O leitor escreve FMI Caio Koch-Weser, nascido em Rolândia, cidadão brasileiro, foi lançado candidato pelo governo da Alemanha ao cargo de diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), instituição que empresta dinheiro a países em desenvolvimento quando atacados por doenças financeiras. Esta entidade é bastante solicitada pelo Brasil, mas a ajuda nem sempre foi benéfica exigindo com certeza uma reformulação nos critérios até agora adotados. Os ‘‘esquerdistas tupiniquins’’ odeiam esta instituição, que a bem da verdade salvou a economia de muitos países com a sua interferência. Caio Koch-Weser conseguiu o apoio unânime dos países europeus e numa votação não oficial teve 43% dos votos. Não teve o apoio do governo brasileiro, cujo representante se absteve na votação acompanhando os Estados Unidos. O presidente Bill Clinton interferiu alegando que Koch-Weser não tem experiência suficiente para enfrentar crises financeiras. O que ele aprendeu então todos estes anos no Banco Mundial ou será que ele tem idéias próprias que divergem dos interesses norte-americanos? Já que eles têm poder de voto e Koch-Weser renunciou a sua candidatura se dizendo frustrado e humilhado pelo processo arcaico de seleção dos dirigentes. O Brasil, que poderia influenciar muitos outros países, perdeu assim uma boa oportunidade de ter um grande amigo na chefia do FMI. Aqueles que sempre reclamam da dependência econômica dos EUA, também não fazem nada para se livrar dela. O ministro Pedro Malan, ‘‘puxa-saco’’ de Stanley Fischer, candidato norte-americano nascido na Zâmbia, que teve o voto de 20 países africanos, mais uma vez pisou na bola. - NIKOLAUS SCHAUFF, agricultor, Rolândia Quaresma Assim como o Povo de Israel caminhou 40 anos pelo deserto após sua libertação no Egito para entrar na Terra Prometida, da mesma maneira durante 40 dias caminharemos até a Páscoa do Senhor. Jesus passou 40 dias de retiro antes de iniciar sua pregação e ser batizado no Rio Jordão por João Batista. O número quarenta está presente de maneira muito forte na Bíblia Sagrada. A quaresma é um tempo de graça e de salvação, a Páscoa, aliança definitiva, vitória sobre o pecado, a escravidão e a morte. A quaresma não é apenas um tempo de pedir perdão a Deus, fazer penitência, mas sua dimensão é pascal: caminho para a Páscoa, passagem para uma vida melhor. É também um tempo de uma profunda escuta da palavra de Deus. É esta palavra que ilumina a vida e chama à conversão, infundindo confiança na misericórdia de Deus. O confronto com o evangelho ajuda a perceber o mal, o pecado, na perspectiva da Aliança, isto é, a misericordiosa relação nupcial de amor entre Deus e o seu povo. Motiva para atitudes de partilha do amor misericordioso e da alegria do Pai com os irmãos que voltam convertidos. Deve-se fazer da quaresma um tempo favorável de avaliação de nossas opções de vida e linhas de trabalho, para corrigir os erros, aprofundar a vivência da fé, abrindo-nos a Deus, aos outros e realizando ações concretas de fraternidade e de solidariedade. - Pe. NATÁLICIO JOSÉ WESCHENFELDER, Palmas (PR) Igreja Nossos cumprimentos ao sr. Ludinei Picelli pela carta publicada pela Folha, dia 12/3. De fato faz-se necessário que seja combatida a malandragem religiosa. Todos os dirigentes religiosos intitulam-se representantes de ‘‘Deus’’. A malandragem é enorme: principalmente Igreja Católica Apostólica Romana, que existe há 2000 anos e ao longo do tempo sobrevive em razão do homem comum, ignorante. Cobra ‘‘dízimo’’ e outras taxas, vem acumulando bens materiais (é uma poderosíssima multinacional) e tem privilégio legal de não pagar nenhum imposto. Religiões existirão sempre porque o ser humano é carente por natureza, mas os privilégios têm que acabar. Jesus Cristo teve vida modestíssima e era contra os economicamente poderosos. Adornar igrejas com ouro e tanta ostentação é ‘‘pecado’’. O clero deveria desapegar-se do luxo e da riqueza e dar de comer ao povo faminto. A ‘‘Santíssima Inquisição’’ mandou para a fogueira e despojou de bens todos os homens inteligentes e livres da época, que não seguissem seus mandamentos. Hoje não tem toda essa força porque são criticados em livros, filmes, cartas etc. O papel principal da mídia é informar o povo sobre fatos reais, combater bandidos de todos os segmentos sociais, e, deve dar mais espaço para as ciências. Os cientistas sim têm buscado o bem-estar para a humanidade. - FRATERNO MARIA NUNES, Campo Mourão Ensino Superior Há alguns anos o Brasil caiu na real e começou a se preocupar com o seu alto índice de analfabetismo. Nosso país era um dos primeiros no índice mundial. Pressionados por órgãos internacionais foram criados vários programas para a erradicação deste problema. Porém, a principal meta não era educar, mas sim diminuir o índice de analfabetismo. Achada em termos uma solução para este problema caminhamos para um nova etapa. Agora surge a necessidade de formar nossos cidadãos em cursos superiores, este que há pouco tempo era privilégio de poucos, por consequência das escassas faculdades. Além do mais o MEC não permitia a abertura de faculdades que não seguissem o seu rigoroso sistema. Mas isto já está mudando. Novas faculdades estão se proliferando por todas as regiões do País. O MEC agora se preocupa com estas instituições após estarem em funcionamento dando totais condições para a abertura das mesmas. Dentre estes benefícios surge um fator prejudicial: a formação de nossos estudantes. A facilidade para iniciar uma instituição de ensino e a alta procura, tornam estas mais preocupadas com o retorno financeiro de que com o nível de ensino que podem oferecer. Não basta formar nossos estudantes em cursos superiores como foi feito para solucionar o índice de analfabetismo. É necessário que haja um aprendizado eficiente, preparando para ingressar com competência e responsabilidade no mercado de trabalho. - FRANCISCO A. BONI, estudante, Santa Cruz de Monte Castelo Agradecimento Através desta, vimos agradecer o apoio recebido pela Folha de Londrina/Folha do Paraná para a realização do 6º Festival Unicanto de Corais no ano de 1999, através de Lei Municipal de Incentivo à Cultura. Graças ao apoio recebido, Londrina configura hoje na vanguarda da arte canto-coral no cenário nacional, posição esta que fora alcançada com o incentivo de pessoas e empresas que acreditaram em nosso propósito. - JOSÉ MÁRIO TOMAL, maestro, Londrina - As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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