O leitor escreve
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Vestibular
É lamentável que os vestibulares da UEL deixem de ser elaborados pela Fundação Carlos Chagas. Já prestei dois vestibulares da UEL e um da UFPR, e comparando os dois sistemas é inegável que a UFPR tem uma infra-estrutura muito melhor, mas considero a prova realizada pela Fundação Carlos Chagas a ideal, pois quase nunca teve furos e avalia o conhecimento dos candidatos com questões muito bem elaboradas. Além disso, a UEL está mudando seus vestibulares repentinamente, causando medo aos vestibulandos e não dando tempo para os colégios se adaptarem. Ainda bem que já sou caloura da UEL.
- PATRÍCIA SAMPAIO GONÇALVES, Londrina
País dos indefesos
Além de pagarmos caro, acima da inflação, ainda somos tachados de otários. Não era necessário dizer. O governo, que deveria nos proteger, comporta-se como aquele pai negligente, que grita, esbraveja e passa a mão na cabeça do infrator e está tudo bem. Outro problema sério é do pedágio. Entregaram estradas em ótimas condições às concessionárias, cujo maior investimento foi a construção das praças de pedágio, e ainda querem mais. Quem nos defende? Os deputados, eleitos para nos representar, simplesmente passaram para o lado dos mais fortes e o povo que se dane. E a antecipação do IPVA, alguém levou em conta o pobre contribuinte?
- ESMERALDINO FRANCO, professor, Santa Mariana
Reforma
Cresci ouvindo falar do Instituto Nacional de Reforma da Mentalidade. Meu pai, Milton Carvalho, hoje com mais de 90 anos, foi meu introdutor no tema. Com experiência em serviço público de boy a diretor regional dos Correios e Telégrafos, ele passou mais de 40 anos nessa atividade. Ele muitas vezes falava dos seus sonhos, e um deles era o de fundar o instituto. Lá as pessoas poderiam ter cursos intensivos e extensivos de mudança de mentalidade.
Ele alegava que não conseguiríamos mudar o Brasil, o serviço público, a sociedade, se não conseguíssemos mudar a mentalidade. Mudar lá dentro de nós o pensamento e a ação para poder transformar a realidade. Gostava de falar: Já pensaram o impacto que causaria um ministro da República recebendo, em seu gabinete, um telegrama (hoje seria pela Internet) com a seguinte mensagem: Senhor ministro. Analisando sua ação à frente de seu ministério, vimos respeitosamente, informá-lo de que reservamos para V. Exa. uma vaga para frequentar um curso livre, neste fim de semana, em nosso Instituto de Reforma da Mentalidade. Haja vagas para ministros, presidentes, governadores, deputados, prefeitos, secretários de Saúde, médicos, administradores públicos e privados... Sobrariam alunos e faltariam docentes.
As transformações e até mesmo a eliminação completa de certas práticas do Estado, só acontecerá no momento em que comerçarmos esta transformação por nós próprios. O desafio, entretanto, é começar a mudar. Ontem, hoje e amanhã. Começar pelo possível, por nós próprios.
- MILSON CARVALHO, médico pediatra e sanitarista, de São José dos Campos (SP)
Cumplicidade
Estudo da OIT informa que dos 185 milhões de pessoas ocupadas, na América Latina e Caribe, 59% ou 110 milhões de trabalhadores desempenham tarefas em empresas ou atividades que não recolhem impostos ou contribuições. Lê-se também, ali, que 85% dos postos de trabalho criados na década de 90 foram no mercado informal.
No Brasil, o governo tem todos os números, fornece-os à mídia, mas nada faz. E o próprio FHC faz declarações interpretáveis como de estímulo, por exemplo, à prática, disseminada e criminosa, de não assinar carteira de trabalho e, assim, sonegar a contribuição previdenciária, o FTGS etc.
Alegam os maus patrões e péssimos cidadãos que não suportam os gastos oriundos do exato cumprimento da legislação trabalhista, apodada, aliás, de herança das ditaduras de Mussolini e Vargas. Mas pagam, sem estrebuchar, os tributos pesadissímos e cumulativos que este governo gastador fez incidir sobre faturamento, lucros, movimentação bancária etc. E ainda têm dinheiro para investir em candidatos mais promissores das eleições gerais. Aqueles mesmo que, eleitos, primam no favorecimento aos empresários fora-da-lei e na perseguição aos trabalhadores.
- ALCINDO NOLÊTO RODRIGUES, Brasília
Igrejas
Vivemos momento muito importante da história da Igreja, e você faz parte dela. Temos que nos preparar para enfrentar a magia da fé, que transforma o material em amuletos e força Deus a realizar nossos desejos pessoais, sem, contudo, nos lembrarmos do Senhor Jesus orando ao pai: Seja feita a tua vontade. Há cada vez mais novas igrejas e cada uma delas parece ter uma receita para resolver os problemas das pessoas, sem se preocupar se Deus aprova seus métodos. Como enfrentar essa situação? Só existe uma maneira e esta é a da vida comprometida com o Senhor Jesus e Sua Igreja.
Como está sua vida espiritual? Sente-se confuso? Qual a intensidade do seu desejo de ter uma vida comprometida com os ensinos do Senhor Jesus? Qual a intensidade do seu desejo de ter uma vida cristã comprometida que dia a dia muda para melhor? Você afasta o pecado da tua vida? Você está mais preocupado em corrigir-se ou em corrigir os defeitos do teu irmão? Você se preocupa em criticá-lo ou de abençoá-lo diariamente?
A Igreja do próximo século ou milênio será marcada por uma luta individual e por uma vida espiritual de fidelidade ao Senhor Jesus Cristo, estudo exaustivo da sua palavra e pela preservação da sua identidade, evitando entrar em conflito espiritual. Lembremos das palavras: Não temas o que hás de padecer. Eis que o Diabo está para lançar algum de vós na prisão, para que sejais provados e tereis uma tribulação de dez dias. Sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida.
- FRANCISCO ANTUNES FILHO, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]





