O leitor escreve





Fórum dos Usuários de Rodovias (1)
Independentemente da criação do Fórum dos Usuários das Rodovias do Paraná (que se realiza hoje em Londrina, no Hotel Sumatra, a partir das 16 horas), seria justo e oportuno, também questionar que não há alternativas de outros caminhos aos que necessitam transitar pelo Estado do Paraná, como no trecho Londrina–Arapongas e outros. Além, obviamente, de que este reajuste do valor do pegádio (sub judice) é extremamente oneroso aos que utilizam as rodovias. Pode-se ter rodovias com pedágios, que se torna uma alternativa aos que buscam seguranca e rapidez, mas não justifica que as estradas que possuem pedágio sejam abandonadas, que foi justamente um dos argumentos utilizados quando da privatização. O governador se omite convenientemente, pois ele é o responsável pelo que aí está. E o direito de ir e vir, que é uma questão constitucional, também está sendo subjugado ao impor a obrigatoriedade do pedágio.
- RONALDO JOSÉ NASCIMENTO, Lisboa, Portugal
Fórum dos Usuários de Rodovias (2)
Discussão das concessões de estradas: Parabéns! Penso que nos aproximaremos da dita democracia somente através da organização da sociedade. Hoje ainda vivemos sob uma democracia. Espero muito desse jornal como meio de aglutinar idéias objetivando o estabelecimento da ordem e da justiça neste País espoliado pelos próprios governantes.
- LUIS FERNANDO FILIPPETTO, Curitiba
Fórum dos Usuários de Rodovias (3)
As estradas e rodovias são bens públicos. Mesmo privatizadas através de concessões, os usuários têm o direito e dever de conhecer, acompanhar e decidir onde investir os recursos. É vergonhoso (se não ilícito) entregar nas mãos de uma empresa – a qual terá como única preocupação o lucro – toda a administração, enquanto se poderia formar um conselho envolvendo todas as categorias usuárias e demais envolvidos (caminhoneiros, empresas de transporte, governo estadual e federal, DER).
- ADRIANO LIMA DOS SANTOS, Ponta Grossa
Violência
Fiquei assustada com a notícia que li anteontem (‘‘Em dois dias, 5 assaltos à mão armada’’). Morando fora do Brasil, e com toda minha família em Londrina, fiquei na obrigação de dar minha opinião. Um Brasil melhor para nossos filhos. Fim da violência.
- EDNA LIMA ABREU, Genebra (Suíça)
Religião e vida
A carta ‘‘Religião e vida’’ do padre Natalício José Weschenfelder, publicada dia 9, acabou por persuadir, ao menos em parte, muitos leitores um pouco leigos, além de ofender àqueles que, embora não tenham a religião como dogma em seu cotidiano, cumprem seu papel moral na sociedade de maneira quase que sublime.
Seu principal argumento enraizou-se nas pesquisas feitas por algumas universidades norte-americanas, que, ao analisarem os efeitos da assiduidade dos indivíduos nas igrejas, concluíram que os mesmos possuem, em média, um tempo de vida maior, em detrimento daqueles que se afastam deste hábito, por qualquer dos motivos. Todavia, é imprescindível que sejamos conscientes o bastante para termos uma idéia de que argumentos embasados em pesquisas percentuais são, na maioria das vezes, bastante falhos pois, além de generalizarem as coisas e situações, acabam por mistificar e tolher muitos dos fatores envolvidos nos processos.
Ademais, segundo o padre Natalício, por intermédio da pesquisa foi concluído o seguinte: os não-religiosos não praticam os ‘‘bons hábitos’’. Ora, é bem verdade que muitos deles não, e também que muitos religiosos de elevadíssima assiduidade também não! Segundo o padre, só a religião pode elevar consciencialmente as pessoas. Bem sabemos que, nos últimos séculos, historicamente falando, muitas pessoas optaram literalmente pelo ateísmo, desenvolvendo uma conduta existencial humanista, fundamentada na ajuda aos homens e sua sociedade, em prol de uma elevação moral cada vez mais edificante. Por conseguinte, é preciso dizer que a religião não é o único sinônimo de boa conduta, e que não somente ela permite o acesso dos homens aos ‘‘bons hábitos’’.
Há caminhos e caminhos, instrumentos e instrumentos, para se alcançar as finalidades humanas, de maneira bastante ética e regrada. A religião é certamente uma delas, mas o humanismo ateísta também, assim como outras vertentes mundo afora, adotada por diversas pessoas diferentes e nem por isso celeradas.
- RICHARD GONÇALVES ANDRÉ, estudante, Londrina
João Caram
Através desta venho expressar os meus pêsames à família Caram e parabenizar este jornal pela reportagem (‘‘Infarto mata o pioneiro João Caram aos 80 anos’’, 27/1) que foi feita sobre este grande homem que, com certeza, fez muito por Londrina.
- CAMILA CARAM BETETO, Conchas (SP)
Informática
Cumprimento-os pelo excelente trabalho realizado no caderno Folha Informática, que com suas reportagens de linguagem clara e objetiva consegue esclarecer e informar seus leitores do que há de mais novo na área da ciência e tecnologia. No caderno do dia 7, li as reportagens ‘‘Escola Virtual, com professor, já é real’’ e ‘‘Site traz curso de fotografia para iniciantes’’ que me chamaram a atenção. Verifiquei que este tipo de tecnologia está sendo bem utilizada pelas empresas, porém necessita de maior estudo, divulgação e exploração daqueles que trabalham com informática em geral, pois acredito que está aí o futuro da educação, já que os avanços obtidos pela Internet vêm crescendo em todas as áreas, porém não com tanto ênfase na área de educação quanto deveria ser.
Num futuro próximo, as salas de aula estarão equipadas com computadores, máquinas de realidade virtual, monitores touch screen, telões e mesmo assim, com todos estes equipamentos, sempre haverá uma figura humana (o professor) por trás, pois ele será o responsável pelo conteúdo das matérias disponibilizadas aos alunos, seja ela qual for, Matemática, Biologia, Português ou outras. O professor do futuro terá que ser além de um expert em sua área, alguém que tenha conhecimento básico em educação a distância, redes, Internet/Intranet e transmissão de dados. Mais uma vez parabéns a toda equipe!
- SILAS GABRIEL FILHO, Terra Boa
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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