O leitor escreve
O leitor escreve
Usuário de rodovias
Há décadas vejo o volume milionário que os governantes despendem em publicidades mentirosas para enganar os menos esclarecidos. Alegações de falta de verbas e ônus de todas as benfeitorias rateadas entre os sofridos contribuintes. O pedágio, mais uma maneira de sangrar os bolsos de quem não têm mais para contribuir. Tamanha foi a submissão do eleitor que chegamos iguais ao gado, oprimido e acuado, ao curral, passando depois para o corredor até chegar ao matadouro e verter o sangue para saciar a sede dos vampiros. Façamos a nossa consciência, reajamos, todos, através dos meios que, porventura, possam surgir, como é o caso da criação do Fórum dos Usuários de Rodovias.
- JOSÉ RUI PEREIRA, Londrina
Desespero
É incrível o que uma entidade pública faz em um momento de desespero, como foi o caso, há dois anos, quando Curitiba via troca de tiros em pleno centro da cidade e assaltos a bancos, inclusive dentro da própria prefeitura. A idéia dos tótens, sem dúvida, é ótima e necessária. Porém, era de se esperar que fosse apenas uma resposta aos apelos dos cidadãos ao prefeito por eles escolhido. Vê-se agora o resultado de uma ação mal planejada e de última hora para tentar frear a violência e tranquilizar a população.
- DAVID SAKAI, Curitiba
Confiança e respeito
Após as denúncias (de ex-policiais da PM), não sei se registro insatisfação contra o comando ou os comandados. A Polícia perdeu toda a confiança e o respeito perante as pessoas de bem, pois no momento que precisar desta corporação, você se humilha, é humilhado por eles, e que não deixa de ser pior, dentro das obrigações do cotidiano, que é de dar segurança nas ruas, na frente de colégios etc. Você vê estes cidadãos praticando abuso, como o que é visto no dia-a-dia. Quem com ferro fere, com ferro será ferido. Desculpem os bombeiros, que engrandecem a corporação. Falando nisso, por favor, votem a favor desta separação. Eles não merecem usar a mesma farda.
- ROQUE LUIZ TENORIO, técnico industrial, Londrina
Futebol
Infelizmente no futebol atual não há mais espaço para o romantismo ou o amadorismo que dominava a maioria das equipes brasileiras até o começo da década. Os clubes agora ganharão ou perderão títulos na mesma proporção de seu mercado consumidor. Assim, só terão espaço no meio futebolístico aqueles que se adaptarem ao capitalismo selvagem que agora o domina. Dentro disso, é urgente a necessidade de o Londrina Esporte Clube (LEC) procurar parcerias, coisa que acredito não ser muito difícil, dada a significativa magnitude de nossa região tanto em poder aquisitvo como em tamanho de mercado consumidor. Como muito bem disse o técnico Val, do LEC: Ainda falta muito, e falta ($$$$) mesmo.
- ARTUR YABE MILANEZ, São Paulo
Muda Brasil
Num raio X do Brasil atual, vemos as pessoas que deveriam nos proteger e nos defender, ameaçando-nos. Formam quadrilhas, matam, incitam rebeliões, roubam e nos causam pavor. Em 500 anos de Brasil, ao estudarmos a história, verificamos que mudaram os cenários, os personagens e a época; mais a corrupção se fez escola; a concentração de riqueza e poder nas mãos de uma minoria se fez lei e escravidão só mudou de nome. Hoje somos livres miseráveis. Alforriados sem emprego, sem moradia e sem escola. A violência aumenta assustadoramente e como consequência as superlotações das cadeias, penitenciárias e Febens.
Mais os donos da violência continuam livres e ditando as leis no Brasil. Quem tem conhecimento da dimensão dos problemas do Brasil, tem residência fora do País; pois sabem que é mais fácil mudar de país a mudar o País. Brasil, neste novo milênio, esperamos que ao menos mudem os personagens; pois estes nos açoitam dia e noite e suas chibatadas matam o patriotismo dos seus filhos. Nós, os livres miseráveis. Senhores governantes não se esqueçam: feliz é a nação cujo Deus é o Senhor.
- ROSEMEIRE TÂNIA FERREIRA, técnica administrativa, Londrina
Carnaval
Realmente o Carnaval de Veneza é uma maravilha (reportagem da Folha Turismo do dia 14). Já tive oportunidade de presenciar a abertura oficial de seu Carnaval, em 1997, e gostei bastante. Vale a pena conferir! LItalia S molto bella!
- ARTHUR MOREIRA, Rio de Janeiro
Desafios atuais
A sociedade deve estar consciente dos desafios do momento atual, deve ser participativa compartilhando das esperanças do povo, num momento em que afloram muitas insatisfações que se generalizam no País, deve manifestar-se publicamente a solidariedade e o apoio para que haja justiça social, bem como apresentar soluções para resolver as injustiças. Um dos maiores problemas é o desemprego, que leva ao desespero um número cada vez maior de famílias. Prossegue praticamente intocável o drama da fome nas regiões do País mais castigadas pela seca, e torna-se insuportável a violência nas cidades e nos campos.
Descobrem-se novas formas de corrupção, com mecanismos cada vez mais sofisticados, decorrentes de uma perigosa promiscuidade entre o público e o privado. As denúncias se multiplicam, mas poucas vezes levam à punição dos autores de grandes desvios de recursos públicos. Tudo isso corrói a credibilidade das instituições políticas. Constata-se que a privatização de empresas estatais, embora às vezes justificável, afetou o patrimônio nacional, não trouxe os benefícios sociais anunciados nem conseguiu estancar o crescimento da dívida pública; ao contrário, originou mais desemprego, e continuam vendendo as empresas públicas por preços irrisórios. O que ainda é mais grave: promovem saneamento de empresas com balanço deficitário, após sanear com o dinheiro público a parte doente do patrimônio líquido, a empresa é leiloada de forma premeditada e com interesses espúrios.
Pesquisas no mundo inteiro apontam para o agravamento de nossas condições sociais e para a inaceitável e injusta divisão de renda, que tem caracterizado o Brasil. Não é, portanto, de estranhar que a pobreza é o assunto presente com tanto destaque no atual cenário nacional, que também faço questão de enfocar, aproveitando a oportunidade no espaço O leitor escreve. As manifestações e mobilizações que acontecem no País traduzem um descontentamento crescente. Elas são um sinal de alerta, devem realizar-se como expressão do legítimo uso da liberdade democrática, em clima de paz, sem nenhum apelo à violência e preservando as instituições da democracia.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, Porecatu
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





