O leitor escreve
O leitor escreve
Segurança (1)Senti firmeza na decisão do Exmo. governador Jaime Lerner na escolha do dr. José Tavares para ocupar o cargo de Secretário de Segurança Pública, pessoa indicada com precisão para recuperar as fissuras ocorridas no seio da Polícia do Paraná. Agora é só dar cobertura total ao trabalho do novo Secretário que a Polícia voltará a brilhar para todos os paranaenses.
- JOSÉ DE AZEVEDO, delegado de polícia aposentado, Curitiba
Segurança (2)
A Folha publicou informação de que o secretário de Segurança Cândido Martins de Oliveira foi afastado (viva!), mas que poderia ser indicado para uma das diretorias do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Pouca gente sabe que ocupar uma das diretorias do BRDE é ganhar uma loteria em vida. É um dos mais bem remunerados cargos do sul do país, em proporção ao volume de trabalho, que é mínimo, quando há.
- LUIZ ANTONIO FELIX, Londrina
Editorial
Nossos cumprimentos pelo editorial Ameaça à Democracia, no qual conclama que o corporativismo político não pode se sobrepor ao anseio popular, no que diz respeito à CPI do Narcotráfico, apoiando suas iniciativas.
- PADRE ROQUE, deputado federal, Brasília (DF)
Charge
Cada dia o Ivo Akio está mais perfeito com suas charges. Parabéns!
- MARIZA MANESCO CARDOSO, pedagoga, Toledo
Política de emprego
É impressionante a visão estrábica que alguns setores de nossa sociedade e principalmente deputados e senadores, que são os nossos legisladores, têm em relação ao problema do desemprego no Brasil. Debita-se o alto índice de desemprego atual, exclusivamente à política econômica do governo federal e se esquece de todos os outros fatores, e com certeza os principais, que agravam o problema do desemprego em nosso País.
Estamos criando verdadeiras castas de empregados e podemos até chamá-los de privilegiados, que lutam através de suas entidades de classe e conseguem cada dia mais ampliar seus benefícios onerando cada vez mais seus empregadores. Principalmente pequenas e médias empresas, que lutam com dificuldades até maiores que os empregados para se manter em atividade, e consequentemente deixando de gerar novos empregos e até reduzindo as ofertas de trabalho em razão dos elevados ônus trabalhistas a que estão sujeitas. Acrescente-se ainda as deformidades existentes em nossa legislação trabalhista e a falta de bom senso e visão macro da nossa Justiça do Trabalho.
Tudo é uma questão de elegermos prioridades. Primeiro vamos gerar mais empregos e resolver os problemas dos desempregados, para depois pensarmos em melhorar a situação de quem já está empregado, ampliando seus benefícios. Como é que iremos gerar novos empregos se todos aqueles que teriam condições de fazê-lo, que são os empregadores, estão querendo exatamente o contrário, ou seja, reduzir o número de empregados para fugir dos elevados encargos e das reclamações trabalhistas?
Segundo o sr. Paulo Jobim, secretário executivo do Ministério do Trabalho, mais de 3.400 fiscais do Ministério em todo o País irão desenvolver este ano uma intensa campanha de combate ao trabalho informal, fiscalizando principalmente os setores da construção civil, área rural e o segmento de serviços e comércio. Isto é, vamos oprimir ainda mais as empresas que já estão em dificuldades. É necessária uma visão diferente desta para resolvermos o problema do desemprego. Quem sabe um dia Deus os ilumine!
- JOSÉ JURANDIR BARROZO, empresário, Londrina
FMI
O povo brasileiro está empobrecido, existe uma inadmissível camada populacional de excluídos. A globalização e a internacionalização de nosso país está sendo controlada com rédeas curtas por organizações internacionais. O FMI dita suas regras, e, através deste governo subserviente, impõe um regime nazista ao nosso povo.
Os monetaristas da corte cortam verbas sociais, aterrorizam o Congresso Nacional para não aumentar o salário mínimo, deixando os excluídos neste estado, mas a massa de gente em estado de necessidade cresce aceleradamente. Os ganhos desta comunidade global estão contribuindo para o enriquecimento de uma elite restrita em nosso país, ou seja, a concentração de renda nas mãos de poucos acentua-se. Será inevitável imprimir uma redistribuição da riqueza com a camada de desvalidos, mas, para isto teremos que treinar esta gente, ensinando-os a lutar com as próprias mãos.
O ciclo vicioso da pobreza consolida as camadas sociais, sendo pouco provável que quantidade considerável da população venha a ter ascensão social. Vivemos numa sociedade fortemente estamental, o povo que nasce pobre morre pobre; os que nascem com um mínimo de dignidade podem melhorar de vida, mas são poucos. Modificar esta situação de extrema gravidade necessita de ações conjuntas dos vários governos, nas três esferas. Efetivar acesso a estas necessidades básicas do ser humano civilizado neste país, só através de uma revolução. O povo não deve temer, devemos buscar diminuir a concentração de renda proporcionando ganho aos menos favorecidos, com a redistribuição da riqueza.
Será que temos que nos conformar em sermos otários? Vamos mostrar que não somos! O povo deve levantar-se, ir para rua, a massa deve ficar enfurecida! Manifestações populares podem modificar este quadro. Enquanto o povo não aprender a reivindicar dignidade ficará largado e esquecido pelos poderosos de Brasília.
- FERNANDO MARREY FERREIRA, São Paulo (SP)
Correções - Ao contrário do que foi publicado na segunda-feira na Folha 2, além dos dois atores mencionados e da candidatura de Denzel Washington, este ano, há outros quatro atores negros oscarizados, a saber pela ordem: 1982, Louis Gossett Jr. melhor coadjuvante por A Força do Destino; 1989, o próprio Denzel Washington como melhor coadjuvante em Tempo de Glória; 1990, Whoppi Goldberg, também melhor coadjuvante, por Ghost, e em 1996, Cuba Gooding Jr., coadjuvante em Jerry Maguire.
- O editorial de ontem, Emergência Médica, informou equivocadamente que os médicos precisariam fazer 16 consultas diárias e 470 mensais para atingir o teto salarial que se pretende estabelecer ao serviço público (R$ 11.500,00). Houve erro de digitação. Na verdade, seriam 160 consultas por dia e 4.780 mensais.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





