O LEITOR ESCREVE
Alunos da UEL
A ‘Folha’ deu destaque, dia 15, para a situação dos estudantes da Universidade Estadual de Londrina, alguns dos quais estariam passando necessidades materiais. Afirma que, à falta de dados sócio-econômicos dos alunos, não há como atende-los. Com 22 anos de ligação com a UEL, como funcionário e aluno, discordo dessa afirmativa. Não é verdade que a UEL não disponha de dados atualizados de seu alunado. Na verdade, esses dados existem e são periodicamente atualizados. Mesmo nos concursos vestibulares temos riqueza de elementos para se deduzir o perfil dos estudantes. Uma vez que essa realidade é de domínio público, importa mais a prática de atos concretos que consigam minimizar situações. Aliás, em 1992, foi fechado o Restaurante Universitário, apesar dos apelos e protestos dos alunos da época.
Na atual administração da UEL podemos citar a reforma e reativação da cozinha da Casa do Estudante, deixando-a em plena condição de funcionamento, inclusive com a contratação de cozinheira e auxiliar; apoio técnico e logístico para funcionabilidade do antigo RU, para eventos com finalidade arrecadatória em prol dos alunos; implantação da gratuidade da taxa do Vestibular para mais de 3 mil carentes; implantação do cursinho gratuito, com 150 vagas e fornecimento de apostilas; implantação do RU no campus, cujo prédio está terminado, partindo-se agora para a contratação dos equipamentos e do pessoal necessário; instituição de bolsas-auxílio; ampliação do atendimento médico, odontológico e social do NUBEC para os alunos; promoção de viagens para participação de alunos em congressos, simpósios e encontros nacionais e internacionais, com mais de 4 mil beneficiados, contra cerca de 350 nos anos anteriores; e incremento dos convenios para estágios remunerados em instituições e empresas, e outros itens.
Outras ações tem sido implantadas e incrementadas, como o Centro de Orientação ao Aluno com Dificuldades Especiais - CODE, implantado na Coordenadoria de Assuntos de Ensino de Graduação, e vários programas extensionistas dos departamentos, órgãos suplementares e assessorias aos estudantes. Neles os alunos têm oportunidade de experienciar situações - não de forma assistencialista - mas que lhes garanta crescimento pessoal de forma autônoma e emancipadora. Então verifica-se que, se há dificuldades, estas, com toda a sua ocorrência natural em se tratando de quem precisa formar-se em curso superior, estão sendo diminuídas, e a UEL, que desponta como a maior instituição estadual de ensino superior paranaense, está atenta aos problemas de seu alunado.
- LUDOVICO BONATO, Londrina
Nova ‘‘Folha’’
Um jornal originalmente local, depois regional e num terceiro momento estadual, criado pelo empreendedor e incansável João Milanez, a ‘Folha’ é hoje um dos maiores motivos de orgulho para quem é de Londrina e para todo o Paraná. Pautando-se pela ética, pela prática de um jornalismo sério e compromissado com a verdade dos fatos, a ‘‘Folha de Londrina’’ está entre os maiores jornais brasileiros. E agora inicia nova estratégia editorial, circulando com duas edições diárias, uma de caráter estadual e outra para Londrina e o Norte do Paraná. O padrão de qualidade é o mesmo, já que é a mesma equipe a fazer os dois jornais, sob a mesma competente direção da sede em Londrina.
- JOSÉ TAVARES, deputado estadual, Curitiba
Foto trocada
Por falha técnica, foi trocada a foto que ilustra reportagem da página 6 da edição de ontem, intitulada ‘‘Toni Garcia depõe sobre rombo de R$ 40 milhões em consórcio’’. A foto publicada indevidamente refere-se a uma reunião do secretário de Agricultura, Hermas Brandão.
Cumprimento
Gostaríamos de parabenizá-los pela reportagem ‘‘Exército recruta meninos de rua no Paranᒒ, publicada dia 6 de maio. A matéria é exemplo do trabalho jornalístico em benefício do debate sobre a realidade em que vivem milhares de meninas e meninos do Brasil.
- MARCO TÚLIO ALENCAR, São Paulo

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