a vinda de mais uma indústria, como a tal americana Gates. Bons tempos aqueles que a gente escutava rojões pipocando em algum canto da cidade para anunciar a vinda de alguma empresa. Adorava quando mandavam estourar os caros fogos de artifício. Sentia um pouquinho de orgulho de ser londrinense.
- MARA LUCIA DA SILVA, Londrina
Ônibus
Gostaria de parabenizar o prefeito de Tomazina, Claudio Vilas Boas Furini, pela linda cidade que ele administra. Continue assim, fazendo o que é de bom para esse lugar maravilhoso, para que os turistas continuem sempre vindo e gostando daqui. Mas peço ao sr. prefeito que preste mais atenção no transporte escolar, pois há um probleminha. Está vindo mais caroneiro no ônibus do que aluno, e às vezes muitos alunos ficam sem sentar, por causa destas pessoas. Necessito do ônibus para ir à escola. Por isso peço ao senhor que solucione este problema.
- PAULO ALEXANDRE MORAIS, aluno do Colégio Estadual Carlos Gomes em Tomazina.
Bancos
Através deste espaço democrático há muitos anos os leitores vêm manifestando seu repúdio ao tratamento dos bancos. Felizmente começa a brilhar uma luz no fim do túnel. O Banco Central, depois de receber um grande volume de reclamações, advertiu que ao bancos não podem discriminar clientes e não-clientes no pagamento de contas. Justiça seja feita.
Os bancos não respeitam seus clientes. Péssimo atendimento, filas de horas e horas de espera. Deveria existir uma sala vip com assentos, TV e filmes educativos, mediante senha de chamadas para atendimentos. Aí, alguns dirão que este serviço já existe. Mas é importante que este tratamento seja estendido para todos os usuários. E não discriminadamente para uma elite especial.
- OSMAEL CHIAVELLI PUGA, Apucarana
Corrupção
Gostaria de parabenizar a Folha de Londrina/Folha do Paraná pelas reportagens esclarecedoras referentes à corrupção que está ramificada por todo Paraná e Brasil. Aproveito para registrar a minha indignação para com os políticos que confundem interesse público com interesse privado. Também lembrar que o termo ‘‘BO’’ (bom para otário), aplica-se perfeitamente a esta situação, pois constatamos que boa parte dos nossos políticos são realmente bons para eleitores verdadeiramente otários.
- JUSTINO CORREIA FILHO, técnico em agropecuária, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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