O leitor escreve
O leitor escreve Ciranda A Ciranda Central de Notícias dos Direitos da Infância e Adolescência vem acompanhando com muita satisfação as reportagens realizadas sobre temas relacionados aos direitos da infância e adolescência. A matéria sobre a questão da violência doméstica (27/2) do jornalista Walter Ogama possibilita o debate sobre esse grave problema. A violência doméstica, abuso e exploração sexual, por serem assuntos delicados, às vezes ficam esquecidos. A reportagem da jornalista Érika Pelegrino (2/3) sobre a falta de vagas nas creches de Londrina levantou um problema no interior do Estado que vem acontecendo também na capital. Vale lembrar que essa matéria foi destaque do Clipping Hoje produzido pela ANDI Agência de Notícias dos Direitos da Infância de Brasília, a qual a Ciranda é integrada e responsável por destacar as matérias relevantes do Paraná. Também a matéria da jornalista Michele Muller (2/3) sobre o projeto Araucária foi destaque no Clipping Hoje. Consideramos de grande importância mostrar projetos bem-sucedidos, para que a sociedade conheça e colabore para melhorar a situação da infância, principalmente a excluída e marginalizada. Matérias importantes também feitas pelo jornalista Luígi Poniwass merecem destaque, entre elas, a publicada dia (22/2) sobre uma divergência política que prejudicou alunos em Mandirituba. A Folha tem se mostrado atenciosa com as questões dos direitos da criança e do adolescente. Esses direitos precisam do apoio de toda a sociedade, mas principalmente do apoio da mídia como formadora de opinião. Apostamos nessa força porque já podemos ver pequenas mudanças sociais e também no jornalismo nacional que beneficiam a infância brasileira. A Ciranda registra diariamente todas as matérias veiculadas pelos principais jornais locais e coloca-se à disposição para cooperar com os jornalistas paranaenses. Colocamos também o serviço da imprensa de nosso Banco de Referência/Projetos Sociais que reúne inúmeras experiências positivas na área da criança e do adolescente. Basta entrar em contato conosco. Mais uma vez parabenizamos todos os jornalistas, citamos apenas alguns, mas há outros nomes importantes assim como os editores e pauteiros da Folha. - PAULA BAENA, coordenadora executiva da Ciranda, Curitiba CPI do narcotráfico (1) Na coletiva dada na semana passada, o Secretário de Segurança foi questionado por um repórter como que a CPI, em três dias, conseguiu levantar tantas informações sobre o envolvimento de policiais do Paraná com o narcotráfico e como que a Secretaria as ignorava. O Secretário afirmou que é porque o sistema dispõe de instrumentos poderosos que a Secretaria não dispõe. Sendo assim, por que é que a base governista na Assembléia sempre impede a criação de qualquer CPI? Vide caso das jaquetas da PM, pedágio, Sercomtel e, neste preciso momento, o escândalo AMA-Comurb na Prefeitura de Londrina. Se existe vontade de apurar todas as denúncias... Aliás, nem requerimento de pedido de informações eles deixam passar... - M. DIRCE B.M. DE SOUZA, Curitiba CPI do narcotráfico (2) A nova polícia do governador começou bem. Com o acordo e o abrandamento da comissão nos questionamentos ao atual secretário ficou no ar aquela sensação de que algo está sendo acobertado. Acredito que Cândido perdeu uma chance de ouro de se posicionar perante a opinião pública. Se nada tivesse a esconder enfrentaria seus membros com o peito aberto e não admitiria manobras de bastidores. - CARLOS EDUARDO MILDEMBERGER, Campo Mourão Reforma agrária A reforma agrária é um assunto sério demais para que seja tratado de forma tão leviana, como aconteceu com a Página da Educação, de responsabilidade deste sindicato, na edição do último dia 1º, nesta Folha, na página 4 do caderno cidades. Em primeiro lugar, a desinformação é algo patente na matéria intitulada PM fere crianças e mulheres em desejo de sem-terra no Paraná. Só para esclarecer o autor da matéria, a Fazenda Eloá nem chegou a ser desocupada, como afirma a reportagem. Está clara a intenção de deturpar os fatos, sem levar em conta que a PM estava tão-somente cumprindo ordem de reintegração de posse emitida pela Justiça. A respeito das crianças e mulheres no momento da desocupação da Fazenda Figueira, o que não se fala é que os corajosos líderes do MST, que não estavam na propriedade, incitam estas pobres vítimas a se colocar na frente dos policiais, formando um triste escudo humano, de pessoas que são enganadas diariamente pelas falsas promessas feitas pela liderança do MST. Outro ponto que merece consideração. Enquanto os PMs utilizavam equipamentos autorizados por lei, os sem-terra usam coquetéis molotov, minas terrestres com até um quilo de pólvora e diversas outras armas caseiras. Estas armas estão à disposição da Justiça, a mesma que reconhece o direito à propriedade dos produtores rurais. Quando interessa o autor da matéria cita a PM como fonte, já quando o que pretende é denegrir a mesma polícia cita fontes fantasmas ou nem chega a isto. A PM divulgou a participação de 678 policiais, já o vidente autor da matéria diz que foram mil policiais. Até para copiar a matéria de outros jornais mostrou incapacidade. A UDR sugere apenas que o assunto seja tratado com maior seriedade e responsabilidade. - TARCÍSIO BARBOSA DE SOUZA, coordenador geral da União Democrática Ruralista (UDR) Comissão processante Lamentável o comentário incoerente do vereador Antenor Ribeiro sobre a decisão do Tribunal de Justiça do Paraná, que decidiu por suspender a sessão da Câmara Municipal, que votaria, ou não, pela abertura de uma comissão processante. Palavras do vereador: Não houve ingerência do poder judiciário. Os poderes são independentes, um sofre ação de outro. Ora, se eles são independentes, como um pode sofrer ação de outro? Depois de constatar tamanha contradição, posso agora entender o porquê dos vários apartes requeridos pelo eminente vereador quando da leitura da denúncia assinada pelo gênio, como ele mesmo frisou, referindo-se ao advogado Adyr Sebastião Ferreira, ponto que merece a minha total concordância, sob a alegação de que não entendia o que lia e de que faltava revisão na referida petição. Um vereador experiente, atuando em várias legislaturas, não pode tropeçar nas palavras como o fez. - RODRIGO FERNANDO CORDEIRO CARNEIRO, Londrina - As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. 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