O leitor escreve





Usuários de rodovias
Acho viável a criação deste Fórum de Usuários de Rodovias proposto pela Folha, pois assim o assunto se torna mais abrangente, envolvente e com o surgimento natural de novas idéias para a melhoria e adequação de nossa malha viária. Pois da maneira como as rodovias de nosso Estado vêm sendo tratadas estão muito longe das qualidades praticadas em países europeus e da América do Norte, onde o consumidor está em primeiro lugar. Na realidade, se a concessionária fosse extremamente competente, ela não nos deixaria tomar esta atitude de criar um órgão para análise do que está acontecendo; pois a verificação da competência do serviço que ela presta deveria ser analisada por especialistas da própria empresa.
Não podemos omitir também a falta de zelo do governador em se tratando do contrato realizado com estas concessionárias, em que os preços concebidos inicialmente não são os praticados na atualidade, fazendo com que as projeções de melhoria ao longo do tempo da rodovia viessem todas por água abaixo, pois a receita caiu em 50%. O governo, como a empresa que presta os serviços pela concessão, deveria tentar entrar em acordo de modo que todos saíssem beneficiados: o Estado, a concessionária e principalmente os usuários.
- MARCELO SÁFADI ALVARES, Miraselva
Sacoleiros (1)
A maioria dos sacoleiros são pessoas de bem que perderam seus empregos e estão tentando ganhar uma migalha para sustento próprio ou de seus familiares. Ou alguém já viu sacoleiro rico? (Notícia sobre o fim da atividade na fronteira Brasil–Paraguai).
- JEDIAEL MARIA DE OLIVEIRA, Londrina
Sacoleiros (2)
Como vivo na fronteira, espero que seja real esta informação divulgada pelo governo e que seja feita fiscalização não somente nos ditos sacoleiros mas também nos ‘‘grandes’’, que normalmente saem impunes deste tipo de fiscalização.
- NEWTON B. MARQUES, Foz do Iguaçu
Convenção
Até hoje não consegui entender o significado da palavra ‘‘convenção’’, muito empregada pelos nossos políticos. Fico em dúvida se eles estão testando nossa ignorância ou se querem mudar o significado da palavra. O que de fato temos presenciado, não pode ser considerado uma convenção e sim um referendo, onde o jogo é feito com cartas marcadas e os mesmos espertinhos já vêm fazendo campanha há muito tempo. Presume-se que convenção seja a reunião de todos os convencionais para escolher, entre seus membros, aquele ou aqueles que de fato reúnem qualidades para representá-los.
Muitas reformas encontram-se no Congresso, e a reforma política seria a de maior interesse para o nosso Brasil. Dentro destas reformas, sugiro que a ilusória convenção seja feita em três ou mais etapas. Na primeira delas, todos os convencionais seriam candidatos e, para uma segunda etapa passariam os dez mais votados. O atual processo de imposição de determinado candidato, vem há 500 anos infelicitando nosso povo. Este está gradativamente se politizando, mas falta muito ainda para que aqueles de ‘‘fala fácil’’ e o poder econômico procurem outro entretenimento. O Brasil é um país grandioso e por isso devemos urgentemente erradicar certas brincadeiras de mau gosto e dar um basta para que o Brasil comece a respirar. Apesar dos 500 anos de morosidade, aos poucos estamos acordando.
- WELLINGTON SAMPAIO, aposentado, Londrina
Estão fazendo a gente de bobo
O governo está fazendo a população de boba. O telefone e a energia elétrica são dois bons exemplos disso. Após analisar o preço das três empresas de telefonia do mercado – Sercomtel, Embratel e Interlig – observamos que a diferença de preço é ínfima, interferindo muito pouco no bolso do consumidor. Mas o pior são os transtornos para pagar a conta. Em breve, o usuário terá três contas em mãos, com datas de vencimentos diferentes. A novata Interlig também vai fazer a cobrança separado, com o primeiro vencimento para o dia 5, ou seja, mais um transtorno para o consumidor.
O brasileiro virou uma ‘‘barata tonta’’ indo de um canto para o outro para pagar suas contas. Toda semana tem conta vencendo, porque cada serviço tem uma data de vencimento. O jeito é viver para pagar contas e perder tempo em fila de banco. Outro desrespeito são os aumentos das tarifas. A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou um aumento entre 8,82% e 13,49% para o início de fevereiro. Se considerarmos o período de dezembro de 98 a dezembro de 99, tudo subiu: a CPMF (90%), gasolina (55%), impulso de telefone local (19%), gás de cozinha (39%), transporte coletivo (20%). E o governo ainda tem a coragem de dizer que a inflação está controlada e que o custo de vida diminuiu.
- SINÉZIO SCUDELER, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região
Universitárias
Parabenizamos publicamente quatro vestibulandas na região sul de Londrina que conquistaram vaga na Universidade Estadual de Londrina: Joelma Santos, que passou em Arquivologia, Maria Bento Pinto e Mauren Cassia Vaz de OLiveira em Letras e Erenir Aparecida Alves em Serviço Social. Essas aprovações são uma vitória que deve ser comemorada por toda a comunidade. Essas quatro novas universitárias frequentaram aulas em um curso pré-vestibular gratuito, organizado e tocado por profissionais voluntários, cujas aulas aconteceram no Caic da zona sul.
Mesmo com dificuldades e falta de infra-estrutura, elas provam que é possível concluir nossos projetos e conquistar nossos sonhos. A comunidade deve se organizar melhor e continuar lutando para oferecer mais opções aos nossos jovens que, infelizmente, fazem parte de um sistema que privilegia poucos. Joelma, Maria, Mauren e Erenir são exemplos do que a comunidade unida (mesmo com suas diferenças) pode alcançar. Parabéns às novas universitárias. Um novo mundo está apenas começando para vocês.
- NELSON CARDOSO, presidente do Conselho de Saúde da Região Sul de Londrina
Salário
A média que o trabalhador assalariado brasileiro recebe por mês não atinge R$ 500. Portanto, R$ 15 ou R$ 20 por dia. Com esses míseros reais, ele tem que morar, comer, vestir-se, além de tantas outras despesas forçadas... O que ainda é pior: só recebe após trabalhar 30 dias, sujeito ao patrão falir ou atrasar o pagamento. Os assalariados brasileiros vivem em regime de escravidão. Sem chance de progredir economicamente. Diz a história que se aboliu a escravidão no Brasil em 1888, mas está patente que não é verdade.
Passou da hora de os representantes do povo, deputados e senadores legislarem em favor de quem lhes delega poderes – o povo. Sem dúvidas, os assalariados seriam melhor tratados se o pagamento fosse semanal ou no máximo a cada dez dias. Ao patrão que tem um, 100 ou milhares de empregados, não alterará em nada pagar da forma mencionada (certamente chorará, como de costume). Os mandatos são transitórios e a história registra somente os grandes homens que de fato contribuíram para uma sociedade mais humana, justa e fraterna.
- FRATERNO MARIA NUNES, aposentado Campo Mourão
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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