O leitor escreve
O LEITOR ESCREVE
Osmar Dias esclarece
Com relação à caravana que veio a Brasília, cumpre deixar claro: 1 - Recebi, em meu gabinete, às 19 horas, depois de sessão importante do Senado, os representantes da caravana: prefeito Cássio Taniguchi, José C. de Carvalho (FIEP), Ardisson Ackel (Associação Comercial), Gustavo Bermann (Sindicato da Construção) e Miguel Salomão, Secretário do Planejamento. Não procede, portanto, a notícia de que eu me recusei a recebê-los. 2 - Mostrei que, pelos dados existentes, o Estado do Paraná não pode contrair mais empréstimos, já que não consegue aplicar aqueles que já tem contrato. 3 - Demonstrei que o bloqueio dos pedidos de empréstimo não é, como falsamente afirma o governador, responsabilidade dos senadores do Paraná, nem do Senado da República. A culpa por esse bloqueio é responsabilidade exclusiva do governo do Estado e, portanto, do governador, que se recusa a cumprir as diligências determinadas pela Comissão dos Assuntos Econômicos do Senado.
4 - Reafirmei minhas denúncias de corrupção envolvendo as obras do Paraná Rural e apresentei várias provas. 5 - O presidente do Senado, Antonio Carlos Magalhães, disse apenas o que poderia dizer: que o governo do Paraná deve cumprir as exigências do Senado. Nem ele, nem os senadores, podem descumpri-las. Nos regimes democráticos cabe ao Legislativo tomar as decisões que impeçam desastres que venham a prejudicar o futuro das populações. É claro que o Senado não vai mudar seu Regimento, suas resoluções e decisões para atender argumentos que, repetidamente, são desmentidos pelos números e pelos fatos. 6 - Posso dizer que os respresentantes dos empresários e o próprio prefeito de Curitiba saíram compreendendo e elogiando a posição do Senado e, acrescento, saíram impressionados com a verdade dos fatos.
- OSMAR DIAS, vice-líder do PSDB no Senado
FILO
Não basta apenas nossa vontade para a continuidade do Festival Internacional de Londrina. Aliás, o maior da América Latina. Faz-se necessário a soma de esforços do governo do Paraná, da prefeitura municipal, da Câmara de Vereadores, da iniciativa privada de Londrina e região e do público para que esse sonho se torne realidade. Já é hora de nos conscientizarmos de que a cultura deve ser pensada como indicador de qualidade de vida. Todos precisamos de segurança, saúde, educação, transporte, habitação e de lazer e arte.
Na fase internacional do FILO foram 13 dias de pura efervescência, quando 22 companhias teatrais, de 12 países diferentes, encheram Londrina de sons, movimentos, cores, emoções e muito talento. Tudo espalhado por diversos espaços, pelo Calçadão, periferia e na zona rural. Erra quem pensa ou diz que o FILO é destinado a uns poucos, à elite cultural. O FILO é de todos nós, é de Londrina. Parabéns à UEL, aos patrocinadores, apoiadores, à competente equipe organizadora do Festival, a Nitis Jacon e a todos nós, londrinenses, pelo privilégio do magnífico evento. Temos obrigação de trabalhar com o objetivo de garantir, de fato, vida longa ao FILO.
- ELZA CORREIA, Londrina
Dia do Pardal
Li enternecido a crônica de Nilson Monteiro, dia 11, referindo-se ao pardal. À parte os floreios próprios da sua verve poética, nossa conhecida, Nilson Monteiro nos comove e dá importantes informações sobre o pequeno e incômodo pássaro, pelo que nos permitimos felicitá-lo duplamente. Na China, onde existem milhões de pardais, há um dia por ano destinado à caça deles, que naquele imenso país representam uma praga na mesma dimensão. Mas Nilson Monteiro não deve ficar triste, depois de tudo de bonito que ele escreveu sobre o terrível bichinho alado. Diz o ditado que cada terra com seu uso, cada roca com seu fuso. E na China não existe comiseração com o pardal.
- ARISTIDES MAKOWICH, Arapongas
Oportunismo
Fui comprar um cartão telefônico e me deparei com a foto de um tucano. Nada contra a ave. Aliás, muito bonita. Será que no próximo sai uma estrelinha? Ou, quem sabe, um trevinho... Melhor seria colocar um mico-leão dourado. Representa melhor o povo brasileiro. Após compra de votos, CPIs e outros escândalos, é o que nós, brasileiros, temos feito. Só pagando o mico.
- ANTONIA PASSOS DE ARAUJO, Curitiba





