O leitor escreve
O leitor escreve Segurança pública É uma vergonha a falta de investimentos na segurança pública do Paraná. Há um descaso do governo para com a Polícia Civil. A criminalidade aumenta a cada dia em todas as cidades, acompanhando na contramão a diminuição do efetivo da Polícia Civil a cada ano. - AMANDA RIBAS, Curitiba Ministério do Turismo Para que o Ministério do Turismo cumpra as suas grandiosas funções, de alavancar a maior indústria mundial do próximo milênio, que é o turismo, instrumento fundamental para o Brasil se tornar um dos maiores pólos turísticos do mundo, gerando divisas, empregos e reduzindo desigualdades sociais regionais, é necessário que se desvincule o Ministério do Esporte e Turismo, para somente Ministério do Turismo. Além do que, é necessário conscientizar a máquina governamental sobre a importância para o País, do fortalecimento do novo ministério, com verbas e estrutura compatíveis com a grandiosidade do setor. A criação do ministério específico se faz necessário, e com urgência. - OSVALDO CHIUCHETTA, Maringá Brasil importa comida Segundo li, nossa produção de grãos aumentou. É claro que poderia ser maior. O que não se discute na imprensa é que o comércio internacional e a abertura dos mercados levam necessariamente à especialização. É uma via de duas mãos. No Mercosul, por exemplo, seria totalmente irracional o Brasil buscar auto-suficiência na produção de trigo quando se sabe que a Argentina tem melhores condições de produzi-lo. Cabe ao governo estabelecer regras saudáveis e deixar que o mercado se estruture a partir delas. E lutando para que os países com os quais mantemos relações comerciais façam o mesmo. Na Europa e nos EUA, por exemplo, são impostas barreiras a certos produtos nossos indevidamente. O governo não tem outra alternativa senão apelar à OMC ou negociar com esses países que pregam o livre comércio e são protecionistas na prática. Nós, consumidores, contudo, poderíamos nos organizar para boicotar esses países e alardear as razões disso na imprensa. Com relação à França, que lidera o protecionismo agrícola na Europa, poderíamos deixar de consumir vinhos e perfumes franceses, por exemplo. Contudo, o que se observa são consumidores novos-ricos torrando nossas divisas em água Perrier, como se não produzíssemos águas minerais de excelente qualidade. Ou então, milhares de embasbacados viajando aos Estados Unidos para de lá retornar entupidos de bugigangas. - EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo A grande diferença Logo após a vitória dos Aliados, na Segunda Guerra Mundial, e com o retorno daqueles que fugiram para a Inglaterra, como o general De Gaulle e comitiva, começou na França a perseguição aos colaboracionistas, e àqueles que de uma forma ou de outra obrigaram-se a prestar serviços aos nazistas. A França, torturada pela fome, pelos sofrimentos, precisava encontrar alguém, para descarregar sua ira acumulada nas derrotas sofridas, nas traições que bradavam ter existido. Numa atmosfera de ódio, vingança, retaliações, comandada pelo jornal comunista, LUmanité, conclamando a mais rigorosa justiça, quando os tribunais franceses igualavam-se aos nazistas, encontraram o culpado por todas as desgraças ocorridas no país, durante a ocupação: o marechal Pétain. Frente à catástrofe de junho de 1940, quando os governantes abandonaram o país, foram buscar Pétain em seu descanso, aos 89 anos, para assumir o governo e ele, mesmo contra sua vontade, aceitou a pesada responsabilidade. No processo, por mais que os três advogados de defesa argumentam, ninguém os ouve. O velho marechal já estava condenado por antecipação, a França espoliada exigia justiça, esquecendo-se daquele a quem a nação apelou, quando as botas alemãs massacravam o povo francês. Em 14 de agosto de 1945, a sentença é publicada e Pétain condenado à morte, despojado de seus direitos de cidadania francesa e tendo todos os seus bens confiscados. Posteriormente, em consideração a avançada idade, a execução é substituída por perpétua. Pétain morre em 23 de julho de 1951 aos 95 anos, cumprindo a pena. E o marechal Augusto Pinochet? Pinochet foi o líder de movimento militar que derrubou o governo de Allende no Chile, prendendo seus correligionários, torturando-os e ordenando suas mortes. Milhares de pessoas padeceram sob o seu poder, durante o regime de força que impôs ao Chile, subindo a mais de 1.100 mortos e desaparecidos e deixando seu país em holocausto, quando a população perdeu seus entes queridos e até hoje chora, na vã esperança de que a Justiça inglesa aceitasse o pedido de extradição, o que não ocorreu. Este homem diretamente culpado pela morte de mais de mil pessoas, tem negado sua extradição para a Espanha, onde respondia pelos crimes cometidos, contra a humanidade. Se em 1945 a justiça francesa, pressionada, condenou o marechal inocente, para o acerto de contas com a nação, 55 anos depois a justiça inglesa absolve um criminoso, considerando-o com avançada idade e assim ficar em paz, consigo própria. Mudam os tempos, mudam as leis, mas a Justiça e os homens continuam os mesmos. - WALTER GASTALDI, advogado, Londrina Correção - A Portuguesa Londrinense e o Malutrom estão na primeira divisão do Campeonato Paranaense 2000, e não na segunda divisão, como informou incorretamente chamada da primeira página de ontem. - As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. 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