O leitor escreve
Comissão Processante (1)
Senhor prefeito (Antonio Belinati, de Londrina): se nada teme, por que criar clima de terror e recorrer até ao TJ para que a Comissão Processante não seja formada? Se nada teme, por que recorrer? Assim, deixa que tudo se transforme em nada. Desculpe-me, mas ao que tudo indica, está preso a quem não devia. A comissão é formada apenas para averiguação, podendo tanto limpar seu nome e de seu secretariado. Se nada deve, por que corre da determinação da lei? É difícil provar a inocência de todos os envolvidos quando todos tentam se livrar. Senhor prefeito e senhores vereadores: não se esqueçam: a Promotoria está na cola de vocês. O ano é eleitoral e a Justiça cível e criminal é acima da justiça política de vocês. Senhor Renato Araújöo (presidente da Câmara): o seu ser ou não ser é maior ou pior que assumir a indignação de não ter personalidade própria.
- MAURO VIECILI, Londrina
Comissão Processante (2)
Vou apenas utilizar um ditado popular: Quem não deve não teme.
- ANGELO JOSÉ FARIA, Londrina
Comissão Processante (3)
Gostaria de parabenizar os leitores que se manifestaram a favor da transparência e da ética na política londrinense e em especial a Marcelo Tebet, pela magnífica manifestação no dia 26.
- CARLOS A. C. MONTEIRO, Londrina
Comissão Processante (4)
Tomei conhecimento, nestes últimos dias, da posição do presidente da Sociedade Rural do Paraná em relação aos fatos vergonhosos de corrupção que se instalaram em Londrina. Não poderia deixar de me manifestar num momento tão importante como este e diante de tal declaração, principalmente em se tratando de uma classe da qual meu digno e respeitado avô faz parte há 50 anos como um dos seus fundadores.
Tenho vocação e educação para cumprir e respeitar a lei, e nunca transgredi-la. Por isto, fico triste e pensativo em ver uma classe que sempre admirei se omitir e esquivar-se diante de fatos tão estarrecedores e cristalinos. Dá até para pensar e temer que se não tomarmos uma atitude enérgica, democrata e de cidadania, com certeza em breve seremos descornados, marcados e tangidos a toque de berrante.
- RODRIGO FERNANDO CORDEIRO CARNEIRO, Londrina
Grêmio
Sou filho do técnico do Grêmio Maringá, e recebo todos os dias este eficiente jornal. Gostaria apenas de fazer uma correção quanto ao nome de meu pai, na notícia de ontem (Folha Esportes). O correto é Walter Zaparolli.
- FERNANDO ZAPAROLLI, Americana
Trote
Manifesto minha indignação à realização dos trotes estudantis. É repudioso ver, pelas ruas desta bela cidade, que agora escolhi para morar e estudar, alunos, já estudando nas excelentes faculdades londrinenses, obrigarem calouros a esmolar nas ruas, todos pintados e fétidos, a vender cigarros, a parar nos semáforos e esmolar trocados a fim de repassarem aos veteranos uma quantia ao final do dia. Onde estão os trotes culturais? Sou recém-chegado de Curitiba, que pelo que me consta, trocou a barbárie do trote que é visto aqui pelo trote cultural, quando calouros têm de prestar serviços à comunidade, arrecadar mantimentos para repassar a entidades carentes etc. Confesso que isto me desmotiva a prestar vestibular em Londrina.
- RENATO CESAR VICTORINO, Londrina
Gasolina e diesel
Toda criança que já tenha cursado a 5ª série, sabe que um barril de petróleo tem 159 litros e que do petróleo nada se perde. Se um barril custa US$ 30 ou R$ 52,50, o custo médio do combustível é R$ 0,33. Se adicionamos a este custo primário 50% para custeio de refino, impostos, distribuição e custos de transporte etc, os derivados custariam R$ 0,495, um custo bem próximo cobrado nos postos americanos R$ 0,46, onde a gasolina não é batizada com álcool e água como a daqui. Deixamos de mencionar os derivados nobres que custam no mercado acima de R$ 3 o litro, diante dessas continhas alguém pode explicar por que o litro da gasolina custa quase US$ 1 o litro?
- TARCISIO MARTINS, Londrina
Previdência
Ouço o próprio presidente da República dizer que, se não for aprovado o aumento da contribuição previdenciária dos funcionários públicos para alíquotas próprias de autônomos e se não vingar o confisco que quer fazer nos proventos e pensões, a sociedade continuará a pagar indevidamente aquela conta alheia. Ora, os pagamentos de que se trata não são feitos pela sociedade como tal, mas pelo Estado, como empregador e, cumulativamente, como guardião dos recursos provindos das contribuições que recolheu dos funcionários e das suas próprias.
Se se apropriou dos funcionários e não recolheu as próprias, sibi imputet (culpe-se a si mesmo). Pague o Estado, agora o que deve e não insista em transferir a culpa. A União não está estimulando Estados e municípios a criar fundos de previdência e não está ajudando-os no ressarcimento dos danos decorrentes do fato de se haverem apropriado das contribuições dos servidores e de haverem sonegado a sua própria? Pois a sua situação é exatamente igual: ela também desviou e sonegou. E deve ressarcir.
- ALCINDO NOLÊTO RODRIGUES, Brasília
IPVA e mudança de endereço
Sou engenheiro agrônomo e atuo no interior do Paraná. Em decorrência do trabalho, estou sujeito a mudanças de endereço eventualmente. Quando isso ocorre, informo meu novo endereço a bancos, seguradoras, entidades de classe e outros órgãos. Tudo fica resolvido. Com relação ao Leão do Imposto de Renda, que leva a fatia mais pesada do meu salário, basta que eu entre na Internet ou preencha um formulário citando no novo endereço e fica tudo em dia. Por outro lado, a coisa pega quando vou tentar mudar de endereço no Detran, independente da cidade onde esteja.
Primeiro, porque o Detran geralmente fica em local longe do centro e atende em parte do horário comercial. E suas taxas têm que ser pagas em bancos, que também têm horários que não ajudam muito. Para complicar, tem que ser montado um verdadeiro dossiê para mudar de endereço, um requerimento ao Detran, fotocópia do RG, comprovante de residência atual, certificado de registro do veículo, comprovante do pagamento da taxa do Detran e pagamento das novas tarjetas com o nome do município.
Além das taxas e documentos, se correr tudo bem, ainda se faz umas três visitas ao Detran, entre pegar lista de documentos, entregá-los ao Detran e depois pegar a nova trajeta. Esta é uma das razões que desestimulam os usuários a manter o endereço em dia no Detran. Muitos aborrecimentos nos causam esses complicadores, principalmente no momento de receber os documentos para pagar o IPVA. Como proprietários de veículos, já somos mais que identificados pelo Detran, na hora de documentar os mesmos. Acho que deveriam acreditar mais no contribuinte e facilitar as coisas.
Para finalizar, paguei a licença do carro em dezembro de 99 e já em janeiro de 2000, tive que quitar de novo, o que é um absurdo. Logo janeiro, quando muita gente está em férias e corre-se o risco da pessoa estar viajando e perder o direito ao desconto. Além de tudo, até agora ninguém nos informou como e quando teremos que quitar as outras duas taxas que completam a documentação do veículo, ou seja, o Seguro Obrigatório e a Taxa de Licenciamento.
- ORLANDO LISBOA DE ALMEIDA, engenheiro agrônomo, Santo Antonio da Platina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





