Acabou a campanha eleitoral. As bocas se calam; as armas são baixadas; os ressentimentos, revistos. Ambos os candidatos prometeram mudanças. Mudanças dentro do mesmo ramerrão de filmes já vistos e esperanças já frustradas. Como sempre, sobra esperança que alguma coisa resta dos discursos para a efetivação na prática do sofrido dia-a-dia do brasileiro londrinense. E o futuro? Aí é mais fácil especular, afinal não viverei o suficiente para cotejar o sonhado agora com o realizado na época sonhadora do futuro mais ou menos distante. É preocupante o número crescente de pais e mães solteiros, ou de famílias desfeitas. Legítima preocupação. Mas se a encararmos pela perspectiva apropriada, não parece tanto um problema, como uma solução temporária. O padrão de comportamento afasta-se das famílias em que o pai ou a mãe cuidam dos filhos. Consequentemente, muitas crianças estão sendo criadas por pessoas que não são necessariamente da família, ou estão ao abandono, na rua. Os problemas com as crianças que são educadas por pessoas que não são parentes biológicos, não são devidos necessariamente a esse fato, mas sim ao baixo nível e falta de cuidados ocasionados pela entrada de muitas mães no mercado de trabalho. Abstraia-se aqui o aspecto de que estão ocupando vagas de eventuais pais de famílias, além de aviltarem os salários correspondentes (não por culpa delas).
Isso só será corrigido quando se encontrarem novos meios de se educar crianças em grupos. Embora a atenção necessária na primeira infância pese bastante, essa atenção não precisa necessariamente vir de um parente consanguíneo. É possível às crianças receber o que precisam de pessoas externas ao círculo familiar, se o treinamento e seleção adequados forem providenciados para os que se interessam por esse tipo de trabalho. Mais dinheiro precisa ser investido na reabilitação e no sistema judiciário em geral, que deve se tornar menos dependente de advogados. Problema semelhante existe entre os médicos, com doutores sendo escandalosamente super-remunerados e pacientes sendo dispensados por falta de recursos financeiros. Lembrem-se todos: essas mudanças só serão possíveis como consequência das pressões que forem exercidas pelos contribuintes, pois são os seus reais que subsidiam o alto custo da medicina e do combate ao crime. Consumidores fortes fazem uma democracia forte. Vamos esperar o futuro, mas não tão dependentes dos políticos e Congresso inoperante, corporativista e corrupto.
- FRANCISCO BRUNO, Londrina.


O branco do médico
e do sal

Algum imbecil, paranóide, posto na posição de empresário explorador dos serviços médicos, em entendimentos com comissão em estabelecimento de honorários médicos obedecendo à tabela da Associação Médica Brasileira (AMB) fez a comparação do branco que representa o médico, pela sua vestimenta, com o sal de cozinha (cloreto de sódio) com afirmação infame: ‘‘O branco do médico é igual ao branco do sal, encontra-se em toda parte e é barato.’’ O preto da sua consciência é igual aos túneis de putrefação, não se encontra nada, nada que seja humanista, criativo e espiritual.
O branco do médico e o branco do sal... Comparação desumana da podridão dos que assim pensam olhando apenas o seu bolso, olhando para o espermatozóide que substitui os seus neurônios e o alimento que apodrece em seus abdomens nojentos, sátiros desprovidos de consciência, praticadas do culto da gula, apocalípticos.
- FAHED DAHER, Apucarana.

Agradecimento

Agradecemos a Folha de Londrina pelo seu apoio na realização do Leilão 2C Cachoeira 96, dia 26 de outubro, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina. O momento é oportuno para informar que a Fazenda Cachoeira 2C confirmou que o trabalho, ao longo de 36 anos, desempenhado em prol da nossa pecuária, especialmente no criatório da raça Nelore, foi retratado pelo sucesso da edição 96 do Leilão 2C Cachoeira. Importante ressaltar que o sucesso deste leilão não foi mérito apenas dos organizadores deste grande evento para nossa pecuária, mas sim de todos aqueles que nele acreditam e nos apoiaram.
- GUSTAVO GARCIA CID, Londrina.

Parabéns Folha

Há quase meio século a Folha de Londrina era fundada por um dos baluartes do jornalismo paranaenses, João Milanez. Desde então, dia a dia, ininterruptamente, esse diário circula com mais qualidade, tanto na materialidade quanto no conteúdo. Exemplo de modernidade jornalística, a Folha sabe, sempre, criar novos cadernos, acompanhando a evolução e brindando seus leitores com o atendimento das suas expectativas de cultura e conhecimento geral e específico. Portando-se com absoluta imparcialidade diante dos fatos e acontecimentos, esse jornal estabelece a diferença entre as notícias e o sensacionalismo.
Suas equipes de jornalistas sabem buscar fatos e fotos de flagrante interesse popular, mostrando a verdade na hora certa. Por tudo isso, senhor diretor, é que confesso-me leitor da Folha de Londrina há mais de 20 anos. Agora, estando no Comando do Policiamento do Interior, tenho nesse jornal o necessário ‘relatório’ diário dos acontecimentos policiais, sociais e políticos do Paraná, que muito me ajudam no exercício do meu comando. Posto isto, não poderia furtar-me à satisfação de, no transcurso de tão significativa data, qual seja o 48º aniversário da Folha de Londrina, cumprimentar o conselho de administração, capitaneado pelo ‘Grande Fundador’, a diretoria, jornalistas, funcionários, sucursais e tantos quantos colaboram direta ou indiretamente para que o Paraná conte com um órgão de comunicação social da envergadura desse jornal. Aceitem pois, os nossos cumpriomentos. Parabéns!
- VALDEMAR KRESTSCHMER, Comandante do Policiamento do Interior.
Neste 48º aniversário de fundação da Folha de Londrina, abraçamos o prezado amigo João Milanez e toda sua briosa equipe de profissionais, inclusive funcionários que, sob seu comando, sabem preservar esta invejável posição de liderança em todo o norte do Paraná. Parabéns amigos.
- JORGE PEREIRA DE SOUZA, Rio de Janeiro.
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato. O jornal se reserva o direito de resumi-las, se ultrapassarem 15 linhas.

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