O leitor escreve





Pré-Olímpico (1)
É sabido e comentado na cidade de Londrina, que o acordo para a não-transmissão dos jogos da Seleção Brasileira em Londrina foi feito através de um complô entre prefeitura e CBF. E a Sportv achou melhor não transmitir para não criar atrito com a CBF. Mas como ficam meus direitos de assinante? Vou verificar o preço de uma parabólica, mandar instalar em casa, e não quero mais ser ‘‘assinante’’, pois não vejo nenhuma vantagem para tal. O pior é que todos ficam em cima do muro e ninguém explica para nós ‘‘assinantes’’ que pagamos a Net, para que a mesma pague os senhores e ficamos sem explicação.
Sei que com a parabólica irei pegar somente os canais livres, porém com uma vantagem: se pegar, pegou, pois nada me custa. No caso de ‘‘assinante’’, é o mesmo que eu pagar taxa de iluminação pública para prefeitura e não ter luz na minha rua. Quero um esclarecimento verdadeiro para que possa tomar as medidas cabíveis para o caso, senão terei que entrar judicialmente contra os responsáveis.
- FRANCISCO CARLOS DE OLIVEIRA, Londrina
NR. A retransmissora Net e a Prefeitura de Londrina já explicaram que a transmissão contraria especificações contratuais; o telefone da Net é 374-1010.
Pré-Olímpico (2)
Sei que vou arrumar para minha cabeça, mas não concordo com as vaias do torcedor brasileiro para a nossa Seleção, quando ela busca a classificação ou um título internacional. Estamos muito mal acostumados (será ‘‘culpa’’ do Telê, Pelé, Garrincha e tantos outros?) a dar espetáculo, golear, e tudo o mais. Nesse Pré-Olímpico que está sendo disputado em Londrina, o que mais importa é a nossa classificação para as Olimpíadas. O resto é resto. Show de bola em todos os jogos? E se de repente, no último jogo, por uma fatalidade qualquer, perdermos e ficarmos de fora? Sem essa.
Concordo que o torcedor que vai ao estádio tem todo o direito de aplaudir, rir, chorar, fazer piruetas nas arquibancadas, fazer média com o Galvão Bueno e essas coisas todas. Mas não tem o direito de vaiar, a menos que se trate de um simples amistoso preparativo para uma determinada competição. Aí, assim concordo com a vaia, que se transforma num instrumento importante para abrir os olhos daqueles que estão à frente de um trabalho.
Só que agora é diferente. Estamos disputando uma classificação. Não podemos mudar mais. O grupo é esse. Precisamos ganhar. As vaias atrapalham, deixam os jogadores inseguros, propensos a errar mais. O adversário se fortalece mais ainda. Ninguém vai perguntar se jogamos bonito ou feio. O que importa é o resultado, desde que seja obtido de forma honesta e valente dentro do campo de jogo. Jogar bonitinho? Isso faz bem aos olhos. Mas ganhar é muito melhor para o nosso sofrido coração brasileiro.
- SEBASTIÃO LARA, Terra Boa
Pré-Olímpico (3)
Como todos os brasileiros, sonho em ver nossa Seleção carimbando seu passaporte para Sydney no próximo domingo. Porém, minha maior expectativa para este dia 6 de fevereiro é com a coluna Diário do Pré. Aguardo mais um ótimo texto de Paulo Briguet neste dia, para meu desfrute e alegria de meus alunos. Durante a Copa América, seus textos foram avidamente lidos por meus alunos, foram ótimos instrumentos de trabalho para mim; agora, neste dia sete, eles retornam das férias, cabeça no Pré-Olímpico, seja pela alegria (espero) ou pela tristeza (Deus que não leia esta parte), e o texto de nossa primeira aula será o de Paulo Briguet, do dia anterior.
Não existe este texto ainda, mas já está escolhido, pois sei que quando ele nascer, nascerá forte e vibrante, tocando fundo na alma, como tem sido em todos estes dias. Quem não souber admirá-los que não os leia, mas que continuem a existir, um pouco de alma no profissionalismo do futebol, no negócio que é o futebol. Enquanto se ouvir o grito ‘‘Tubarão!’’ e se ler Paulo Briguet, saberemos que há corações pulsando nesse País tão castigado, que não desiste de viver.
- CRISTINA AZEVEDO, professora, São José dos Pinhais
Sanepar
A água da rede de Curitiba está enegrecida, em consequência de reparos efetuados no final de semana. Após a religação deveria haver uma sangria nos terminais de distribuição, o que não está ocorrendo. As caixas d’água de todos os consumidores estão recebendo uma carga apreciável de terra e outras impurezas! A Sanepar deveria ser responsabilizada criminalmente por essa imperícia e tecnologia anacrônica, em consequência da qual conspurcou toda a água desta cidade, cujos mandatários propalam ser ‘‘do primeiro mundo’’.
Na próxima fatura, a Sanepar deveria deduzir o correspondente às despesas com que os consumidores terão de arcar para a limpeza de suas caixas d’água. Devem existir meios e tecnologias de se efetuar reparos na rede sem conspurcar a água a ser distribuída. O que me parece haver é falta de respeito do poder público para com os consumidores. O telefone 195 é pura ficção eletrônica – é mais fácil acertar na Mega Sena do que conseguir uma ligação!
- ANTONIO D#NATZ RIBEIRO DA SILVA, Curitiba
Ônibus
Quero manifestar, através desta, minha indignação e revolta pela falta de respeito e consideração com todos do Parque Manela e parte dos moradores do Jardim Santo Amaro, em Cambé. Mais ou menos em fevereiro do ano passado foi mudado o itinerário do ônibus via Cambé/Shopping/Cambé, favorecendo outros bairros e nos deixando sem ônibus. Para tentar nos enganar colocaram um único ônibus Cambé/Shopping via Jardim Ana Rosa, que passa pelos bairros prejudicados somente quando este volta do Shopping Catuaí. Como já citei, um único ônibus.
O que me deixa mais indignada é que fomos questionar o porquê destas mudanças e nenhuma resposta convincente nos foi dada, como se não merecêssemos consideração alguma. Eu e outras pessoas do bairro fomos falar com alguns vereadores de Cambé e nada foi feito para resolver o problema. Que pode ser resolvido com toda certeza. Basta que eles tenham um pouquinho de boa vontade e que não se esqueçam que fomos nós que os elegemos. Outras eleições virão... e com toda certeza eles vão precisar de nossos votos. Então gostaria que se lembrassem da maneira com que nos trataram em relação ao problema mencionado. Nossa sugestão é que o itinerário volte a ser como era, e inclua também os novos bairros, pois não é justo com os moradores destes, também ficar sem o ônibus.
- MARINA DE FÁTIMA SILVA, Cambé
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