O leitor escreve
O leitor escreve Crianças carentes A fundamental importância de dar oportunidades a crianças carentes (reportagem do Caderno Cidades do dia 3) é que enquanto estão integradas nesses projetos de capacitação e lazer, as crianças não têm tempo para se envolver com a marginalidade, sabendo que hoje a entrada na vida criminosa é muito fácil e a saída é quase impossível. Parabenizo a Folha pelo espaço. E espero que outras pessoas sigam o exemplo da idealizadora do projeto. - WILLIAN DOUGLAS DE CARVALHO, Jaguapitã Mulher (1) Mulher, que em outros dias não deixa de ser mulher, só porque lhe dão um dia especial, talvez por remorso do que fizeram porque reivindicava condições humanas de trabalho. Talvez por piedade, ou até reconhecimento. Seja lá a razão, hoje (ontem, 8 de março) você tem um dia de comemoração! Veja como está seu coração, sua pressão arterial, seu exame preventivo. Não fique aí parada. Se você sofre qualquer tipo de violência, denuncie, não silencie. Não esqueça: você tem 365 dias para ser mulher! - CILENE CARLA SELLA DE ALMEIDA, Centro de Direitos Humanos de Londrina Mulher (2) Neste mês de março em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, quero manifestar a minha consideração à sabedoria personificada da mulher batalhadora que representa a classe das esposas, mães e companheiras dos dependentes de álcool e drogas. Quero elogiar a sua atitude de garra e determinação na luta que leva o homem à justiça, honra e prosperidade através da vida de sobriedade e da serenidade. Quem poderá encontrar a mulher forte? Ela vale muito mais do que pérolas. (Provérbios 31,10). A Bíblia questiona, o homem reflete e a vida nos impulsiona a colocar em prática uma verdade que presenciamos: a participação marcante da mulher, derrubando barreiras impostas pela sociedade, transpondo obstáculos e vencendo batalhas a todo o momento. A mulher forte que vale muito mais do que pérolas é aquela que conviveu com a triste realidade da doença do alcoolismo ou drogagismo. Viveu dissabores, foi agredida moral e fisicamente, foi humilhada, chorou amargamente na sua solidão, mas reagiu. Levantou-se e buscou ajuda, porque o amor é maior que a dor. Essa mesma mulher que derramou lágrimas de tristeza, indagando-se a si própria, o porquê de tanto sofrimento, hoje manifesta também com lágrimas, mas de emoção e alegria, a sua conquista. A luta incansável na caminhada da dependência deixou marcas, mas o tempo, a fé, a oração, o instinto e a graça de ser mulher a impulsionaram a lutar e vencer, porque o amor ao seu dependente é maior. Que essa mulher que venceu, seja um exemplo para todas as mulheres que ainda sofrem com álcool e drogas. Que cada mulher que conhece essa dor, saiba ser forte e fazer-se valer mais do que pérolas, que são inestimáveis aos olhos de Deus. - LUIZ CARLOS TAMAROZZI, vereador e fundador do Movimento Cristo Te Ama, Londrina CPI do Narcotráfico (1) Mais uma vez é lamentável saber que a Polícia Civil está envolvida em roubo. Com tantos anos de serviço, eles aprenderam bem a camuflar os seus roubos, jogando a culpa nos ladrões de galinhas. A Polícia Civil sempre teve fama de barbarizar a vida dos cidadões sem um mínimo de respeito e falar que o governo do Estado do Paraná não sabia, está mesmo difícil de acreditar. Hoje está mais fácil conviver com ladrão declarado do que com a Polícia Civil e outras mais. Deixo aqui minha mensagem de desprezo com a Polícia Civil do Paraná. - CARLOS ALBERTO, Curitiba CPI do Narcotráfico (2) O governador Jaime Lerner mais uma vez é vítima de preconceito. Estão injustiçando o nosso querido Paraná com essa tal de CPI do Narcotráfico. Quem escolheu o secretário de Justiça do Paraná (Cândido Martins de Oliveira) determinou que o delegado Ricardo Noronha assumisse o cargo geral da Polícia Civil do nosso Estado? Por isso não sejamos duros com o nosso governador, que nada sabe. O secretário também nada sabe e a CPI fingiu ignorar o depoimento vago e impreciso dele. Mas não sei se a velha retórica vale alguma coisa, porém vamos relembrá-la: Dizes-me com quem andas e eu te direis quem és. - JUSCELINO DE CASTRO, Reserva do Iguaçu Árvore O episódio ocorrido semanas atrás, em que uma árvore do centro de Londrina foi erradicada pela prefeitura, levanta questionamentos que ultrapassam os metros quadrados de sombra que não mais existem naquele local. Até há poucos anos, o Paraná era recoberto por uma frondosa floresta, que teve de ceder lugar a rodovias, plantações e cidades. A modificação do meio não é novidade em nosso País, pois já vem sendo conduzida a milênios pelo homem. Se milhares de árvores foram dizimadas e ainda continuamos vivos, por que então tanto barulho por causa de um único exemplar? A árvore fará tanta falta a ponto de colocar em risco a nossa qualidade de vida? A sua erradicação poderá determinar a extinção desta espécie? Animais, em especial aves, que porventura dependiam de sua copa para proteção, estarão condenados? A resposta, evidentemente, é não. Mas é exatamente por isso, que o caso tem gerado alguma discussão. Ao autorizar a retirada do espécime, a Comurb explicita o quão desprotegido está o meio ambiente urbano de nossa cidade. Basta conhecer a posição de um de seus diretores, para saber que estamos sendo administrados por principiantes, quando não, mal-intencionados e burocratas. Verdadeiras pérolas, como as declaradas recentemente neste jornal, de que as sibipirunas, árvores reconhecidas pela comunidade científica com uma das melhores espécies para arborização urbana, serão gradativamente (ufa...que bom!) eliminadas de nosso meio, por serem, segundo o técnico, impróprias para este fim. Ora, alguém consegue imaginar o que seria da Avenida Higienópolis sem essas árvores? E das ruas Santos e Minas Gerais? A literatura científica, provavelmente não disponível na biblioteca deste senhor comprova que uma região bem arborizada chega a ser 5 graus centígrados mais fria que uma outra menos privilegiada neste aspecto. Em um país tropical, isso significa bem-estar, maior disposição para o trabalho e para as relações sociais. Isso sem falar dos ganhos paisagísticos e da redução da poluição (tanto sonora como atmosférica). Está nos livros, senhor diretor. Trabalhar com meio ambiente não requer vultosos investimentos financeiros, mas competência e honestidade. Ficou evidente que a árvore fora retirada para beneficiar o proprietário de um pequeno centro de compras em uma esquina qualquer de nossa cidade, assim como fica evidente que as matas de nosso Estado foram dizimadas para dar lugar ao progresso. Mas, afinal, de que progresso estamos falando? - MARCELO RUBENS MACHADO, biólogo e professor universitário, Londrina. - As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





