O leitor escreve
O leitor escreve Repúdio Sobre a reportagem Funcionários protestam e invadem prédio público publicada ontem: fui impedido à força de sair do local onde trabalho pelos manifestantes da APP-Sindicato. Como servidor público, concordo com o direito de uma categoria em se manifestar e reivindicar perdas salariais. Mas o uso de violência, a manipulação de massas com o intuito de prestígio político, e pior, o cárcere privado de 300 funcionários das Secretarias de Administração, Planejamento, Previdência, Procuradoria Geral e Ipardes fez com que o movimento perdesse sua legitimidade. Somos servidores públicos, com as mesmas perdas salariais. Também temos mantido negociações com o governo estadual, mas repudiamos qualquer forma de violência, agressão à pessoa humana e à liberdade. Não há legitimidade nenhuma para um movimento que agride as liberdades individuais e fere (rasga) a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos. - EDUARDO DE AZEVEDO, Lapa Câmara de Vereadores Na reportagem Vereador critica novo pedido de CP contra Belinati, publicada dia 15, o Sr. Renato Araújo, presidente da Câmara de Vereadores de Londrina, atribui novo pedido da Comissão Processante a grupelhos que não estão querendo deixar os vereadores trabalhar. O que significa trabalhar para os vereadores? Diante do mar de lama em que se encontra a nossa cidade, investigar as falcatruas da administração pública e buscar punir os devidos responsáveis não é trabalhar? Realmente a Câmara de Londrina tem mostrado pouquíssimo serviço em relação à moralidade na coisa pública é bem isto que os fatos têm tornado muitíssimo evidente. Não fossem os promotores do Ministério Público, a sociedade organizada e a imprensa séria de nossa cidade, tudo estaria na surdina, à merce de boa parte dos políticos londrinenses. Na verdade, o que muitos vereadores não querem é sair da confortável posição que lhes foi deixada pelo Tribunal de Justiça do Paraná. A julgar pelo comportamento da Câmara até agora diante de um ano de investigações, não causará admiração se a Comissão de Justiça rejeitar este novo pedido de CP; ao que tudo indica, a decisão não será outra. - ROMÃO ANTONIO M. MARTINS, Londrina Esquecimento Nós sabemos que quando fatos importantes recentes sobrepujam outros também recentes, tanto pelo volume de informações quanto pelas pessoas envolvidas, outros fatos também importantes e recentes tendem ao esquecimento por parte de muitos. Os acontecimentos envolvendo (comprovados) AMA-Comurb atuaram como uma nuvem de fumaça nos olhos dos cidadãos londrinenses, que deixaram um pouco de lado outros fatos de relevância tais como: contratações irregulares de funcionários pela Comurb, incluindo-se aí nepotismo, sem o devido concurso público obrigatório por lei; o escândalo do leite, etc. A sociedade organizada de Londrina aguarda o julgamento e a decisão da Justiça, pois, somente ela, soberana, poderá ajudar a sanear a nossa querida cidade. - ANTÔNIO DE COSTA FUNFAS NETO, médico, Londrina Boca no trombone Estamos assistindo calados, conformados, sentados em nossos sofás, ao mar de denúncias do desvio de dinheiro público em todas as esferas. Nesta hora é que deveríamos exercer a nossa cidadania e expressar nosso desprezo por estes quadrilheiros organizados responsáveis diretos pelo empobrecimento dos brasileiros, pela exclusão social de uma população inocente e sem opção que sobrevive dos lixões nas cidades. Será que a imagem de uma criança, de um adolescente ou de um idoso vivendo e se alimentando do lixo não é capaz de comover ou simplesmente levar a uma reflexão os responsáveis pelos desvios dos recursos públicos que deveriam, no mínimo, ser administrados honestamente e destinados aos menos favorecidos, amenizando um pouco seu sofrimento, oferecendo um básico de educação, saúde, alimento, habitação, segurança, trabalho, salário. Vamos manifestar nossa revolta por tudo isso, vamos debater estes assuntos, denunciar, conscientizar nossos filhos, nossos cônjuges, vizinhos, colegas do trabalho, da escola e também os alienados , opinando nos meios de comunicação. Colocar o boca no trombone e acima de tudo dar um ponto final nesta roubalheira vergonhosa que tanto entristece e nos diminui perante Deus. - LUIZ CARLOS FLAVIO, Londrina Campanha da Fraternidade (1) Dá gosto assistir aos noticiários e ler os jornais, pois estão veiculando também notícias boas. Por exemplo, várias igrejas evangélicas estão se unindo à CNBB na Campanha da Fraternidade, que busca mais justiça e bem-estar para os menos favorecidos. Como brasileiro me sinto orgulhoso desse acontecimento, uma vez que vivemos em um mundo em que o sectarismo, o fanatismo e o desentendimento religioso é um forte entrave na busca da paz. Veja, por exemplo, a Irlanda do Norte, Oriente Médio, Índia, China, Iugoslávia, etc., são mais de 50 pontos de conflitos religiosos espalhados pelo mundo. Neste novo milênio o conceito de nações ricas e pobres vai ser suplantado pelo conceito de nações felizes e não felizes, e não só valores econômicos, serão levados em conta também a harmonia, justiça, fraternidade entre os cidadãos, bem como uma postura solidária entre as nações. Esse conjunto de atitudes que são valores espirituais positivos nortearão os conceitos das pessoas e nações, a época dos predadores e da cegueira econômica do lucro a qualquer custo está com seus dias contados. - SILVÉRIO DA SILVA, Londrina Campanha da Fraternidade (2) Desde 1964 a Igreja Católica, através da CNBB, lança temas geradores de muita reflexão, provocando nas comunidades e grupos em geral, iniciativas viáveis, frente às situações desafiadoras e conflituosas do momento, que comprometem a vida humana. Este ano, a Campanha da Fraternidade é ecumênica. Diversas igrejas cristãs, em especial as igrejas pertencentes ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs (Conic), assumiram a realização deste gesto de solidariedade com a causa dos excluídos. Não dá mais para permitir as enormes contradições existentes em nosso País, onde não há recursos suficientes para atender dignamente uma maioria empobrecida pelo próprio sistema. Ao mesmo tempo, se comprova cada vez mais o desvio de milhões de reais para as mãos de uma minoria. Não dá para falar em paz, quando esta é ameaçada pela corrupção, mentiras e descaso social. É preciso combater todas estas atitudes que ferem a dignidade humana. Este esforço solidário de todos alimenta continuamente o sonho de que é possível uma sociedade capaz de conviver e superar conflitos. - LENIR CANDIDA DE ASSIS, estudante, Londrina As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





