O leitor escreve
O leitor escreve
Usuários de rodovias (1)
O usuário é, na verdade, o contratante e destinatário dos serviços prestados pelas concessionárias, sendo o governo estadual apenas mandatário destes. Importante portanto que os usuários, que firmaram negócio contratual com as concessionárias, tenham meios de acompanhar a prestação dos serviços contratados (com referência ao Fórum dos Usuários de Rodovias e à criação da Associação dos Usuários, em Londrina).
- IDEVAM INACIO DE PAULA, Londrina
Usuários de rodovias (2)
Sou técnico eletrônico, viajo o Brasil inteiro, de Belém a Porto Velho, Florianópolis a São Luiz, e todas as estradas em que dirijo, com pedágio, são duplas, menos no Paraná. Outro dia vim de Curitiba e tive que passar por cinco postos de pedágio; um posto de cobrança só tinha um guichê aberto e mais de 40 carros e caminhões na fila (15 minutos para passar). Não que eu seja contra o pedágio, mas então deveriam baixar o IPVA. Em vários trechos da rodovia fizeram a terceira faixa, só que sumiu o acostamento. E numa emergência? Joga no mato? Onde está a qualidade? E pelo preço cobrado é muito pequeno o melhoramento. Isso que foi feito não justifica o pedágio.
- DANIEL DINIZ JUNIOR, Londrina
Usuários de rodovias (3)
Brilhante a idéia (do fórum), embora milhares de pessoas já tenham morrido em estradas malconservadas e de mão dupla, onde há muitos anos deveria existir pista dupla. Contudo, ainda é tempo de botar responsáveis na cadeia e exigir do Estado indenizações milionárias para coibir a corrupção e exigir segurança nas estradas. Recentemente, o DNER publicou estatística, divulgada pela imprensa em geral, que somente uns 3% dos acidentes, nas estradas, eram devidos à condição da rodovia.
Que vergonha, colocar a culpa nos mortos... Quem viaja por aí, sabe que só se chega vivo de uma viagem longa pelas rodovias federais do nosso País, com uma boa dose de sorte, habilidade e ajuda divina. Proponho outra campanha: que todos os acidentados ou parentes de mortos em estradas entrem na Justiça contra o Estado e exijam o máximo que puder. Já.
- FRANCISCO J. VIEIRA DE SOUZA, Brasília
Usuários de rodovias (4)
As poucas vezes em que estive no exterior deu para perceber que, às vezes, estradas humildes, como no deserto de Cuyo (Argentina), o posto de pedágio, além de cobrar, dispunha de banheiros limpos, água potável, gelo, água quente, fraldário e uma pequena loja de conveniência, sendo que a via possuía iluminação (sinalização) alimentada por captação solar, com telefones para socorro.
Já nos Países Baixos, além de normalmente as rodovias possuírem uma quantidade razoável de pistas de rolagem, em média 6 ou mais, existem pistas especiais, para caminhões, para veículos de passeio com duas ou mais pessoas (cujo veículo pode desenvolver velocidades maiores que nas demais vias), painéis eletrônicos informando a velocidade média em cada uma das pistas, bem como informando qual era a mais rápida.
Estes painéis eletrôncios exibem mensagens, tais como Lembre-se, senhor motorista: está chovendo e a velocidade para caminhões nesta via está limitada a 110 km/h, conforme determinação da Comunidade Européia (para caminhões). As lanchonetes e restaurantes são de uma limpeza espetacular. Caso você não goste de McDonalds, basta usar a passagem ou túnel e ir até o outro lado da estrada (free way ou high way) e saborear carnes em um grill, sem se utilizar da pista. Há serviço de FM em vários idiomas, em transmissões exclusivas, sobre os dados e as condições do clima, da estrada, do tráfego.
No Paraná, essa maquininha de fazer dinheiro parece que tem omissões de serviços e equipamentos não por puro esquecimento, mas sim como uma forma das concessionárias não terem maiores gastos, somente lucros, pois nenhuma obra, ou prestação de serviço, considerável foi realizada por elas, que continuam usando a máxima santificada Venha a nó$ o Vo$$o Reino.
Quem falou em rodovia do primeiro mundo conhecia o assunto ou somente se omitiu.
- MARCOS PEDRON, Curitiba
Usuários de rodovias (5)
Digna de registro a reportagem especial da Folha, no dia 13, acerca das estradas do Paraná. Afinal, estava mesmo precisando que alguém ousasse mostrar os vários aspectos e interesses envolvidos num dos negócios mais rentáveis dos últimos anos no Estado. Parabéns à equipe de reportagem. O caso do Rio Grande do Sul, citado, é sintomático e revela a desinformação ou maldade da agência que enviou o texto, na forma como é apresentada a situação da privatização naquele Estado. O governo passado entregou sem preocupações algumas das principais pistas do Estado. Logo que assumiu (e isso a matéria que veio do Rio Grande do Sul ignora, ingênua ou propositadamente), o atual governo reduziu o valor do pedágio (que aliás, no Rio Grande do Sul é um pouco diferente, pois não funciona como no Paraná, onde se paga ida e volta por uma mesma pista).
No Rio Grande do Sul, prevê-se que toda pista com pedágio deve ter uma via alternativa. E isso também não funciona no Paraná. O que a matéria da Agência RBS denomina de boicote é talvez apenas uma opção que o atual governo gaúcho tem diante do parasitismo que é a privatização rodoviária brasileira.
A reportagem sobre as rodovias catarinenses soa igualmente estranha. Depois de mais de uma década lutando pela duplicação da BR-101, os catarinenses ainda nem bem sentiram o direito de trafegar em uma pista muito perigosa que passa a ser mão dupla e já devem começar a pagar pedágio.
Em tempo: a criação do Fórum dos Usuários de Rodovias do Paraná, proposto pela Folha, é extremamente oportuna.
- SÉRGIO LUIZ GADINI, professor universitário, Ponta Grossa
Vinte anos do PT
No artigo O PT e a idade da razão, publicado na Folha, edição de sábado, a socióloga, escritora e professora universitária Maria Lucia Victor Barbosa critica o Partido dos Trabalhadores no seu nascimento quando ele tinha a característica de corpo sindical e defendia reforma agrária radical, moratória, desconcentração da propriedade e ditadura do proletariado e evitava alianças com outras correntes políticas e também agora, 20 anos depois, quando o PT, segundo ela, partiu para uma linha agarra tudo, já não reluta tanto em ampliar alianças e já não fala em calote.
A socióloga critica Luís Inácio Lula da Silva quando ele, barbudo, de jeans e camiseta, e desgrenhado, ululava em portas de fábrica, e também agora, que ele veste terno e colarinho branco, fuma charutos e viaja pelo mundo. Nos dois casos ela critica Lula e o PT. Logo, o artigo não é uma análise política isenta, mas uma opinião pessoal, nem por isso menos válida. Mas então bastava ela dizer que não gosta nem do Lula e nem do Partido dos Trabalhadores e pt saudações. Da opinião de sociólogos, economistas, analistas políticos e palpiteiros de plantão o povo brasileiro está cansado. FHC é sociólogo, tem pose de príncipe, estudou na Sorbonne e fala bonito em várias línguas, mas como presidente é um desastre.
- JOÃO CARLOS MEASSI, Curitiba
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