O leitor escreve
O leitor escreve CPI do Narcotráfico (1) Os depoimentos da CPI do Narcotráfico dão indicativos do envolvimento da Polícia do Paraná no esquema da droga. Agora é necessário analisar a idoneidade das declarações das testemunhas, ouvir os acusados e apurar as denúncias, pois a repercussão da passagem da CPI pelo Paraná pode comprometer o paternalismo do secretário Cândido Martins de Oliveira e a estrutura da segurança pública deste Estado. - EDUARDO KAZUHIDE SATO, Curitiba CPI do Narcotráfico (2) Fico muito admirado em saber que quando se trata de julgar os suspeitos de palácio (deputados e outros influentes), a CPI não acredita no depoimento dos traficantes. O deputado Luiz Carlos Alborghetti sabe muito bem usar os meios de comunicação para berrar a todo mundo e mostrar as falhas dos outros. Provavelmente esta era a forma de se fazer passar de santinho e esconder as maracutaias que se passam dentro da casa dele ou com ele mesmo. Seria bom a CPI do Narcotráfico investigar isto bem direitinho, porque onde há fumaça há fogo. Quando se diz que a vaca é malhada, com certeza pelo menos uma pinta ela tem. É muito fácil gritar aos quatro cantos que os filhos e os outros são marginais. Agora, Alborghetti, quero ver como vai explicar isso. - CARLOS ALBERTO, Curitiba Comissão Processante (1) Participei, na Câmara, da novela sobre a Comissão Processante para cassação de Belinati. Fiquei perplexo em ver tanta corrupção. Enquanto lá dentro (Câmara) se tentava iniciar o julgamento de uma, lá fora (povo) verifiquei também muitos corruptos e corruptores trazendo várias pessoas através de vários ônibus fretados. Financiados por quem? Provavelmente pelos que fazem parte do esquema e que são bancados por ele, como presidentes de entidades e empresas também corruptas. E assim aconteceu também nos outros dias, como também no teatro visto na terça-feira em frente da prefeitura. O trabalhador de Londrina está indignado, vendo há vários anos seu salário sendo corroído pela inflação sem nenhuma reposição e de outro lado outros enriquecendo ilicitamente pela corrupção. Queremos não só a cassação dos corruptos, mas também os nobres que estão ao seu lado. Chega de sujeira, vamos moralizar nossa cidade! - EDUARDO TOLOMEOTTI, Londrina Comissão Processante (2) Na qualidade de cidadã, sinto-me no dever de me manifestar a respeito do despacho do desembargador Cyro Crema, suspendendo o juízo de admissibilidade, na Câmara de Londrina, de pedido de abertura de Comissão Processante para apurar irregularidades e desvios na administração. A decisão só contribui para aumentar a descrença na Justiça, por parte da população. E isto se torna claríssimo quando ele afirma que ...o procedimento poderá levar à cassação do mandato do impetrante como prefeito municipal, decisão de extrema gravidade e importância em se tratando de um dos maiores e mais pujantes municípios do Estado... Seguindo a lógica deste raciocínio, há de se perguntar se quanto maior for o município envolvido, mais complacente tem de ser a Justiça? Inversamente, quanto menor, mais rigorosa deve ser a posição do Judiciário? Por outro lado, quando eleitores decidiram entrar com o pedido, fizeram-no lastreados em infração político-administrativa, justamente para que se pudesse apurar com rapidez tais denúncias, já que se sabe que o trabalho do Ministério Público e as ações que deverão ser propostas, visando cuidar da improbidade administrativa, deverão percorrer o longo e tortuoso caminho da Justiça, com toda a gama de recursos. E agora, vê-se este processo ser obstaculizado pelo próprio Judiciário. Na CPI do Narcotráfico vê-se a pronta ação da Justiça. Contrariamente, para o caso do desvio de dinheiros públicos, formação de quadrilha, como comprovam os documentos em poder do MP, vemos interceptado por uma decisão judicial, o desejo que, certamente, é da maioria da população londrinense, de ver essas irregularidades apuradas com rapidez, para que se restabeleça a dignidade, o respeito, a moralidade na Prefeitura de Londrina. - IRACEMA CORDEIRO CARNEIRO, professora universitária, Londrina Racismo (1) As entidades integrantes do Movimento pela Moralidade na Administração Pública de Londrina deliberaram, durante reunião realizada no dia 1º na sede da OAB, por emitir moção de apoio à jornalista Vita Guimarães, da Rádio Paiquerê, em decorrência do ato de racismo da qual ela foi vítima e que partiu do secretário municipal Sidnei Dionísio de Oliveira. A profissional foi chamada de negra suja (sic) na presença de testemunhas quando exercia sua atividade de repórter na cobertura da sessão realizada na Câmara de Vereadores de Londrina, no dia 29. A prática de racismo é veementemente repudiada pela sociedade civil londrinense, ainda mais quando praticada por uma autoridade municipal, que em razão do cargo deveria pugnar pelo cumprimento da Constituição Federal na defesa dos direitos humanos. - LAURO FERNANDO ZANETTI, presidente em exercício da OAB e representando o Movimento pela Moralidade, Londrina Racismo (2) Ninguém, em sã consciência, adquire Aids a não ser inocentemente. Portanto, a alegação, feita pela Associação Brasileira dos Negros Progressistas, de que a campanha veiculada pelo governo na TV, onde uma jovem atriz negra em momento algum aparece inocente é, além de piegas, de uma jactância gigantesca. Já está implícito. Imaginem, se existisse, que a Associação Brasileira dos Brancos Progressistas (ABNP) acionasse o ministro pelo simples fato de uma branca não ter sido a escolhida. Os brancos estão mais propensos a adquirir Aids do que os negros ou inverso é mais verdadeiro? Em tese, já que não existem números exatos a probabilidade não é a mesma? Percebe-se que o pensamento abstrato de algumas pessoas está mais abstrato que de uma maioria. Acho que com atitudes como esta, eles só vão conseguir aumentar o racismo no País. Finalizando, peço aos membros da ABNP que considerem, simplesmente, a possibilidade do direito da moça que fez o comercial, em aceitar ou não a campanha. Estamos numa democracia e, com certeza, vocês não desejam o contrário. Ou estou enganado? - JOSÉ ANTONIO LIBANIO, Presidente Prudente Violência no campo A Comissão Pastoral da Terra (CPT) repudia mais um ato de violência policial contra os trabalhadores rurais do Estado do Paraná, sob o comando do governador Jaime Lerner. Em 25 de fevereiro, aconteceram três despejos no município de Guairaçá, na forma de operação de guerra, isolando a região, só permitindo a passagem de fazendeiros e pistoleiros e proibindo a entrada de pessoas solidárias e da imprensa, atirando, espancando, ferindo e humilhando, inclusive mulheres e crianças. Este não é um fato isolado. Só nos dois primeiros meses deste ano, já houve 12 grandes despejos rurais, com 96 prisões e 46 feridos. O Paraná, na política agrária, é visto como um laboratório da repressão que poderá se desencadear nos próximos anos em outras regiões do País, especialmente no Norte e no Nordeste. Estas famílias sem-terra vão se tornar migrantes forçados, esvaziando o campo e inchando as cidades com as sequelas de pobreza, penúria e fome. Ao denunciar estes fatos, nos solidarizamos com as vítimas destas atrocidades, os trabalhadores/as rurais; e nos solidarizamos também com seus aliados perseguidos. Neste tempo propício de Jubileu da Terra, assumamos todos decididamente a sagrada bandeira da reforma agrária. - D. TOMÁZ BALDUÍNO, presidente nacional da CPT, Goiânia - As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





