O leitor escreve
O leitor escreve
Previdência social
O atual ocupante do Palácio Iguaçu e a equipe que o sustenta têm, de maneira constante, ignorado a Carta Magna e a Constituição Estadual, criando novas situações aos aposentados e pensionistas do Estado. Para tanto, ignoram o Artigo 57, parágrafos 1º, 2º, 3º e 4º, combinado com o Artigo 38 da Constituição Estadual, todos das Disposições Constitucionais Transitórias. Desta maneira, por omissão, ignorância ou ambos, não levando em consideração os artigos citados, aceitaram e aprovaram o anteprojeto de Lei da Paraná Previdência. Causa admiração que os componentes de uma Assembléia ignorem os dispositivos da Constituição Federal e da Estadual. Tal procedimento constitui o que se chama Heresia Jurídica, quando a Assembléia Estadual aprovou uma lei menor contrariando duas leis maiores: a Constituição Federal e a Constituição Estadual.
Para refrescar a memória dos leitores: os débitos dos Estados e municípios relativos às contribuições previdenciárias até 30 de junho de 1988 serão liquidados, com correção monetária, em cento e vinte parcelas mensais, dispensados os juros e multas sobre eles incidentes, desde que os devedores requeiram o parcelamento e iniciem o pagamento no prazo de 180 dias, a contar da promulgação desta Constituição.
Os parágrafos 1º, 2º e 3º não serão transcritos, porém vamos direto ao 4º, dada a sua importância. Descumprida qualquer das condições estabelecidas para concessão do parcelamento, o débito será considerado vencido em sua totalidade, sobre ele incidindo juros de mora, nesta hipótese, parcelas de recursos correspondentes aos Fundos de Participações dos Estados e Municípios devedores, será bloqueado e repassado à Previdência Social, para pagamento de seus débitos.
O artigo 38 da Constituição Estadual, Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, estabeleceu: os débitos do Estado relativos a contribuições previdenciárias junto ao Instituto e Previdência do Estado IPE existentes até a data da promulgação desta Constituição, serão liquidados, com correção monetária ou equivalente, em cento e oitenta prestações, dispensados os juros e multas sobre eles incidentes, divididos em parcelas mensais de igual valor, na forma da lei.
O objetivo maior do atual governo é reduzir e até extinguir direitos conquistados ao longo de décadas, que tornavam a situação deste grupo de pessoas mais cidadã do que aqueles que hoje, quando muito, dispõem de um INSS e SUS. A redução de direitos, comum nestes últimos governos, tanto Federal quanto Estadual, contraria o artigo 5º, inciso XXXV da Constituição Federal, que trata dos direitos adquiridos: Nenhuma lei poderá ser aplicada com efeito retroativo para prejudicar. O resultado prático do ParanáPrevidência será prejudicar os atuais e os futuros aposentados do Estado, criando uma situação futura pior do que a atual, sob qualquer aspecto.
Para um pequeno grupo de Amigos do Rei a coisa será muito boa, pois num país campeão no desemprego serão criados: 1 diretor-presidente, a R$ 11.700/mês, 12 diretores a R$ 9.400/mês e 17 assessores a R$ 6.100/mês, além de 124 outros servidores da futura administração, com salários a descobrir. Mas certamente a estrutura crescerá com o tempo. Tudo isso num momento em que o governo afirma não haver dinheiro, que precisa antecipar royalties de Itaipu e por aí afora.
- EDUARDO FRANCISCO MACHADO, professor aposentado de Curitiba
Pedágio
É interessante, o governo do Paraná aceita um aumento simbólico de 116% no valor dos pedágios das rodovias do Paraná e preocupadíssimo com os pobres caminhoneiros, propõe um assalto menor a esses trabalhadores. Deles será retirado somente 76% a mais que até agora. E o mais engraçado: em troca dessa chance nas exigências das concessionárias desse serviço no Anel de Integração, a Secretaria de Estado dos Transportes aliviará a carga de investimentos dessas empresas, responsabilizando-se por algumas obras.
Ora bolas, se a própria Secretaria dos Transportes admite que a própria modernização das rodovias, projeto inicial do Anel de Integração, ainda não aconteceu, se ainda não realizaram o serviço pelo qual cobram há meses. A Secretaria assume a responsabilidade que é dessas empresas a troco de quê? É como se você fosse a um restaurante e está lá jantando tudo do melhor e de repente o dono da casa diz que, como pode ser que você passe mal com a comida, você não precisa pagar hoje, mas quando e como você quiser. Isso eu nunca vi, até agora pelo menos não.
Gostaria que alguém me explicasse o que acontece, aliás, acho melhor explicar publicamente achando que temos caras de palhaços, porque usamos um serviço que por lei deveria ser responsabilidade do Estado que para isso sempre pagou seus impostos, senão iria para a cadeia mas agora está privatizado, que não funciona da forma como deveria, que visava a modernização das rodovias por onde passa quase toda a produção agrícola do país, mas não foi feita. Definitivamente, senhores donos do poder, tenham piedade do povo paranaense.
- LUDOVICO JOSÉ BONATO, funcionário público, Londrina
Abandono
O povo paranaense nunca havia visto o Estado do Paraná em situação tão desastrosa e de abandono administrativo como está atualmente. A administração pública estadual está um verdadeiro caos. Faltam profissionais na saúde, na educação, na polícia, na segurança pública, na procuradoria, enfim, em todos seus setores. O governo atual inventou cargos de confiança para acomodar seus afilhados políticos, gastando todos os recursos, inchou a folha de pagamento, esquecendo-se dos setores prioritários para os quais o povo está pagando. Vários são os profissionais concursados que não assumiram suas vagas porque o Estado não tem recursos, está quebrado.
O maior absurdo está, agora, na Procuradoria. Na região de Jacarezinho não existe um Procurador do Estado para se manifestar nos processos em que o contribuinte está querendo pagar o imposto. Isto é o maior absurdo da administração pública paranaense. O contribuinte quer pagar, a receita estadual quer receber, mas ambos estão impedidos do ato porque não tem um procurador para se manifestar sobre o valor declarado! O sr. governador deveria dar mais atenção ao Estado que governa, deixar de viajar tanto para o exterior vendendo os produtos de sua empresa particular (caso ligeirinho) e cuidar mais de suas obrigações que assumiu quando reeleito. Da forma como governa nunca saberá o que realmente está acontecendo na sua administração, pois se até o contribuinte está encontrando dificuldade para pagar impostos. Lamentavelmente nunca tivemos o Estado do Paraná abandonado como atualmente. Que sirva de lição aos senhores eleitores.
- JOSÉ CARLOS SIMIONI, advogado, Ribeirão Claro
Cumprimento
Novamente a Folha de Londrina/Folha do Paraná sai na frente. Parabéns pela coluna Eu e o personagem publicada na Folha 2. Tem sido com agradável surpresa que a tenho acompanhado. Como sugestão, gostaria que ela continuasse depois do término do festival de teatro de Curitiba. É muito interessante conhecermos os processos de trabalho dos atores.
- IVAM CABRAL, São Paulo (SP)
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