O leitor escreve





Pré-Olímpico (1)
Desejo parabenizar a torcida brasileira no Estádio do Café, que durante todas as partidas do Pré-Olímpico cantou o Hino Nacional com o peito aberto, clareza e desenvoltura. Um exemplo de civismo.
- ANTONIO JORGE ROGOSKI, Brasília
Pré-Olímpico (2)
Parabéns ao prefeito de Londrina, Antonio Belinati, pela ousadia e coragem pela realização do Pré-Olímpico em Londrina. Agora são vividos momentos de flores, mas, os frutos serão colhidos por todo o povo de Londrina e seus governantes.
- JOSÉ TKACZUK JUNIOR, empresário, Rolândia
Febre aftosa e o MST
No dia 4, li a carta de Marcos Menezes Prochet, presidente da UDR-PR. Não quero desmerecer todo o esforço que se enceta à erradicação de males que, de alguma forma, possam atingir a sociedade. É louvável essa empreitada. Por outro lado, percebi um certo exagero por parte do mesmo em querer atribuir ao MST a possibilidade de fracasso da eliminação da febre aftosa. Acompanho com muito interesse o exercício da democracia no Brasil. Não obstante, sinto dificuldade em percebê-la concretamente. Não vivemos mais a ditadura aberta do regime militar. Mas sei que vivemos uma ditadura silenciosa, legitimada pela alienação e pela exclusão. Há um grito de dor e de morte que mata mais que os porões dos torturadores. A Pastoral da Criança já constatou que a cada hora morrem mais de dez crianças de fome no País que é o celeiro da humanidade. Talvez os membros da Sociedade Rural possam até pensar: o que tenho com isso? Respondo: é economicamente bom se preocupar com cabeças de gado. Porém, é mais cristão e humano se preocupar com cabeças de pessoas. A Igreja Católica no Brasil está comprometida com a vida dessas pessoas que têm fome de viver, de terra e de democracia. Não sabemos o significado de um ‘‘governo do povo’’. Os governos são sempre de um grupo elitista e corporativista.
Na citada carta, Marcos Prochet diz que a ação do MST faz parte de ‘‘um plano maior de desestabilização da ordem social e econômica, visando a tomada do poder...’’, bem como o denomina de ‘‘terrorista’’. Ao que me parece, nunca tivemos políticos desse movimento esquentando as cadeiras do Congresso. A história política atesta isso, mas poderá ser mudada. Isso é bem diferente ao que concerne aos ruralistas – sabemos que são numerosos e corporativistas. Milhares de brasileiros sentem cotidianamente o drama de viver num país desestabilizado, causado pelos que esquentam as cadeiras políticas. Para finalizar: o MST já foi oficial e amplamente reconhecido como movimento popular. Portanto, a acusação de terrorista soa-nos infundada, ressentida e própria dos que ainda não querem reconhecer nossa frágil democracia.
- PADRE ROBERTO DE PAULA, Jataizinho
Desemprego
A atual conjuntura nacional não deixa dúvidas a respeito da nova face do desemprego em nosso País. Em outros tempos, falar-se-ia em frentes de trabalho somente por ocasião das secas periódicas e sistemáticas no Nordeste. O fenômeno do desemprego crescente traz, agora, para os grandes centros urbanos, algo característico do flagelo das secas. Em outros tempos, também se acrescentaria, a título de comentário, a lapidar afirmação: ‘‘A economia vai bem, o povo vai mal’’. Aparece a face mais humana da tragédia nacional, já analisada como questão grave dos efeitos do neoliberalismo na economia mundial.
O desemprego no País, a cada dia que passa, já não é apenas uma questão econômica, nem peculiaridade de uma região. É também uma questão política, humana, grave e crescente. Atinge de forma dramática o maior parque industrial urbano do Brasil e da América Latina e revela faces e histórias de pessoas que nunca são levadas em consideração pelos números e as estatísticas. Isto tudo revela a gravidade que o problema do desemprego vai adquirindo dentro do quadro nacional, sem perspectivas de solução. O desemprego é um gravíssimo problema social, crescendo a cada dia em nosso País como uma peste perniciosa. Deve haver uma luz para minimizar o problema, eis algumas pistas: vontade política, solidariedade, fraternidade, menos ganância e acabar definitivamente com o ‘‘neoliberalismo’’.
- ANTONIO CARLOS DE MELO, bancário, Porecatu
Pedágio
Se o nobre deputado (Nereu Moura, em entrevista à Folha) e a cúpula de seu partido não apresentarem logo uma alternativa técnica e economicamente válida para o sistema de pedágio, nós, eleitores, poderemos chegar à triste conclusão de que a velha demagogia ressuscitou no jovem Estado. Frases do tipo: ‘‘As estradas foram construídas com os impostos dos paranaenses e sem pedágio’’, sem mencionar que havia o Imposto Único sobre Combustíveis e Lubrificantes e o Fundo Rodoviário Nacional, dando a falsa impressão de que os impostos não saíram de nossos bolsos; ou, então, ‘‘os recursos são suficientes para as rodovias sem pedágio’’, como se estivessem sobrando recursos e não houvesse alternativas de aplicação em programas sociais mais urgentes, deixam-nos moralmente abatidos. Afinal, os leitores desse importante jornal não são imbecis.
- EDUARDO JOSÉ DAROS, São Paulo
Transporte coletivo
As empresas de ônibus que praticam o que podemos chamar de ‘‘duopólio’’ poderiam, no mínimo, ter a dignidade de demonstrar nos seus painéis dos ônibus, balancete de custos em uma espécie de ‘‘resum꒒ dessas malfadadas planilhas de custos, para que justifiquem esse aumento nas costas dos trabalhadores. Esta é uma boa idéia aos vereadores que ultimamente estão discutindo se devem trabalhar mais ou menos. Elaborem uma lei nesse sentido, obrigando uma demonstração convincente dessa ‘‘planilha de muitos custos’’ tal como fosse um condomínio.
Volto a bater na tese da comparação empírica, ou seja, a simples observação comparativa. A Viação Garcia opera ônibus metropolitano de Londrina a Rolândia a R$ 0,90 e de Rolândia a Apucarana a R$ 0,85 (com pedágio e tudo). A TIL faz de Ibiporã a Cambé por R$ 0,80. A Garcia cobra R$ 1,10 o quilômetro rodado. Que perda é essa que as empresas alegam que não pode ser possível operar a R$ 0,90 como estava? Operam com ônibus entupidos de pessoas onde, em quatro viagens paga a quilometragem rodada levando em conta o que a Garcia cobraria. Numa administração que está sendo alvo de corrupção e malversação com o dinheiro público, esse assunto deve ser olhado, no mínimo, com muita suspeição. Defendo a elaboração de uma ação popular.
- JOSELITO TANIOS HAJJAR, Londrina
- As cartas devem ser datilografadas e assinadas e vir acompanhadas da fotocópia de documento de identidade, endereço e telefone para contato e profissão/ocupação do remetente. O jornal poderá resumi-las conforme disponibilidade de espaço. Correspondência via Internet deve conter: nome completo, cidade de origem, telefone, documento de identidade e endereço eletrônico e profissão/ocupação. E-mail Folha do Paraná/Folha de Londrina: [email protected]

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