O leitor escreve CPI do Narcotráfico (1) Parabéns pelas notícias de corrupção. Vejo que a Folha sempre está lá, dando cobertura. Gostaria que não só no Paraná, mas principalmente aqui no Norte do País se realizasse CPIs sobre as instituições do Estado e as delegacias, pois aqui ainda impera a lei do mais forte e a do silêncio. - RENATO SPADOTO, Porto Velho (RO) CPI do Narcotráfico (2) Pelo amor de Deus, senhores deputados, não esmoreçam. A sociedade de bem desse País aposta que os senhores vão, se não acabar, pelo menos desmantelar essas quadrilhas organizadas. Que Deus os proteja. - OSMAR JOSÉ URIO, Francisco Beltrão CPI do Narcotráfico (3) Pelo visto o Brasil está querendo melhorar. Esta CPI do Narcotráfico está botando pra quebrar. Eu espero que depois de tudo isto seja feita justiça, que os culpados cumprem com as penas a eles impostas. E que seja feita justiça por todas as famílias paranaenses, que tanto confiaram na Polícia e nos seus dirigentes. Justiça seja feita e esperamos que o vírus da corrupção não atinja os tão respeitados integrantes da CPI do Narcotráfico. Nós, paranaenses, agradecemos e acreditamos que nossos direitos serão respeitados. - CARLOS ALBERTO, Curitiba CPI Narcotráfico (4) O delegado Adauto de Oliveira, igualmente como seu sósia, o ator Roy Scheider de ‘‘Tubarão I e II’’, não deixou por menos, como sabemos. Roy era o xerife de Amitytown que detonou os tubarões. Seu sósia, o delegado Adauto, fez o mesmo com os peixões da Polícia do Paraná. Parabéns. - SÉRGIO GIAVARINA, Jataizinho Administrando superficialidades O ilustre jornalista Walmor Macarini tem toda razão em seu artigo-desabafo. Seria interessante que utilizasse sua experiência de jornalista para explicar por que no Brasil não temos filósofos. Nossos estudantes de Filosofia se transformam quando homens maduros em conhecedores eruditos de filosofia e se dedicam a escrever sobre o que os outros escreveram e falaram. Será o clima? Ou será porque não há interessado em consumir filosofia produzida no Brasil. O artigo-desabafo não elucidou as preferências pelas superficialidades nele apontadas. - EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo Racismo A Associação Brasileira de Negros Progressistas (ABNP) parece ignorar que a igualdade de raças significa aceitar qualquer situação sem restrições. Segundo o que se depreende da opinião da ABNP, a propaganda (na campanha da Aids na qual aparece uma atriz negra) deveria haver um grupo de pessoas de todas as etnias juntas no mesmo videoclip, o que não deixa de ser uma incongruência. Entendi plenamente que não se trata da encenação de uma ‘‘prostituta’’, mas sim de uma jovem comum que teve um caso de amor durante o Carnaval, assim como eu o tive quando era moço e me apaixonei por uma jovem que não encontrei nunca mais depois da Quarta-Feira de Cinzas. Não importa a cor, meus amigos da ABNP, mas se vocês se acham tão ofendidos em participar da vida em comum com os brancos, amarelos e vermelhos, o melhor que poderiam fazer é fretar um transatlântico, juntar suas ‘‘matulas’’ e tratar de mudar de domicílio para seus lugares de origem, lá nos fundões da África. Possivelmente lá os companheiros negros, tão ofendidos, encontrariam um lugar adequado para se manter incólumes quanto a esses tipos de problemas que tanto os ofende no ‘‘mundo dos brancos’’. - JUAN MUÁOZ APARICIO, Itu Saída brasileira Desembargador impede votação de comissão processante em cidade do Paraná, ministro do STJ impede quebra de sigilo bancário de senador, ministro do STJ impede quebra de sigilo bancário de secretária de ministro da Defesa, juiz Lalau não poderá ir para a cadeia pois tem curso superior e mais de 65 anos. Entre estas coisas e outras só vislumbro uma saída para brasileiros honestos: Galeão ou Cumbica. - AMÉRICO MARQUES MARTINS, Maringá Postos de combustíveis Gostaria que o promotor Hélio Cardoso expusesse, de maneira clara, o que acontece quando algum consumidor reclama sobre a qualidade dos combustíveis que compra e que atitude o Procon toma, tomou ou tem tomado para coagir que a adulteração no setor acabe ou pelo menos diminua. Não é revanchismo, mas apenas curiosidade, pois no ano passado diversos postos de gasolina tiveram suas bombas lacradas por 11 dias (Folha Economia de 26 de junho, ‘‘Fiscais lacram postos em Londrina’’) por venderem produtos de baixa qualidade. Por si só, isso já é adulteração criminosa, pois toda a gasolina tem somente uma origem, a Petrobras, e esses postos continuam sendo operados pelos mesmos proprietários, com os mesmos preços reduzidos, e, até o momento, não se tem notícia de aplicação de multas. Não é uma apologia ao preço alto, mas sim à Justiça. E até um esclarecimento à população, já que a grande maioria não tem acesso à verdade das informações, somente àquelas que dão Ibope. Como sempre, é muito fácil falar que os ‘‘posteiros’’ subiram seus preços além do anunciado, esquecendo-se dos índices mentirosos que o governo anuncia e dos índices reais que a distribuidora nos repassa. E enquanto a caravana de pessoas que trabalham dentro da rígida legislação da ANP passa, indo direto para a bancarrota, os cães bem alimentados, que vivem de liminares, da sonegação, da adulteração e do poder econômico continuam a ladrar cada vez mais alto. Nenhum ‘‘posteiro’’ quer preço alto. A grande maioria quer ter o direito de ter o seu negócio, de poder fazer frente aos seus compromissos e ter um mínimo de respeito das autoridades pelos impostos que paga e pelos empregos que gera. Todo aumento de combustíveis traz nossos nomes à baila, e enquanto somos alvo de ladrões e de achacadores oficiais, nenhuma autoridade estabelecida se colocou ao nosso lado. Peço que em respeito a uma classe, principalmente a que atua em Londrina, seja feita uma ampla reportagem, de cunho investigativo, tal qual está sendo feito na questão das drogas, para que se apurem os verdadeiros fatos que fazem a gasolina do Brasil ser uma das mais caras do mundo: a carga tributária, o que é feito desses impostos, o porquê de algumas distribuidoras venderem combustível tão mais barato que outras, a origem desses produtos, as margens de lucro tanto da Petrobras, das distribuidoras e dos revendedores. Não é pedir muito, pois combustível é um item estratégico ao País, e hoje se trata da maneira mais fácil do governo federal ou estadual, enfiar a mão em nossos bolsos. O promotor, no atributo de suas funções, deveria – e acho que esse é o seu dever – fazer valer a lei, a que está escrita, e talvez esquecer um pouco os refletores da mídia. Estão em jogo mais de mil empregos diretos, e um número, que não me é conhecido, mas nem por isso menor, de empregos indiretos. A máscara de bandido não me cabe. E não gostaria que ninguém tentasse colocá-la em mim nem em companheiros que atuam honesta e sofridamente neste mercado de Londrina, jogado às moscas nos meandros da Justiça. - LUIZ CARLOS PIELAK, proprietário de posto de gasolina, Londrina - As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. 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