O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Provão - Esclarecimento
Com relação aos dados divulgados pelo MEC e amplamente difundidos pela imprensa a respeito do primeiro Exame Nacional de Cursos - Provão - realizado em novembro de 1996, quando foram avaliados os cursos de Administração, Direito e Engenharia Civil, o Centro de Tecnologia e Urbanismo da Universidade Estadual de Londrina esclarece: Cada curso de cada escola recebeu três notas. Uma para a prova aplicada aos alunos com previsão de formatura em dezembro de 1996, uma para a qualificação do corpo docente (número de mestres e doutores) e outra para o regime de trabalho dos professores (regime parcial e regime integral). O curso de Engenharia Civil da UEL obteve o conceito D na prova aplicada aos alunos, o conceito A na qualificação do corpo docente e o conceito A no regime de trabalho desse corpo docente. Os alunos do curso de Engenharia Civil da UEL que compareceram à prova boicotaram-na parcialmente, quando cerca de 2/3 deles entregaram a prova em branco. Desse modo, o curso de Engenharia Civil da UEL ficou tremendamente prejudicado, pois a média foi calculada sobre o número total dos que compareceram, quando apenas 1/3 respondeu às questões. A iniciativa dos alunos de aderir ao boicote foi uma atitude que nos surpreendeu. Éramos e somos favoráveis ao exame e foi feito todo um trabalho de esclarecimento com os formandos da época, quando dúvidas foram esclarecidas em reunião específica convocada pelo Colegiado do curso para tratar do assunto. Além dessa reunião o assunto foi discutido em salas de aula e fora delas e jamais houve aconselhamento aos alunos para que boicotassem a prova.
- VALDIR BERNARDI ZERBINATI, coordenador do Colegiado de Curso de Engenharia
Desserviço
Poltronas confortáveis, televisão colorida e cafezinho à vontade é o programa que a agência do Banco do Brasil, na avenida João Gualberto, no Juvevê, está oferecendo aos clientes. Ali se leva pelo menos 45 minutos para ser atendido por um dos dois caixas que geralmente estão funcionando. Enquanto isso, demais funcionários e gerentes escondem-se atrás dos biombos, para não ser incomodados com as queixas e reclamações de quem não tem tempo a perder.
Para se entrar na agência, além da senha a ser retirada logo no saguão, o cliente ainda é submetido a uma porta giratória munida de detector de metais, que costuma barrar a passagem de cidadãos acima de qualquer suspeita, mesmo que estejam portando apenas um molho de chaves. Aí se passa pelo exame de um guardinha de plantão. Uma situação extremamente constrangedora e desrespeitosa ao cliente e ao cidadão. Bancos são prestadores de serviço - e o cliente paga por isso - mas a continuar essa atitude, que vem se alastrando por várias agências (que, para acabar com as intermináveis filas de espera, oferecem cadeira e sessão de TV), de nada adianta toda a tecnologia bancária desenvolvida nos últimos tempos, pois acabam prestando um péssimo serviço ao público.
- CHRISTIANI HELENA MORAES, de Curitiba
SIATE
É inegável que neste primeiro ano de existência o SIATE (Serviço Integrado de Assistência ao Trauma e Emergência) demonstrou ser peça fundamental para a população de Londrina, principalmente no atendimento às vítimas do trânsito caótico que temos. No período foram inúmeros os acidentes de trânsito, como relata reportagem na edição do dia 18 da Folha, tornando-se a terceira maior causa de mortes na cidade no ano passado. Sem o socorro prestado pelos profissionais do SIATE, certamente o trânsito seria o principal gerador de óbitos em Londrina.
Embora a população sempre tenha sido solidária no socorro a acidentados e a pessoas que necessitassem do transporte urgente em qualquer outra situação de risco de vida ou saúde, os cuidados a serem tomados nessas ocasiões, na grande maioria das vezes, cabem a profissionais da área. O trabalho de atendimento especializado prestado pelo SIATE demonstrou a necessidade que a população tem por esse tipo de serviço. Por isso reconhecemos, através desse primeiro ano de existência, que a eficiência e dedicação de socorristas, bombeiros e médicos do SIATE são essenciais para a vida dos londrinenses.
- Diretoria do Sindicato dos Bancários de Londrina





